{"id":124731,"date":"2016-12-27T07:52:13","date_gmt":"2016-12-27T09:52:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=124731"},"modified":"2016-12-27T07:52:13","modified_gmt":"2016-12-27T09:52:13","slug":"prepare-o-ambiente-para-receber-seu-bichinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/prepare-o-ambiente-para-receber-seu-bichinho\/","title":{"rendered":"Prepare o ambiente para receber seu bichinho"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nair Assad, Edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A casa \u00e9 outra: ganhou vida e alegria depois da chegada de uma bolinha de pelos que, aos poucos, foi seduzindo a fam\u00edlia. Logo todos passaram a suspirar ao v\u00ea-lo dormir, a falar com ele no diminutivo e a fazer mais uma por\u00e7\u00e3o de coisas que se repetem em 43% dos lares brasileiros \u2013 esse \u00e9 o n\u00famero de resid\u00eancias no pa\u00eds que t\u00eam c\u00e3o ou gato.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo gente que torcia o nariz para adotar um bicho tem se rendido \u00e0 experi\u00eancia, e o volume de apaixonados s\u00f3 cresce: o \u00faltimo Censo do IBGE, de 2013, mostra que h\u00e1 52,2 milh\u00f5es de c\u00e3es e 22 milh\u00f5es de gatos nas casas do Brasil. Provavelmente, esse n\u00famero j\u00e1 deve ser bem maior, sem contar outros pets.<\/p>\n<p>Essa gente sabe o quanto o clima da morada se transforma, como a rotina fica mais leve e mais engra\u00e7ada. \u201cAnimais levam as pessoas a se expressarem afetivamente de forma muito mais espont\u00e2nea, ou seja, podemos ser n\u00f3s mesmos, sem censuras \u2013 ao contr\u00e1rio do que acontece quando lidamos com humanos e precisamos pensar antes de falar ou agir\u201d, explica a psic\u00f3loga Angelita Scardua, mestre em psicologia social e autora do Projeto Hestia, que estuda a felicidade no morar.<\/p>\n<p>\u201cEles tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de unir os moradores de uma casa. Ao observarmos os comportamentos deles, n\u00f3s os transformamos em um assunto que nos conecta. Rimos de bobagens, e isso, naturalmente, melhora os \u00edndices de felicidade do lugar\u201d, completa.<\/p>\n<p>Assim, eles entram para a fam\u00edlia de mansinho, tomam conta da casa, dormem na nossa cama, destroem livros, m\u00f3veis&#8230; e n\u00f3s rimos de tudo. Mas alto l\u00e1! Essa hist\u00f3ria n\u00e3o precisa terminar assim. O final feliz vem depois que voc\u00ea souber se tem feito tudo o que pode pela rela\u00e7\u00e3o lar-fam\u00edlia-bichos \u2013 porque ela vai durar muitos anos!<\/p>\n<p><strong>Espa\u00e7o<\/strong><br \/>\nSe voc\u00ea mora em um im\u00f3vel de metragem reduzida, pense se haver\u00e1 uma \u00e1rea dispon\u00edvel para o pet andar, brincar e pular livre de correntes que possam causar enforcamento, aponta a veterin\u00e1ria Karine Raile, da Cobasi. Pense tamb\u00e9m no porte do animal: ra\u00e7as grandes precisam de espa\u00e7o para se locomover. \u201cN\u00e3o \u00e9 recomendado criar um labrador ou um pastor alem\u00e3o em um apartamento\u201d, aponta. Calcule que tamb\u00e9m ser\u00e1 preciso acomodar no ambiente a caixa de areia ou o tapete higi\u00eanico, al\u00e9m de outros elementos que fazem parte da rotina do pet: comida, xampu, cama etc.