{"id":125561,"date":"2017-01-09T16:02:03","date_gmt":"2017-01-09T18:02:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=125561"},"modified":"2017-01-09T16:02:03","modified_gmt":"2017-01-09T18:02:03","slug":"minas-tem-23-casos-com-14-mortes-por-febre-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/minas-tem-23-casos-com-14-mortes-por-febre-amarela\/","title":{"rendered":"Minas tem 23 casos com 14 mortes por febre amarela"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Ligia Formenti<\/strong><\/h6>\n<p>O n\u00famero de casos suspeitos de febre amarela em Minas Gerais avan\u00e7a rapidamente. At\u00e9 a manh\u00e3 desta segunda-feira, 9, o Estado havia contabilizado 23 casos prov\u00e1veis da doen\u00e7a, com 14 \u00f3bitos em investiga\u00e7\u00e3o. Diante do aumento do avan\u00e7o dos registros, o Estado deve pedir ajuda da for\u00e7a nacional do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) para melhorar a assist\u00eancia aos pacientes. Semana passada, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade j\u00e1 havia feito um alerta para a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) sobre o aumento de casos suspeitos de febre amarela no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>At\u00e9 a \u00faltima sexta-feira, 6, quando o comunicado para a OMS foi feito, haviam sido contabilizados 12 casos suspeitos, com cinco mortes. Os registros ocorreram nas cidades de Ladainha, Malacacheta, Frei Gaspar, Caratinga, Piedade de Caratinga e Imb\u00e9 de Minas, todas localizadas em uma regi\u00e3o considerada de risco para febre amarela.<\/p>\n<p>Nesta segunda, no entanto, o n\u00famero de munic\u00edpios com casos suspeitos tamb\u00e9m aumentou. A febre amarela \u00e9 provocada por um v\u00edrus, transmitido pela picada de mosquitos infectados.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ainda n\u00e3o tem informa\u00e7\u00f5es sobre o hist\u00f3rico dos pacientes, se eles tinham rela\u00e7\u00e3o entre si. Na manh\u00e3 desta segunda uma reuni\u00e3o foi realizada para discutir o avan\u00e7o de casos suspeitos. \u00c9 a segunda discuss\u00e3o em menos de uma semana. Os casos por enquanto est\u00e3o sendo considerados como de transmiss\u00e3o silvestre.<\/p>\n<p>Diante do aumento, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade refor\u00e7a a necessidade de moradores de \u00e1rea de risco estarem com vacinas em dia. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 de que popula\u00e7\u00e3o tenha pelo menos duas doses do imunizante, aplicadas com 10 anos de intervalo, no caso de adultos. Em crian\u00e7as com mais de seis meses e menores de 2 anos, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a primeira dose seja dada aos 9 meses e o refor\u00e7o seja feito aos 4 anos.<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser feita em pessoas que se destinem a regi\u00f5es consideradas de risco. Al\u00e9m da imuniza\u00e7\u00e3o, pessoas que planejam turismo rural devem adotar outras medidas como usar durante os passeios sapato fechado, camisa de manga longa e cal\u00e7a comprida e repelentes.<\/p>\n<p>Autoridades sanit\u00e1rias mineiras devem organizar uma vacina\u00e7\u00e3o de refor\u00e7o, em virtude do aumento de casos suspeitos. A a\u00e7\u00e3o deve ocorrer nos pr\u00f3ximos dias. Pacientes com doen\u00e7as que comprometam o sistema imunol\u00f3gico devem procurar o m\u00e9dico para saber se a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 indicada.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade garante haver vacina suficiente para ser aplicada na popula\u00e7\u00e3o de \u00e1rea de risco.