{"id":128758,"date":"2017-02-14T18:36:27","date_gmt":"2017-02-14T20:36:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=128758"},"modified":"2017-02-15T06:04:18","modified_gmt":"2017-02-15T08:04:18","slug":"celso-de-mello-mantem-moreira-franco-ministro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/celso-de-mello-mantem-moreira-franco-ministro\/","title":{"rendered":"Celso de Mello mant\u00e9m Moreira Franco ministro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Rafael Moraes Moura e Breno Pires<\/strong><\/p>\n<p>Em uma vit\u00f3ria para o Pal\u00e1cio do Planalto, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na tarde desta ter\u00e7a-feira, 14, manter a nomea\u00e7\u00e3o de Moreira Franco (PMDB) para a Secretaria-Geral da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. O ministro negou os pedidos apresentados pelo PSOL e pelo Rede Sustentabilidade, que recorreram ao STF para barrar a nomea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em sua decis\u00e3o, Celso de Mello n\u00e3o mencionou explicitamente a decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2) que retirou o foro privilegiado de Moreira Franco. O Decano da Corte, no entanto, ressaltou que a prerrogativa de foro \u00e9 &#8220;consequ\u00eancia natural e necess\u00e1ria decorrente da investidura no cargo de ministro de Estado&#8221;.<\/p>\n<p>Homem de confian\u00e7a de Temer, Moreira Franco tomou posse como ministro na sexta-feira retrasada (3), quatro dias depois de a presidente do STF, ministra C\u00e1rmen L\u00facia, homologar as dela\u00e7\u00f5es de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht. Apelidado de &#8220;Angor\u00e1&#8221; na planilha da empreiteira, o peemedebista foi citado mais de 30 vezes na dela\u00e7\u00e3o de Cl\u00e1udio Melo Filho, ex-diretor de rela\u00e7\u00f5es institucionais da Odebrecht.<\/p>\n<p>&#8220;A nomea\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m para o cargo de Ministro de Estado, desde que preenchidos os requisitos previstos no art. 87 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, n\u00e3o configura, por si s\u00f3, hip\u00f3tese de desvio de finalidade (que jamais se presume), eis que a prerrogativa de foro &#8211; que traduz consequ\u00eancia natural e necess\u00e1ria decorrente da investidura no cargo de Ministro de Estado (CF, art. 102, I, &#8220;c&#8221;) &#8211; n\u00e3o importa em obstru\u00e7\u00e3o e, muito menos, em paralisa\u00e7\u00e3o dos atos de investiga\u00e7\u00e3o criminal ou de persecu\u00e7\u00e3o penal&#8221;, escreveu Celso de Mello em sua decis\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;E a raz\u00e3o \u00e9 uma s\u00f3: a mera outorga da condi\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-jur\u00eddica de Ministro de Estado n\u00e3o estabelece qualquer c\u00edrculo de imunidade em torno desse qualificado agente auxiliar do Presidente da Rep\u00fablica, pois, mesmo investido em mencionado cargo, o Ministro de Estado, ainda que dispondo da prerrogativa de foro &#8216;ratione muneris&#8217;, nas infra\u00e7\u00f5es penais comuns, perante o Supremo Tribunal Federal, n\u00e3o receber\u00e1 qualquer esp\u00e9cie de tratamento preferencial ou seletivo, uma vez que a prerrogativa de foro n\u00e3o confere qualquer privil\u00e9gio de ordem pessoal a quem dela seja titular&#8221;, concluiu Celso de Mello.<\/p>\n<p>De acordo com Celso de Mello, a nomea\u00e7\u00e3o de qualquer pessoa para o cargo de ministro de Estado &#8220;n\u00e3o representa obst\u00e1culo algum a atos de persecu\u00e7\u00e3o penal que contra ela venham eventualmente a ser promovidos perante o seu juiz natural, que, por efeito do que determina a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o (&#8230;), \u00e9 o Supremo Tribunal Federal&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A investidura no cargo de Ministro de Estado, em contexto como o ora exposto na presente impetra\u00e7\u00e3o mandamental, em que inexiste qualquer conex\u00e3o de suposta pr\u00e1tica delituosa com o Presidente da Rep\u00fablica, n\u00e3o representa obst\u00e1culo jur\u00eddico \u00e0 normal e regular sequ\u00eancia de eventual procedimento de \u00edndole criminal contra Wellington Moreira Franco, litisconsorte passivo necess\u00e1rio&#8221;, ressaltou o ministro.<\/p>\n<p><strong>Esclarecimentos &#8211;\u00a0<\/strong>Em resposta ao STF, o presidente Michel Temer encaminhou na \u00faltima sexta-feira (10) um documento com 50 p\u00e1ginas com explica\u00e7\u00f5es sobre a nomea\u00e7\u00e3o de Moreira Franco para o cargo. Os textos, assinados pela Casa Civil e pela Advocacia-Geral da Uni\u00e3o e subscritos por Temer, alegam que &#8220;os vazamentos ilegais da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato n\u00e3o se prestam como provas nem evid\u00eancias para decis\u00f5es judiciais ou administrativas&#8221; e que &#8220;n\u00e3o houve qualquer m\u00e1 inten\u00e7\u00e3o do Presidente da Rep\u00fablica em criar obstru\u00e7\u00f5es ou embara\u00e7os \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato&#8221;.<\/p>\n<p>A nomea\u00e7\u00e3o de Moreira Franco foi alvo de uma &#8220;guerra de liminares&#8221; ao longo dos \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>Na \u00faltima sexta-feira, o juiz federal Alcides Martins Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2) decidiu atender apenas parcialmente ao pedido do Pal\u00e1cio do Planalto, determinando a manuten\u00e7\u00e3o de Moreira Franco como ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, mas sem a prerrogativa de foro privilegiado. A decis\u00e3o do ministro Celso de Mello se sobrep\u00f5e \u00e0s anteriores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rafael Moraes Moura e Breno Pires Em uma vit\u00f3ria para o Pal\u00e1cio do Planalto, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na tarde desta ter\u00e7a-feira, 14, manter a nomea\u00e7\u00e3o de Moreira Franco (PMDB) para a Secretaria-Geral da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. 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