{"id":125779,"date":"2017-01-12T12:12:46","date_gmt":"2017-01-12T14:12:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=125779"},"modified":"2017-01-12T12:13:30","modified_gmt":"2017-01-12T14:13:30","slug":"em-plena-sexta-feira-13-valeu-pena-deixar-2016-acabar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/em-plena-sexta-feira-13-valeu-pena-deixar-2016-acabar\/","title":{"rendered":"Em plena sexta, 13, valeu a pena deixar 2016 acabar"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Pedro Antunes<\/strong><\/h6>\n<p>Lua Full, o segundo disco de Juliana Kehl, n\u00e3o merecia ser lan\u00e7ado em 2016. Ou melhor, o duro ano passado n\u00e3o fez por merecer o \u00e1lbum da cantora paulistana que chega \u00e0s lojas e nas plataformas de m\u00fasica digital nesta sexta-feira, 13. H\u00e1, nas 11 m\u00fasicas e em seus 44 minutos, um otimismo t\u00e3o florido que, caso surgisse em 2016, essa sensa\u00e7\u00e3o seria submetida a um cinismo cinza e, corrompido, o disco passaria despercebido.<\/p>\n<p>Fez bem, Juliana, ao deixar o lan\u00e7amento para mais tarde. Lua Full estava pronto desde a segunda metade do segundo semestre do ano. A cantora, que j\u00e1 havia esperado tanto tempo entre o \u00e1lbum de estreia, com seu nome no t\u00edtulo, de 2010, preferiu aguardar o calend\u00e1rio virar de vez. &#8220;Achei que foi um ano muito pesado&#8221;, explica a cantora e compositora. &#8220;Para iniciar esse novo trabalho, eu quis tamb\u00e9m um ano novo.&#8221;<\/p>\n<p>Por mais que essa ideia seja uma supersti\u00e7\u00e3o &#8211; ou, pelo menos, sem explica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas -, Lua Full abre com for\u00e7a a temporada de 2017 dos lan\u00e7amentos fonogr\u00e1ficos que n\u00e3o s\u00e3o carnavalescos. Juliana \u00e9 cantora de voz cristalina, das boas, com t\u00e9cnica sem perder a emo\u00e7\u00e3o justamente pelo excesso do bom uso das cordas vocais.<\/p>\n<p>E eis um exemplo disso: Anoiteceu, a sexta can\u00e7\u00e3o do disco, \u00e9 uma velha conhecida. A faixa, composta por uma trupe boa da m\u00fasica paulista (Z\u00e9 Pi, Mauricio Fleury, Leo Cavalcanti e Tat\u00e1 Aeroplano), saiu no disco Rizar, de Z\u00e9 Pi, de 2015 e chamou a aten\u00e7\u00e3o pela delicadeza agridoce daqueles poucos versos. Z\u00e9 n\u00e3o \u00e9 cantor como Juliana, tem uma voz mais fr\u00e1gil e h\u00e1 beleza nessa interpreta\u00e7\u00e3o sincera. A vers\u00e3o de Lua Full tem a participa\u00e7\u00e3o do autor da can\u00e7\u00e3o no viol\u00e3o e na voz, mas reverbera para outro canto. A troca da fragilidade tocante da can\u00e7\u00e3o original pela pureza pop da voz de Juliana, aliada aos arranjos de violoncelo, fez bem \u00e0 m\u00fasica. Anoiteceu renasce pronta para as r\u00e1dios FM e para embalar abra\u00e7os apaixonados durante a performance da mo\u00e7a ao vivo.<\/p>\n<p>O show de debute de Lua Full j\u00e1 est\u00e1 marcado, ali\u00e1s. A apresenta\u00e7\u00e3o ocorre no teatro do Sesc Pompeia, na pr\u00f3xima sexta-feira, 20, com participa\u00e7\u00f5es de Z\u00e9 Pi e Thiago Pethit &#8211; o \u00faltimo participa de outro destaque do disco, Red Number.<\/p>\n<p>Juliana n\u00e3o sobe ao palco para uma apresenta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria h\u00e1 tempos. Seu \u00faltimo show data de 2012, quando ela ainda promovia o disco de estreia, cuja produ\u00e7\u00e3o era assinada por Gustavo Ruiz e Rodolfo Dias Paes, o DiPa. Na ocasi\u00e3o, contudo, prestava um tributo a Leonard Cohen, m\u00fasico morto por esse 2016, como David Bowie, Prince, George Michael e Serena Assump\u00e7\u00e3o. \u00c9 em homenagem \u00e0 \u00faltima, amiga pr\u00f3xima dela, que vem o t\u00edtulo do disco. Lua Full \u00e9 tamb\u00e9m nome de uma das can\u00e7\u00f5es do disco, era um poema de Serena transformado em m\u00fasica por Juliana.<\/p>\n<p>A artista deixou de subir aos palcos ao engravidar de g\u00eameas, Dora e Helena, hoje com 4 anos. Juliana foi tragada pela vida para longe das apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo. Precisou de repouso ou, como ela brinca, &#8220;virou concha&#8221;. Foi uma gravidez complicada, as meninas nasceram prematuras. Juliana teve depress\u00e3o p\u00f3s-parto. Seis meses ap\u00f3s o nascimento delas, ela se separou. &#8220;Foi um turbilh\u00e3o na minha vida&#8221;, explica. &#8220;Quando me senti forte de novo, comecei a compor novamente e liguei para o Gustavo&#8221;, conta ela. Assim como no primeiro disco, ela queria dois produtores. Desta vez, al\u00e9m de Gustavo, ela teve ao seu lado Luiz Chagas, pai do produtor e da cantora Tulipa Ruiz.<\/p>\n<p>Passado todo o processo, com as meninas j\u00e1 com 2 anos de idade, Juliana voltou-se para a m\u00fasica. Suas can\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o seriam como daquele primeiro disco, cujo per\u00edodo de composi\u00e7\u00e3o havia ocorrido em 2007. Por tudo o que viveu, Juliana Kehl, a artista, era outra. &#8220;O que me motivava a escrever era o futuro. Meu presente era dif\u00edcil&#8221;, ela diz. T\u00e3o otimista quanto o in\u00edcio de 2017. &#8220;\u00c9 um disco sobre um amor que est\u00e1 por vir.&#8221;<\/p>\n<p>JULIANA KEHL<\/p>\n<p>Sesc Pompeia. Teatro.<\/p>\n<p>Rua Cl\u00e9lia, 93, Pompeia, tel.: 3871-7700. 6\u00aa (20), R$ 6 a R$ 20<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Antunes Lua Full, o segundo disco de Juliana Kehl, n\u00e3o merecia ser lan\u00e7ado em 2016. 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