{"id":124734,"date":"2016-12-27T07:57:08","date_gmt":"2016-12-27T09:57:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=124734"},"modified":"2016-12-27T08:00:01","modified_gmt":"2016-12-27T10:00:01","slug":"ha-um-rio-no-centro-da-terra-sim-mas-e-de-ferro-derretido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ha-um-rio-no-centro-da-terra-sim-mas-e-de-ferro-derretido\/","title":{"rendered":"H\u00e1 um rio no centro da Terra, mas \u00e9 de ferro derretido"},"content":{"rendered":"<p>Cientistas dizem ter descoberto um rio de ferro l\u00edquido no centro da Terra, correndo debaixo do Estado americano do Alasca e da regi\u00e3o russa da Sib\u00e9ria.<\/p>\n<p>Essa massa ambulante de metal foi detectada gra\u00e7as aos sat\u00e9lites europeus Swarm &#8211;um trio que est\u00e1 mapeando o campo magn\u00e9tico da Terra para entender seu funcionamento. O campo protege toda a vida do planeta contra a radia\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p>Para os cientistas, a exist\u00eancia do rio de ferro l\u00edquido \u00e9 a melhor explica\u00e7\u00e3o para uma concentra\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no campo magn\u00e9tico terrestre que os sat\u00e9lites registraram no Hemisf\u00e9rio Norte.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma corrente de ferro l\u00edquido que se move cerca de 50 km por ano&#8221;, explica Chris Finlay, da Universidade T\u00e9cnica da Dinamarca.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um l\u00edquido met\u00e1lico muito denso e \u00e9 preciso uma quantidade enorme de energia para mov\u00ea-lo. \u00c9 provavelmente o movimento mais r\u00e1pido que temos no manto terrestre&#8221; disse ele \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>Finlay explica que a corrente de metal l\u00edquido \u00e9 como o jet stream na atmosfera da Terra &#8211;a corrente de ar em altas altitudes usada por avi\u00f5es para voar mais r\u00e1pido. O rio de metal por\u00e9m, est\u00e1 a 3 mil quil\u00f4metros de profundidade.<\/p>\n<p>Os cientistas acreditam que o rio tenha 420 km de largura e percorra quase metade da circunfer\u00eancia da Terra. O comportamento dessa massa met\u00e1lica ser\u00e1 cr\u00edtico para a gera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico terrestre.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 poss\u00edvel que a corrente tenha funcionado por centenas de milh\u00f5es de anos&#8221;, diz Phil Livermore, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e um dos autores do estudo detalhando a descoberta, publicado na revista cient\u00edfica Nature Geoscience.<\/p>\n<p>Rainer Hollerbach, outro cientistas envolvido no projeto, acredita que o l\u00edquido se move gra\u00e7as \u00e0 for\u00e7a da flutuabilidade ou por conta de mudan\u00e7as no campo magn\u00e9tico do n\u00facleo terrestre.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ados em novembro de 2013 pela ESA (Ag\u00eancia Espacial Europeia), o sat\u00e9lites Swarm est\u00e3o fornecendo acesso sem precedentes \u00e0 estrutura e ao comportamento do campo magn\u00e9tico terrestre.<\/p>\n<p>Com instrumentos altamente sens\u00edveis, os sat\u00e9lites est\u00e3o gradualmente analisando os v\u00e1rios componentes do campo, do sinal dominante vindo do movimento do ferro no n\u00facleo externo \u00e0 quase impercept\u00edvel contribui\u00e7\u00e3o feita pelas correntes oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Os cientistas esperam que os dados do sat\u00e9lite ajudem a explicar a raz\u00e3o pela qual o campo magn\u00e9tico da Terra tem enfraquecido nos \u00faltimos s\u00e9culos. Alguns cientistas especulam que o planeta pode estar pr\u00f3ximo de um invers\u00e3o de polaridade, em que o sul se tornar\u00e1 norte e o norte se tornar\u00e1 sul. Isso ocorre a cada centenas de milhares de anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas dizem ter descoberto um rio de ferro l\u00edquido no centro da Terra, correndo debaixo do Estado americano do Alasca e da regi\u00e3o russa da Sib\u00e9ria. Essa massa ambulante de metal foi detectada gra\u00e7as aos sat\u00e9lites europeus Swarm &#8211;um trio que est\u00e1 mapeando o campo magn\u00e9tico da Terra para entender seu funcionamento. O campo protege [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":124735,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-124734","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124734","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124734"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124734\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":124737,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124734\/revisions\/124737"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/124735"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124734"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124734"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124734"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}