{"id":127300,"date":"2017-02-03T11:26:29","date_gmt":"2017-02-03T13:26:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=127300"},"modified":"2017-02-04T06:56:31","modified_gmt":"2017-02-04T08:56:31","slug":"escolha-ai-ou-segura-gula-ou-compra-antialergicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/escolha-ai-ou-segura-gula-ou-compra-antialergicos\/","title":{"rendered":"Escolha a\u00ed! Ou segura a gula ou vai de antial\u00e9rgicos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Hyndara Freitas<\/strong><\/p>\n<p>Camar\u00e3o, siri, lagosta&#8230; Comuns principalmente nas regi\u00f5es litor\u00e2neas, o consumo de frutos do mar aumentam na \u00e9poca do ver\u00e3o e \u00e9 apreciado por muita gente. Entretanto, \u00e9 importante ficar atento a poss\u00edveis rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas, afinal, os frutos est\u00e3o entre os alimentos que mais causam alergia.<\/p>\n<p>&#8220;Alergia \u00e9 desenvolvida. O que muda \u00e9 que algumas pessoas t\u00eam maior facilidade de ter alergia, o que vem desde o nascimento. Quem tem asma, rinite, por exemplo, tem mais propens\u00e3o a ter alergias a alguns alimentos, mas qualquer pessoa pode desenvolver&#8221;, explica a imunopatologista Elaine Gagete Miranda da Silva, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).<\/p>\n<p>Os frutos do mar s\u00e3o divididos em dois tipos. O primeiro inclui moluscos, ostras e lulas. No segundo est\u00e3o os crust\u00e1ceos (camar\u00e3o, caranguejo, lagosta e lagostim). Normalmente, pessoas al\u00e9rgicas a um crust\u00e1ceo tamb\u00e9m s\u00e3o al\u00e9rgicas aos outros, e o mesmo vale para a fam\u00edlia dos moluscos. Mas, quando se trata de alergia, cada caso deve ser avaliado particularmente.<\/p>\n<p>&#8220;Com testes para v\u00e1rios tipos de alimento e exames de sangue, \u00e9 poss\u00edvel ter um diagn\u00f3stico preciso. A primeira pergunta de uma pessoa al\u00e9rgica a camar\u00e3o, por exemplo, \u00e9 se ela pode comer outros frutos do mar ou peixe, e, para isso, \u00e9 importante analisar aquele paciente espec\u00edfico, fazer o teste, porque \u00e0s vezes, para ele, n\u00e3o \u00e9 do mesmo jeito que para os demais. H\u00e1 pacientes, por exemplo, que s\u00e3o al\u00e9rgicos a camar\u00e3o, mas que podem comer carne de siri&#8221;, diz a especialista.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que ter comido v\u00e1rias vezes um fruto do mar e ter ficado tudo bem n\u00e3o \u00e9 garantia de que a pessoa n\u00e3o seja al\u00e9rgica, j\u00e1 que essa condi\u00e7\u00e3o pode ser desenvolvida ao longo da vida. Na maioria das vezes, o corpo d\u00e1 sinais antes de ocorrer uma anafilaxia, uma doen\u00e7a grave que pode desencadear desde incha\u00e7os, falta de ar, c\u00f3licas, v\u00f4mitos, diarreias a hipotens\u00e3o e choque, podendo levar a morte em quest\u00e3o de minutos<\/p>\n<p>Segundo a m\u00e9dica, geralmente ap\u00f3s a crise a pessoa fala que j\u00e1 havia sentido a l\u00edngua co\u00e7ando, espirros e alguma sensa\u00e7\u00e3o estranha na garganta ap\u00f3s comer um crust\u00e1ceo, por exemplo, mas havia ignorado. &#8220;As pessoas n\u00e3o valorizam isso e continuam comendo. Se tem esses sinais, j\u00e1 deve procurar um alergista e tratar com antial\u00e9rgicos ainda na fase de desenvolvimento&#8221;, aconselha.<\/p>\n<p>Para evitar anafilaxia \u00e9 preciso alguns cuidados al\u00e9m de apenas n\u00e3o consumir o produto que causa a alergia. Em restaurantes, por exemplo, deve-se redobrar o cuidado, principalmente nos self-services, pois h\u00e1 muita contamina\u00e7\u00e3o cruzada &#8211; por exemplo, um arroz mexido com a mesma colher do camar\u00e3o. Al\u00e9m disso, \u00e9 recomendado ler r\u00f3tulos de todos os produtos para saber se nos ingredientes n\u00e3o h\u00e1 tra\u00e7os das subst\u00e2ncia alerg\u00eanicas.<\/p>\n<p>Se o quadro cl\u00ednico j\u00e1 estiver evolu\u00eddo e a pessoa tiver uma crise anafil\u00e1tica, deve-se aplicar adrenalina injet\u00e1vel o mais r\u00e1pido poss\u00edvel sempre via intramuscular. O indicado \u00e9 aplicar no m\u00fasculo da coxa. O ideal seria que as pessoas cientes de suas alergias sempre tivessem a adrenalina autoinjet\u00e1vel consigo. O problema \u00e9 que a droga n\u00e3o \u00e9 produzida no Brasil, tem origem estrangeira e, consequentemente, alto custo, o que obriga o al\u00e9rgico a procurar um hospital.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 ampolas de adrenalina em todos os hospitais, mas elas s\u00f3 podem ser aplicadas por um m\u00e9dico ou enfermeiro, porque as ampolas t\u00eam de ser abertas, depois o profissional tem que calcular a quantidade, depois colocar numa seringa e aplicar. Quem n\u00e3o \u00e9 familiarizado em aplicar inje\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue. Por isso seria importante ter a ampola autoinjet\u00e1vel dispon\u00edvel aqui no Brasil&#8221;, diz Elaine.<\/p>\n<p>A especialista compara a adrenalina autoinjet\u00e1vel para um al\u00e9rgico a um aplicador de insulina para um diab\u00e9tico. &#8220;Imagine se um diab\u00e9tico n\u00e3o tivesse o aplicador de insulina e se ele tivesse que pegar uma ampola com o rem\u00e9dio, tirar da ampola, aplicar na seringa? Seria muito mais devagar e mais dif\u00edcil conter uma crise. N\u00f3s [a ASBAI] estamos numa luta para que algum produtor se interesse em trazer isso para o Brasil. Mas \u00e9 um processo longo e, por enquanto, a gente aconselha a importar. Infelizmente, \u00e9 um alto custo e um drama para quem n\u00e3o consegue&#8221;, lamenta a m\u00e9dica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hyndara Freitas Camar\u00e3o, siri, lagosta&#8230; Comuns principalmente nas regi\u00f5es litor\u00e2neas, o consumo de frutos do mar aumentam na \u00e9poca do ver\u00e3o e \u00e9 apreciado por muita gente. Entretanto, \u00e9 importante ficar atento a poss\u00edveis rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas, afinal, os frutos est\u00e3o entre os alimentos que mais causam alergia. &#8220;Alergia \u00e9 desenvolvida. 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