{"id":128524,"date":"2017-02-12T06:01:49","date_gmt":"2017-02-12T08:01:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=128524"},"modified":"2017-02-12T10:04:53","modified_gmt":"2017-02-12T12:04:53","slug":"lava-jato-em-sao-paulo-vai-devagar-quase-parando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/lava-jato-em-sao-paulo-vai-devagar-quase-parando\/","title":{"rendered":"Lava Jato em S\u00e3o Paulo vai devagar, quase parando"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Ricardo Galhardo<\/strong><\/h6>\n<p>Desde 2014 o Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo instaurou ao menos 11 inqu\u00e9ritos c\u00edveis para apurar suspeitas de ilegalidades surgidas durante a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. Destes, tr\u00eas foram arquivados e outros caminham para o mesmo destino. Em alguns casos nem uma testemunha sequer foi ouvida.<\/p>\n<p>Segundo promotores paulistas, o principal motivo para que as investiga\u00e7\u00f5es no Estado andem em marcha lenta, apesar de ind\u00edcios apurados pela Lava Jato, \u00e9 a falta de colabora\u00e7\u00e3o entre a for\u00e7a-tarefa de Curitiba e o Minist\u00e9rio P\u00fablico paulista.<\/p>\n<p>Em pelo tr\u00eas casos de suspeitas envolvendo contratos do governo estadual com empresas investigadas, o juiz federal S\u00e9rgio Moro, titular da Lava Jato na primeira inst\u00e2ncia, negou o compartilhamento de provas, disseram os promotores paulistas.<\/p>\n<p>Em um deles, o MP de S\u00e3o Paulo queria c\u00f3pia de anota\u00e7\u00f5es apreendidas pela Pol\u00edcia Federal que traziam refer\u00eancias de suposto pagamento de R$ 3,4 milh\u00f5es (5% dos R$ 68 milh\u00f5es do contrato para obras na rodovia Mogi-Dutra) a um benefici\u00e1rio com o codinome &#8220;Santo&#8221;, que, segundo a revista Veja, seria o governador Geraldo Alckmin (PSDB) &#8211; o tucano nega qualquer rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Pedi o compartilhamento e foi indeferido. Minha investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o avan\u00e7a mais por causa desse indeferimento&#8221;, disse o promotor Marcelo Milani, respons\u00e1vel por tr\u00eas inqu\u00e9ritos na \u00e1rea c\u00edvel ligados \u00e0 Lava Jato. Moro negou o pedido em agosto de 2016 argumentando que a investiga\u00e7\u00e3o estava em curso.<\/p>\n<p>Em novembro, Milani convocou Benedicto Barbosa da Silva J\u00fanior, ex-presidente do setor de Infraestrutura da Odebrecht e um dos principais executivos da empreiteira baiana, para esclarecer pontos de seu depoimento \u00e0 Lava Jato que dizem respeito a autoridades paulistas. Benedicto se recusou a prestar informa\u00e7\u00f5es sob alega\u00e7\u00e3o de qualquer palavra poderia ferir os acordos fechados com a for\u00e7a-tarefa.<\/p>\n<p>Pouco antes, o ex-presidente da OAS Jos\u00e9 Adelm\u00e1rio Pinheiro, o L\u00e9o Pinheiro, usou o mesmo argumento para ficar calado diante do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual. Em outros dois casos, os promotores de S\u00e3o Paulo pediram \u00e0 for\u00e7a-tarefa c\u00f3pias de depoimentos j\u00e1 tornados p\u00fablicos e receberam como resposta as chaves num\u00e9ricas de acesso aos respectivos inqu\u00e9ritos. Os promotores se sentiram desprestigiados.<\/p>\n<p>Outro momento de constrangimento ocorreu em outubro do ano passado, quando promotores que investigaram o apartamento tr\u00edplex atribu\u00eddo ao ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva &#8211; que nega ter v\u00ednculo com o im\u00f3vel &#8211; acusaram Moro e a ju\u00edza Maria Priscila de Oliveira de fazer um &#8220;acordo de cavalheiros&#8221; para excluir o MPE do caso.<\/p>\n<p>Em conversas reservadas, promotores argumentam que t\u00eam a prerrogativa para investigar delitos na esfera c\u00edvel, como improbidade administrativa, e ficam sujeitos \u00e0s press\u00f5es da opini\u00e3o p\u00fablica, que cobra resultados concretos.<\/p>\n<p>A assessoria da Justi\u00e7a Federal em Curitiba n\u00e3o comentou as cr\u00edticas, mas fontes com acesso \u00e0 for\u00e7a-tarefa da Lava Jato citam uma s\u00e9rie de raz\u00f5es para o n\u00e3o compartilhamento. A principal delas \u00e9 a possibilidade de preju\u00edzo a investiga\u00e7\u00f5es em andamento. Al\u00e9m disso, apontam disputas internas, vaidade e at\u00e9 desconfian\u00e7a quanto \u00e0 possibilidade de vazamentos indevidos.<\/p>\n<p>Odebrecht &#8211; No MP paulista, a insatisfa\u00e7\u00e3o cresce \u00e0 medida em que aumenta a expectativa em torno da dela\u00e7\u00e3o de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht. O procurador-geral de Justi\u00e7a, Gianpaolo Smanio, cogita criar uma for\u00e7a-tarefa estadual, para investigar os casos que tenham conex\u00f5es locais. &#8220;Dependendo do que vier, muitas investiga\u00e7\u00f5es em curso aqui em S\u00e3o Paulo podem ter corre\u00e7\u00f5es de rumo&#8221;, disse o promotor Jos\u00e9 Carlos Blat.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o existe certeza de como o conte\u00fado da dela\u00e7\u00e3o da Odebrecht ser\u00e1 repassado para os Estados, mas Smanio designou dois promotores da \u00e1rea criminal para estabelecer procedimentos de colabora\u00e7\u00e3o com a for\u00e7a-tarefa em Curitiba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Galhardo Desde 2014 o Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo instaurou ao menos 11 inqu\u00e9ritos c\u00edveis para apurar suspeitas de ilegalidades surgidas durante a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. Destes, tr\u00eas foram arquivados e outros caminham para o mesmo destino. Em alguns casos nem uma testemunha sequer foi ouvida. Segundo promotores paulistas, o principal motivo para que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":128525,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-128524","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128524"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128524\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":128526,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128524\/revisions\/128526"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/128525"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}