<\/p>\n<p><strong>Quarto fechado<\/strong><br \/>\nSegundo alguns estudos, a imunidade humana aumenta quando em contato di\u00e1rio com bichos, mas a regra \u00e9 v\u00e1lida para os que vivem fora da casa. \u201cConviver com animais \u00e9 extremamente saud\u00e1vel em todos os aspectos, desde que estejam ao ar livre. Em espa\u00e7os internos,eles oferecem agentes al\u00e9rgenos, como pelos, peles resultantes de descama\u00e7\u00e3o, saliva e \u00e1caros, que contaminam a resid\u00eancia\u201d, explica o m\u00e9dico Jos\u00e9 Carlos Perini, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Alergologia e Imunologia, Asbai. Ele sabe, no entanto, que \u00e9 dif\u00edcil viver longe deles. \u201cSe for inevit\u00e1vel que eles transitem pelo interior da casa, a dica \u00e9 manter as portas dos quartos fechadas, impedindo o acesso a essas \u00e1reas\u201d. Puxa, doutor, d\u00e1 uma colher de ch\u00e1, vai? Muita gente dorme com seus pets&#8230; \u00c9 t\u00e3o ruim assim? \u201cSe a pessoa n\u00e3o tem alergia \u00e9 at\u00e9 aceit\u00e1vel, embora n\u00e3o seja um h\u00e1bito saud\u00e1vel. Infelizmente, \u00e9 um ato impens\u00e1vel para os al\u00e9rgicos\u201d, sentencia. Nesse caso, melhor n\u00e3o insistir e adotar um bicho que n\u00e3o tenha pelos.<\/p>\n<p><strong>Cuide das plantas<\/strong><br \/>\nAntes de comprar plantas para a casa, pesquise se elas trazem riscos para os animais. Esp\u00e9cies como espirradeira ou comigo-ningu\u00e9m-pode, copo-de-leite, ant\u00fario, azaleia, espada-de-s\u00e3o jorge, l\u00edrio e violeta devem ser evitadas. \u201cO ideal \u00e9 que, quando a pessoa for comprar uma planta, pergunte ao veterin\u00e1rio se \u00e9 t\u00f3xica ou n\u00e3o\u201d, aponta a veterin\u00e1ria Karine Raile, da Cobasi.<\/p>\n<p><strong>Olha o perigo<\/strong><br \/>\nAs pessoas geralmente se esquecem de guardar rem\u00e9dios, cosm\u00e9ticos e produtos de limpeza que podem ser ingeridos pelos pets, causando s\u00e9rios problemas \u00e0 sa\u00fade deles. Deixe tudo no alto, longe do alcance, e lembre a fam\u00edlia disso.<\/p>\n<p><strong>Sombra e \u00e1gua fresca<\/strong><br \/>\nA cama e a casa do animal devem ficar em \u00e1rea coberta, protegida de temperaturas altas ou baixas. \u201cA casinha n\u00e3o deve ficar em locais em que h\u00e1 incid\u00eancia do sol durante o dia todo\u201d, diz Karine.<\/p>\n<p><strong>Arranhar e estragar<\/strong><br \/>\nOs gatos amam arranhar m\u00f3veis e tapetes para afiar as garras, enquanto tamb\u00e9m alongam os m\u00fasculos. \u201cA melhor forma de evitar isso \u00e9 comprar um arranhador e ensinar o gato a utiliz\u00e1-lo, passando a pata dele no objeto ou usando um pouco de erva de gato, que atrai o interesse do animal\u201d, aponta a veterin\u00e1ria. J\u00e1 os estragos causados pelos c\u00e3es geralmente escondem sua ansiedade ou t\u00e9dio. \u201cUm filhote \u00e9 mais ativo que um adulto e tem mais necessidade de ser entretido. \u00c9 preciso \u2018cansar\u2019 o cachorro, passeando com ele de uma a duas vezes por dia e oferecendo brinquedos que gastem sua energia\u201d. Para quem trabalha e precisa deixar o animal sozinho o dia todo, a dica de Karine \u00e9 apostar nos brinquedos que t\u00eam abertura para colocar petiscos, que os mant\u00eam concentrados por um bom tempo.