{"id":125529,"date":"2017-01-09T08:48:52","date_gmt":"2017-01-09T10:48:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=125529"},"modified":"2017-01-09T15:58:47","modified_gmt":"2017-01-09T17:58:47","slug":"que-salario-que-nada-povo-prefere-mais-beneficios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/que-salario-que-nada-povo-prefere-mais-beneficios\/","title":{"rendered":"Que sal\u00e1rio que nada. Povo prefere mais benef\u00edcios"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>J\u00e9ssica Alves<\/strong><\/h6>\n<p>Um estudo feito pela seguradora Zurich em parceria com a Universidade de Oxford mostra que 67% do brasileiros preferem benef\u00edcios de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 renda, como seguros de vida e invalidez, a sal\u00e1rios maiores. Feita com mais de mil pessoas no Brasil, a pesquisa aponta que a escolha por sal\u00e1rios mais altos em detrimento de benef\u00edcios seria a op\u00e7\u00e3o de apenas 19% dos entrevistados.<\/p>\n<p>Edson Franco, CEO da Zurich no Brasil, acredita que esse comportamento ocorre pela falta de informa\u00e7\u00e3o para se planejar por conta pr\u00f3pria e por causa da cultura protecionista do Brasil, de que &#8220;o Estado poder\u00e1 resolver&#8221;.<\/p>\n<p>Por outro lado, Franco pondera que a hiperinfla\u00e7\u00e3o da d\u00e9cada de 1980 dificultava o ato de poupar e acabou tirando a capacidade de planejamento de longo prazo.<\/p>\n<p>O pesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe), Eduardo Zylberstajn, explica que o trabalhador v\u00ea os benef\u00edcios como parte da remunera\u00e7\u00e3o e atribui a eles um valor monet\u00e1rio. A mudan\u00e7a de comportamento, diz, depende do &#8220;quanto o trabalhador estaria disposto a abrir m\u00e3o para receber em dinheiro&#8221;.<\/p>\n<p>Zylbertajn ainda pondera que os benef\u00edcios significam o acesso a servi\u00e7os geralmente por um valor muito mais baixo, mas por outro lado, ele tamb\u00e9m &#8220;pode limitar o leque de op\u00e7\u00f5es e tirar a liberdade de escolha&#8221;.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, o alto n\u00edvel de encargos trabalhistas \u00e9 um est\u00edmulo \u00e0 concess\u00e3o de benef\u00edcios. Ele diz que a empresa teria um custo maior se desse um aumento salarial no lugar de benef\u00edcios. J\u00e1 o empregado provavelmente teria descontos na folha e dificilmente conseguiria o servi\u00e7o pelo mesmo valor.<\/p>\n<p>O levantamento alerta que os brasileiros podem ser considerados descuidados. No total, 44% dos entrevistados afirmaram que j\u00e1 sofreram perda de renda devido \u00e0 invalidez ou morte de familiar, mas 41% ainda creem que a chance disso ocorrer \u00e9 de 10%.<\/p>\n<p>O educador financeiro da Dsop, Reinaldo Domingos, acredita que essa realidade pode mudar. Segundo ele, os jovens j\u00e1 perceberam o risco de perder renda no futuro, seja por uma doen\u00e7a ou porque v\u00e3o se aposentar mais tarde. Se as regras mais duras defendidas pelo governo Temer forem aprovadas, tamb\u00e9m haver\u00e1 menos chance de obter o benef\u00edcio integral.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio de crise dificulta a amplia\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os pelas empresas, ao mesmo tempo em que reduz o or\u00e7amento dispon\u00edvel para que a popula\u00e7\u00e3o escolha fazer seguros por conta pr\u00f3pria. Apesar disso, Franco sustenta que esse \u00e9 um planejamento de longo prazo &#8220;que transcende as discuss\u00f5es atuais&#8221;.<\/p>\n<p>O levantamento da Zurich ainda mostra que 72% dos brasileiros dizem ter recursos para at\u00e9 seis meses em caso de perda de renda Para Domingos, as pessoas n\u00e3o entendem o conceito de sustentabilidade financeira. &#8220;Achamos que n\u00e3o vale a pena fazer um seguro com 40 anos, mas esquecem que podemos viver at\u00e9 os cem anos.&#8221;<\/p>\n<p>O educador explica que o ideal \u00e9 a pessoa ter uma reserva de dinheiro e um seguro. \u00c0 medida em que o tempo passa e a pessoa consegue fazer uma reserva maior, o pr\u00eamio do seguro vai diminuindo.<\/p>\n<p>Para Franco, da Zurich, o melhor momento para fazer um seguro \u00e9 quando se inicia a forma\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios s\u00e3o adquiridos em negocia\u00e7\u00f5es coletivas entre os sindicatos, mas n\u00e3o est\u00e3o previstos na CLT. De todo modo, especialistas alertam que tudo que for acordado deve estar no contrato.<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios s\u00e3o vantajosos para as empresas porque trazem incentivos fiscais e satisfazem o trabalhador.<\/p>\n<p>A CLT permite que o trabalhador receba at\u00e9 70% do sal\u00e1rio em utilidades e 30% em dinheiro.<\/p>\n<p>N\u00e3o entra na defini\u00e7\u00e3o de utilidades ou sal\u00e1rio in natura, transporte, educa\u00e7\u00e3o e vestu\u00e1rio, por exemplo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 permitido tamb\u00e9m restringir benef\u00edcios a uma fun\u00e7\u00e3o ou cargo espec\u00edfico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e9ssica Alves Um estudo feito pela seguradora Zurich em parceria com a Universidade de Oxford mostra que 67% do brasileiros preferem benef\u00edcios de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 renda, como seguros de vida e invalidez, a sal\u00e1rios maiores. 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