<\/p>\n<p>Ano passado, foram registrados seis casos de febre amarela no Pa\u00eds, com cinco mortes. Os \u00f3bitos ocorreram nas cidades goianas de Senador Canedo, S\u00e3o Luiz de Montes Belos, Goi\u00e2nia, nas cidades paulistas Bady Bassit e Ribeir\u00e3o Preto e em Manacapuru, no Amazonas.<\/p>\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o mais recente foi do caso de Ribeir\u00e3o Preto. A v\u00edtima era um homem de 52 anos, morador da regi\u00e3o pr\u00f3xima da Mata de Santa Tereza. Ele n\u00e3o estava vacinado e buscou atendimento m\u00e9dico no dia 22 de dezembro.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o, tamb\u00e9m foi identificada a morte de macacos provocada pela febre amarela, um sinal que sempre coloca em alerta autoridades sanit\u00e1rias, por ser indicativo de recrudescimento da circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus em \u00e1reas silvestres.<\/p>\n<p>O ciclo silvestre de transmiss\u00e3o do v\u00edrus de febre amarela se estabelece com primatas n\u00e3o humanos e mosquitos. Todas as vezes em que a ocorr\u00eancia em animais \u00e9 identificada, h\u00e1 um alerta para se refor\u00e7ar as medidas de prote\u00e7\u00e3o entre humanos, por meio da vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>70% da popula\u00e7\u00e3o da cidade de Ribeir\u00e3o Preto est\u00e1 vacinada contra a febre amarela. O ideal \u00e9 que a cobertura seja de 100%.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o feita pela OMS \u00e9 de se aplicar apenas uma dose da vacina durante a vida. No Brasil, no entanto, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 de que sejam dadas duas doses.<\/p>\n<p>Febre amarela \u00e9 considerada uma doen\u00e7a infecciosa grave. No ciclo silvestre, em \u00e1reas florestais, o vetor da febre amarela \u00e9 principalmente o mosquito Haemagogus. A maior preocupa\u00e7\u00e3o das autoridades sanit\u00e1rias \u00e9 evitar o retorno da forma urbana da doen\u00e7a, feita por meio da transmiss\u00e3o do Aedes aegypti, cujo n\u00famero de criadouros no Pa\u00eds \u00e9 considerado alto. O \u00faltimo caso registrado de febre amarela urbana no Brasil ocorreu no Acre, em 1942.<\/p>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o se instala quando uma pessoa que nunca tenha contra\u00eddo a febre amarela ou tomado a vacina contra a doen\u00e7a \u00e9 picada por um mosquito infectado.<\/p>\n<p>Ao contrair a doen\u00e7a, a pessoa pode se tornar fonte de infec\u00e7\u00e3o para o Aedes aegypti no meio urbano. Al\u00e9m do homem, a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus tamb\u00e9m pode acometer outros animais. Entre eles, macacos &#8211; que podem ter a doen\u00e7a sem sintomas, mas com quantidade de v\u00edrus suficiente para infectar mosquitos. Uma pessoa n\u00e3o transmite a doen\u00e7a diretamente para outra.<\/p>\n<p>Transmitida por v\u00edrus, a febre amarela provoca calafrios, dor de cabe\u00e7a, dores nas costas e no corpo, n\u00e1useas e v\u00f4mitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, insufici\u00eancia hep\u00e1tica, insufici\u00eancia renal, colora\u00e7\u00e3o amarelada da pele e do branco dos olhos, hemorragia e, eventualmente, choque e insufici\u00eancia de m\u00faltiplos \u00f3rg\u00e3os. Cerca de 20-50% das pessoas desenvolvem doen\u00e7a grave, podendo vir a \u00f3bito. A forma grave geralmente aparece depois de um per\u00edodo de dois dias de bem-estar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ligia Formenti O n\u00famero de casos suspeitos de febre amarela em Minas Gerais avan\u00e7a rapidamente. At\u00e9 a manh\u00e3 desta segunda-feira, 9, o Estado havia contabilizado 23 casos prov\u00e1veis da doen\u00e7a, com 14 \u00f3bitos em investiga\u00e7\u00e3o. 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