{"id":127159,"date":"2017-01-31T01:46:43","date_gmt":"2017-01-31T03:46:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=127159"},"modified":"2017-02-02T09:31:26","modified_gmt":"2017-02-02T11:31:26","slug":"cientistas-anunciam-antepassado-mais-antigo-do-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cientistas-anunciam-antepassado-mais-antigo-do-homem\/","title":{"rendered":"Cientistas anunciam antepassado mais antigo"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores de tr\u00eas pa\u00edses afirmam ter descoberto na China o ancestral mais antigo dos humanos, que viveu h\u00e1 540 milh\u00f5es de anos e cujos f\u00f3sseis est\u00e3o &#8220;estranhamente bem preservados&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, realizado por um grupo de cientistas do Reino Unido, China e Alemanha e publicado na revista cient\u00edfica Nature, o animal aqu\u00e1tico \u00e9 microsc\u00f3pico e representa a fase mais primitiva da evolu\u00e7\u00e3o que levou aos peixes e, eventualmente, aos humanos.<\/p>\n<p>O Saccorhytus \u00e9 um exemplar primitivo de uma categoria animal conhecida como deuterost\u00f4mios, que s\u00e3o ancestrais comuns para v\u00e1rias esp\u00e9cies, entre elas as inclu\u00eddas entre os animais vertebrados.<\/p>\n<p>Os f\u00f3sseis encontrados na prov\u00edncia chinesa de Shaanxi s\u00e3o de um animal de cerca de um mil\u00edmetro de tamanho e que vivia entre gr\u00e3os de areia no fundo do mar.<\/p>\n<p>Os cientistas n\u00e3o encontraram ind\u00edcios de que o Saccorhytus tinha \u00e2nus, o que sugere que o consumo de comida e as excre\u00e7\u00f5es eram feitos pelo mesmo orif\u00edcio.<\/p>\n<p>&#8220;A olho nu, os f\u00f3sseis que estudamos possu\u00edam pequenos pontos pretos, mas no microsc\u00f3pio o n\u00edvel de detalhe se revelou surpreendente&#8221;, disse Simon Conway Morris, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, um dos respons\u00e1veis pela pesquisa.<\/p>\n<p>&#8220;Acreditamos que, por se tratar de um deuterost\u00f4mio primata, ele pode representar a fase primitiva de diversas esp\u00e9cies, inclusive de n\u00f3s, humanos. Todos os deuterost\u00f4mios tinham um ancestral comum, e provavelmente seja desse animal que se trata.&#8221;<\/p>\n<p>Para o pesquisador da Universidade de Northwest, na China, Degan Shu, &#8220;o Saccorhytus nos permite um olhar significativo sobre as primeiras fases da evolu\u00e7\u00e3o de um grupo que levou aos peixes e at\u00e9 n\u00f3s, humanos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Estrutura<\/strong> &#8211; At\u00e9 a descoberta recente, os grupos de deuterost\u00f4mios j\u00e1 conhecidos eram de 510 a 520 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Eles j\u00e1 haviam se diversificado e transformado em vertebrados &#8211; um grupo a que n\u00f3s e nossos ancestrais pertencemos, e animais como estrelas e ouri\u00e7os do mar.<\/p>\n<p>Os deuterost\u00f4mios s\u00e3o muito diferentes entre si, o que dificulta a identifica\u00e7\u00e3o, pelos cientistas, de como seria a apar\u00eancia de um ancestral da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, o corpo \u00e9 sim\u00e9trico &#8211; uma caracter\u00edstica herdada por muitos descendentes evolucion\u00e1rios, inclusive humanos.<\/p>\n<p>O Saccorhytus tamb\u00e9m era coberto por uma pele final, relativamente flex\u00edvel, e possu\u00eda m\u00fasculos, o que levou cientistas a conclu\u00edrem que ele se movimentava ao contra\u00ed-los, se retorcendo.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, a caracter\u00edstica mais marcante do animal \u00e9 a boca grande em rela\u00e7\u00e3o ao resto do corpo. Segundo o estudo, ele se alimentava engolindo part\u00edculas de alimentos e at\u00e9 de outras criaturas.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica s\u00e3o as estruturas c\u00f4nicas do corpo, que poderiam permitir que a \u00e1gua engolida escapasse, o que poderia representar uma vers\u00e3o muito precoce das guelras, presentes hoje em peixes e outros animais aqu\u00e1ticos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores de tr\u00eas pa\u00edses afirmam ter descoberto na China o ancestral mais antigo dos humanos, que viveu h\u00e1 540 milh\u00f5es de anos e cujos f\u00f3sseis est\u00e3o &#8220;estranhamente bem preservados&#8221;. 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