{"id":126975,"date":"2017-01-29T09:21:42","date_gmt":"2017-01-29T11:21:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=126975"},"modified":"2017-01-29T09:23:01","modified_gmt":"2017-01-29T11:23:01","slug":"obra-eterna-de-callado-que-completaria-100-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/obra-eterna-de-callado-que-completaria-100-anos\/","title":{"rendered":"A obra eterna de Callado, que estaria fazendo 100 anos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Paulo Virg\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p>O ano de 2017 marca o centen\u00e1rio de Antonio Callado, um dos mais importantes escritores brasileiros da segunda metade do s\u00e9culo 20. Nascido em 26 de janeiro de 1917, em Niter\u00f3i (RJ), Callado foi romancista, dramaturgo e jornalista. Ele deixou uma obra liter\u00e1ria que tem como pano de fundo, principalmente, o clima pol\u00edtico vivido pelo pa\u00eds nos anos que antecederam e durante o regime militar brasileiro.<\/p>\n<p>Guardi\u00e3 do acervo do escritor, a Funda\u00e7\u00e3o Casa de Rui Barbosa realizou na \u00faltima quinta-feira (26), dia do centen\u00e1rio, um encontro que reuniu escritores e pesquisadores da obra de Antonio Callado. O ponto central do debate foi o livro mais conhecido do escritor, Quarup, lan\u00e7ado em 1967, um ano antes da decreta\u00e7\u00e3o do Ato Institucional 5 (AI-5), que deu in\u00edcio ao per\u00edodo mais repressivo da ditadura militar.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea v\u00ea o que ele fez antes, tudo vai de uma certa forma caminhando em dire\u00e7\u00e3o a Quarup, em 1967. Tinha todo um cen\u00e1rio pol\u00edtico na \u00e9poca que estimulou Callado a escrever o livro, mas tamb\u00e9m toda a bagagem que ele trazia\u201d, disse o professor de Filosofia e Letras, Eduardo Jardim, para quem o livro \u00e9 o ponto alto da produ\u00e7\u00e3o de Callado. \u201cOs romances que ele escreveu depois de uma certa forma est\u00e3o sempre retornando aos assuntos que ele tratou em Quarup\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O livro conta a hist\u00f3ria de um padre que termina por abandonar a batina e entrar na luta armada contra o regime militar. Bar Don Juan (1971) e Reflexos do Baile (1976), obras seguintes de Callado, tamb\u00e9m t\u00eam os acontecimentos pol\u00edticos como cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Autor do livro A hist\u00f3ria foi assim: o romance pol\u00edtico brasileiro nos anos 70-80, Alcmeno Bastos disse que a obra de Callado tinha a capacidade de captar a movimenta\u00e7\u00e3o do seu tempo. \u201c\u00c9 como um sism\u00f3grafo, que capta essas oscila\u00e7\u00f5es, mesmo as mais t\u00eanues\u201d, acentuou.<\/p>\n<p>Ainda em comemora\u00e7\u00e3o ao centen\u00e1rio, a jornalista Ana Arruda Callado, vi\u00fava do escritor, est\u00e1 organizando um livro que re\u00fane as cr\u00f4nicas dele para os jornais, com lan\u00e7amento previsto para mar\u00e7o. \u201cAs cr\u00f4nicas s\u00e3o muito amargas, eu diria. Mas n\u00e3o totalmente, porque Callado sabia temperar as coisas. Ele falava das coisas sombrias, mas sempre com uma pitadinha de humor\u201d, disse.<\/p>\n<p>Callado ser\u00e1 homenageado tamb\u00e9m com um semin\u00e1rio na Universidade de Oxford , na Inglaterra, no dia 4 de fevereiro. Ao todo ele escreveu nove romances, todos tendo como tema a realidade pol\u00edtica e social do Brasil nas d\u00e9cadas de 50 a 70. Sua obra compreende ainda seis livros de reportagem (um deles p\u00f3stumo), sete pe\u00e7as de teatro, um livro de contos e uma biografia, al\u00e9m de uma letra de samba.<\/p>\n<p>Eleito em 1994 para a Academia Brasileira de Letras (ABL), Antonio Callado morreu tr\u00eas anos depois, em 1997, aos 80 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Virg\u00edlio O ano de 2017 marca o centen\u00e1rio de Antonio Callado, um dos mais importantes escritores brasileiros da segunda metade do s\u00e9culo 20. Nascido em 26 de janeiro de 1917, em Niter\u00f3i (RJ), Callado foi romancista, dramaturgo e jornalista. 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