<\/p>\n<p><strong>As ra\u00e7as<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma generaliza\u00e7\u00e3o dizer que h\u00e1 ra\u00e7as mais tranquilas e outras mais agitadas. De acordo com Karine, o comportamento de cada animal depende de sua personalidade, do ambiente em que vive, da educa\u00e7\u00e3o que recebe e da castra\u00e7\u00e3o. \u201cMachos n\u00e3o castrados podem ser mais agressivos do que f\u00eameas n\u00e3o castradas, pois t\u00eam maior instinto de prote\u00e7\u00e3o ao territ\u00f3rio\u201d, explica, aconselhando a castrar sempre, macho ou f\u00eamea.<\/p>\n<p><strong>Os cuidados<\/strong><br \/>\n\u00c9 um direito de todos os pets ter \u00e1gua dispon\u00edvel, alimenta\u00e7\u00e3o de duas a tr\u00eas vezes por dia e carteira de vacina\u00e7\u00e3o em dia. Para os c\u00e3es, os banhos devem ser quinzenais. No caso de c\u00e3es e gatos, \u00e9 necess\u00e1rio vermifugar o pet e dar a ele tratamento antiparasital (para evitar pulgas e carrapatos).<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a<\/strong><br \/>\nAntes de tudo, providencie telas para as janelas, a varanda ou para o quintal, para que o animal n\u00e3o v\u00e1 para a rua. \u201cO gato, por exemplo, pode contrair doen\u00e7as transmitidas pela saliva, como Aids felina, e est\u00e1 exposto a atropelamentos\u201d, acrescenta. Quanto aos passeios, c\u00e3es e gatos s\u00e3o bem diferentes: os c\u00e3es precisam passear com coleira e guia entre uma e duas vezes por dia, se as vacinas estiverem em dia. J\u00e1 no caso dos gatos, o acesso \u00e0 rua n\u00e3o \u00e9 recomendado, porque pode exp\u00f4-los a doen\u00e7as. \u201cSe o local onde o gato vive for espa\u00e7oso, tiver brinquedos e \u00e1reas onde ele possa pular, o animal n\u00e3o ter\u00e1 necessidade de ir \u00e0 rua. Gatos s\u00e3o animais curiosos, curtem ficar na janela, observando tudo. Isso n\u00e3o \u00e9 sintoma de tristeza.\u201d Passeando ou n\u00e3o na rua, a dica \u00e9 aplicar um chip no pet. \u201cAcidentes acontecem ou ele pode acabar fugindo.\u201d Quer uma alternativa mais econ\u00f4mica? Uma coleira com plaquinha informando o nome e o telefone do dono.<\/p>\n<p><strong>Limites<\/strong><br \/>\nN\u00e3o adianta fazer todas as vontades do animal, pois isso o tornar\u00e1 um tirano. \u201cDeix\u00e1-lo crescer sem regras ou limites faz com que a conviv\u00eancia na fam\u00edlia n\u00e3o seja muito agrad\u00e1vel. Eles podem fazer suas necessidades em qualquer lugar, latir incessantemente, destruir objetos, tornar-se agressivos, entre outros transtornos decorrentes da falta de lideran\u00e7a n\u00e3o estabelecida\u201d, explica o adestrador Ricardo Tamborini. Desde cedo \u00e9 preciso ensinar ao pet, com palavras firmes, que ele n\u00e3o pode subir na mesa, nem pedir comida ou pular nas pessoas. No caso dos c\u00e3es, as li\u00e7\u00f5es podem come\u00e7ar aos dois meses de idade. \u201cA fase de forma\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter deles se inicia nessa fase e vai at\u00e9 o nono m\u00eas de vida\u201d, diz Tamborini. \u00c9 nesse per\u00edodo que ele vai absorver os aprendizados para a vida, ou seja, de acordo com o adestrador, \u00e9 o momento ideal para mostrar quem \u00e9 o verdadeiro dono da casa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nair Assad, Edi\u00e7\u00e3o A casa \u00e9 outra: ganhou vida e alegria depois da chegada de uma bolinha de pelos que, aos poucos, foi seduzindo a fam\u00edlia. 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