{"id":126707,"date":"2017-01-25T08:15:15","date_gmt":"2017-01-25T10:15:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=126707"},"modified":"2017-01-25T08:15:15","modified_gmt":"2017-01-25T10:15:15","slug":"policia-federal-quer-saber-tudo-sobre-contas-dilma-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/policia-federal-quer-saber-tudo-sobre-contas-dilma-temer\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia Federal quer saber tudo sobre contas Dilma-Temer"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>F\u00e1bio Fabrini e Beatriz Bulla<\/strong><\/h6>\n<p>A Pol\u00edcia Federal pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o compartilhamento de provas para a abertura de uma investiga\u00e7\u00e3o criminal sobre a movimenta\u00e7\u00e3o financeira da chapa Dilma-Temer em 2014. Os investigadores apontam ind\u00edcios de lavagem de dinheiro em repasses feitos por gr\u00e1ficas contratadas pela coliga\u00e7\u00e3o vitoriosa nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais, que tinha PT e PMDB como principais aliados.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es constam de relat\u00f3rio enviado pela PF \u00e0 corte para instruir a\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o judicial eleitoral que apura se houve desvio de recursos e abuso de poder econ\u00f4mico na campanha pela reelei\u00e7\u00e3o &#8211; o que, se comprovado, pode resultar na cassa\u00e7\u00e3o da chapa. O documento traz o resultado de quebras de sigilo e a\u00e7\u00f5es de busca e apreens\u00e3o nas fornecedoras de servi\u00e7os gr\u00e1ficos<\/p>\n<p>Conforme a PF, a campanha Dilma-Temer transferiu para terceiros, inclusive &#8220;laranjas&#8221;, recursos que serviram para &#8220;enriquecimento sem causa&#8221;, mas que, oficialmente, foram declarados como gastos com servi\u00e7os de campanha.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, subscrito pela delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro, h\u00e1 ind\u00edcios de fatos com &#8220;repercuss\u00e3o na esfera criminal&#8221;, j\u00e1 que a investiga\u00e7\u00e3o indica que &#8220;pessoas interpostas&#8221; foram usadas para &#8220;ocultar ou dissimular a natureza, origem, disposi\u00e7\u00e3o, localiza\u00e7\u00e3o ou propriedade de bens e valores&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Para aprofundamento, necess\u00e1rio que Vossa Excel\u00eancia autorize o compartilhamento de tudo o que foi produzido (na a\u00e7\u00e3o eleitoral) para investiga\u00e7\u00e3o em sede policial&#8221;, escreveu a delegada. O pedido foi feito ao ministro Herman Benjamin, relator da a\u00e7\u00e3o no TSE, cuja assessoria n\u00e3o informou nesta ter\u00e7a-feira, 24, se o envio do material \u00e0 PF foi autorizado.<\/p>\n<p><b>Subcontratadas &#8211;\u00a0<\/b>Segundo o relat\u00f3rio, a chapa destinou recursos \u00e0s gr\u00e1ficas VTPB, Focal e Rede Seg. Elas subcontrataram empresas que n\u00e3o tinham funcion\u00e1rios ou estrutura f\u00edsica, n\u00e3o funcionavam nos endere\u00e7os declarados ou nem sequer tinham atividade relacionada com o servi\u00e7o informado.<\/p>\n<p>O documento diz, por exemplo, que a Focal recebeu R$ 23 milh\u00f5es dos diret\u00f3rios do PT e do PMDB. A empresa est\u00e1 em nome de Carlos Roberto Cortegoso, ex-gar\u00e7om de S\u00e3o Bernardo do Campo, que ascendeu financeiramente como empres\u00e1rio e colaborador de campanhas petistas.<\/p>\n<p>Os dois s\u00f3cios de Cortegoso na Focal eram, segundo a PF, apenas &#8220;laranjas&#8221;. Um deles, Jonathan Basto, confirmou que figurava apenas formalmente como s\u00f3cio da empresa, mas, na pr\u00e1tica, era motorista do ex-gar\u00e7om.<\/p>\n<p>A VTPB, destinat\u00e1ria de R$ 26 milh\u00f5es, subcontratou a NS Graf Acabamentos por R$ 250 mil. Esses recursos, no entanto, n\u00e3o foram declarados \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral. O s\u00f3cio da NS afirmou \u00e0 PF que a empresa s\u00f3 existia no papel. A NS est\u00e1 registrada no endere\u00e7o de outra empresa, a Ourograf, cujo dono informou ter efetivamente prestado os servi\u00e7os contratados, mediante demandas informais, mas n\u00e3o soube precisar em que quantidades.<\/p>\n<p><b>Defesas &#8211;\u00a0<\/b>O advogado do presidente Michel Temer, Gustavo Guedes, reafirmou nesta ter\u00e7a-feira, 24, que o peemedebista n\u00e3o foi respons\u00e1vel por nenhuma das contrata\u00e7\u00f5es citadas na investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Disse que a Pol\u00edcia Federal refor\u00e7a o entendimento da defesa de que as irregularidades apontadas n\u00e3o deveriam ser objeto de apura\u00e7\u00e3o no TSE, mas de inqu\u00e9rito criminal. &#8220;Essa discuss\u00e3o sobre lavagem (de dinheiro) tem de ser tratada no campo penal. S\u00e3o fatos estranhos \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o eleitoral.&#8221;<\/p>\n<p>A reportagem n\u00e3o localizou a defesa da presidente cassada Dilma Rousseff at\u00e9 a conclus\u00e3o desta reportagem. Carlos Roberto Cortegoso n\u00e3o quis comentar. Representantes da VTPB, Focal, Rede Seg, NS Graf e Ourograf n\u00e3o foram localizados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1bio Fabrini e Beatriz Bulla A Pol\u00edcia Federal pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o compartilhamento de provas para a abertura de uma investiga\u00e7\u00e3o criminal sobre a movimenta\u00e7\u00e3o financeira da chapa Dilma-Temer em 2014. 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