{"id":125734,"date":"2017-01-12T08:46:04","date_gmt":"2017-01-12T10:46:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=125734"},"modified":"2017-01-12T08:46:04","modified_gmt":"2017-01-12T10:46:04","slug":"olhe-para-si-mesma-e-de-adeus-dor-da-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/olhe-para-si-mesma-e-de-adeus-dor-da-alma\/","title":{"rendered":"Olhe para si mesma e d\u00ea adeus \u00e0 dor da alma"},"content":{"rendered":"<p><strong>Mariana Montenegro Martins<\/strong><\/p>\n<p>Olhamos para o c\u00e9u a procura de vest\u00edgios de n\u00f3s mesmos. A procura da vastid\u00e3o do ser que somos l\u00e1 no alto. Mapeamos o c\u00e9u, com o aux\u00edlio de bin\u00f3culos, telesc\u00f3pios, lunetas, computadores, a procura de pistas que nos levem de volta ao ser.<\/p>\n<p>Pois no fundo intu\u00edmos que n\u00e3o cabemos nas estreitezas do ego humano, nas m\u00e1scaras mais superficiais, e nas formas meramente funcionais de exist\u00eancia. Sabemos l\u00e1 dentro, onde se v\u00ea apenas com os olhos do cora\u00e7\u00e3o e da consci\u00eancia, que existe um astro de rara grandeza a ser descoberto dentro de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Desse anseio irremedi\u00e1vel de reconhecimento surgiu a astrologia. Da necessidade que o ser humano tem de se ver, e de entender o mundo que o cerca. O mapa astrol\u00f3gico \u00e9 uma forma que o indiv\u00edduo encontrou para conhecer a si mesmo.<\/p>\n<p>Observamos no mapa uma soma de componentes, que relacionados entre si, tamb\u00e9m se relacionam com o indiv\u00edduo no mundo. Indiv\u00edduo que, consciente ou inconsciente, busca sua integra\u00e7\u00e3o, e a totalidade do ser que ele \u00e9, mas que lhe falta reconhecer. Assim segue o navegante do espa\u00e7o, feito planeta e estrela, errante e brilhante, e com uma tarefa intrasfer\u00edvel: retornar ao ser.<\/p>\n<p>Nossa busca de autoconhecimento ilimitada existe porque temos um anseio profundo de reconhecimento. Para isso procuramos sempre um espelho, querendo nos ver, seja atrav\u00e9s do outro, dos astros, de mestres, das obras. Mas \u00e9 fundamental que esse espelho seja limpo, que ele reflita a nossa verdade interior.<\/p>\n<p>Toda a dor da alma humana surge quando n\u00e3o nos reconhecemos, quando ficamos fadados ao esquecimento e a ignor\u00e2ncia. Essa \u00e9 uma dor diferente da dor f\u00edsica ou da dor emocional, \u00e9 uma dor mais profunda, que \u00e9 da perda do sentido para a exist\u00eancia. Como se a vida fosse obra da aleatoriedade e do acaso.<\/p>\n<p>O que \u00e9 diferente de perceber que a vida faz sentido, que nada \u00e9 por acaso, que as sincronias acontecem a todo o tempo. Perder o sentido \u00e9 perder a alma, \u00e9 o esquecimento daquele conhecimento essencial. Recordar, na origem da palavra, \u00e9 a lembran\u00e7a daquilo que passa pelo cora\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a via do peregrino.<\/p>\n<p>Vendo atrav\u00e9s do cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o olhamos apenas o mapa, mas conhecemos o territ\u00f3rio. O cora\u00e7\u00e3o deve estar aceso feito chama e precisa ser cuidado, para que possamos ver com nitidez, sem ilus\u00f5es, atrav\u00e9s de qualquer espelho, de qualquer mapa, de qualquer outro.<\/p>\n<p>Quando a refer\u00eancia \u00e9 interna, quando ela est\u00e1 dentro de n\u00f3s e n\u00e3o fora, n\u00e3o tem mais como nos perdermos. E se nos perdemos circunstancialmente, \u00e9 s\u00f3 para novamente nos encontrarmos.<\/p>\n<p>Uma vez estruturados no ser, as refer\u00eancias s\u00e3o seguras, porque sempre poderemos perguntar dentro de n\u00f3s, e sempre teremos a resposta mais adequada no momento. O mapa aponta o territ\u00f3rio, \u00e9 um dedo indicando a luz, mas o verdadeiro autoconhecimento, o reconhecimento que tanto almejamos, vem da luz das estrelas que existem no alto das nossas consci\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mariana Montenegro Martins Olhamos para o c\u00e9u a procura de vest\u00edgios de n\u00f3s mesmos. A procura da vastid\u00e3o do ser que somos l\u00e1 no alto. Mapeamos o c\u00e9u, com o aux\u00edlio de bin\u00f3culos, telesc\u00f3pios, lunetas, computadores, a procura de pistas que nos levem de volta ao ser. 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