{"id":128343,"date":"2017-02-10T07:55:45","date_gmt":"2017-02-10T09:55:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=128343"},"modified":"2017-02-10T07:56:22","modified_gmt":"2017-02-10T09:56:22","slug":"o-acougueiro-sobe-ao-pompeia-para-delirio-dos-teatrologos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/o-acougueiro-sobe-ao-pompeia-para-delirio-dos-teatrologos\/","title":{"rendered":"O A\u00e7ougueiro sobe ao Pomp\u00e9ia para del\u00edrio da plat\u00e9ia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Leandro Nunes<\/strong><\/p>\n<p>Existe uma l\u00edngua, um canto comum, que conecta homens e animais no Brasil. Origin\u00e1ria do Oriente M\u00e9dio, como alerta ao povo para o in\u00edcio das ora\u00e7\u00f5es, se espraiou pelo Nordeste brasileiro no chamado aboio, entoado pelos vaqueiros ao conduzir o gado para o curral.<\/p>\n<p>\u00c9 essa animalidade que o ator Alexandre Guimar\u00e3es buscou para o espet\u00e1culo O A\u00e7ougueiro, em cartaz a partir desta sexta, 10, no Sesc Pompeia. A montagem tem quase 60 minutos da montagem, o pernambucano adianta que seu per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 bem maior e que o desejo de falar do mundo tem o mesmo tamanho.<\/p>\n<p>Na pe\u00e7a, Guimar\u00e3es vive sete personagens t\u00edpicos da regi\u00e3o da caatinga, mas que encontram correspond\u00eancias com o mundo, como o aboio. &#8220;Essas manifesta\u00e7\u00f5es culturais deflagram a nossa identidade e rela\u00e7\u00e3o com outros povos, entre elas, a com\u00e9rcio tradicional da carne&#8221;, aponta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da imers\u00e3o na cultura \u00e1rabe, o autor e diretor Samuel Santos explica que as figuras da pe\u00e7a tamb\u00e9m trazem caracter\u00edsticas ligadas ao candombl\u00e9, o que demandou ao ator um treinamento corporal com a Cia Biruta, de Petrolina, que pesquisa o movimentos dos orix\u00e1s voltado para a cena. &#8220;Os personagens s\u00e3o arqu\u00e9tipos de uma regi\u00e3o, que vive da pecu\u00e1ria familiar&#8221;, explica Santos. &#8220;Eles est\u00e3o representados na figura do caboclo, do vaqueiro.&#8221;<\/p>\n<p>A pe\u00e7a, que j\u00e1 passou por Curitiba (PR), Trindade (RJ), cidades do Sul e Sudeste e conquistou pr\u00eamios pela interpreta\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o do ator, narra a vida do dono do matadouro que se apaixona por uma prostituta e a leva para trabalhar com ele. Se antes, a mulher convivia com a toler\u00e2ncia da comunidade pelo particular com\u00e9rcio da pr\u00f3pria carne, quando muda de emprego passa a sofrer preconceito. &#8220;Temos a\u00ed o retrato de um pa\u00eds machista e que concentra um alto n\u00famero de mulheres violentadas e assassinadas&#8221;, acrescenta Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p><strong>O A\u00c7OUGUEIRO<\/strong><br \/>\nSesc Pompeia. Rua Cl\u00e9lia, 93. Tel.: 3871-7700.<br \/>\n5\u00aa, 6\u00aa, s\u00e1b., 21h; dom. 19h.<br \/>\nR$ 25\/R$ 12,50.<br \/>\nApresenta\u00e7\u00f5es at\u00e9 5 de mar\u00e7o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leandro Nunes Existe uma l\u00edngua, um canto comum, que conecta homens e animais no Brasil. 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