{"id":129049,"date":"2017-02-17T10:52:53","date_gmt":"2017-02-17T12:52:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=129049"},"modified":"2017-02-17T10:52:53","modified_gmt":"2017-02-17T12:52:53","slug":"mina-esta-perto-da-cidade-ou-cidade-perto-da-mina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mina-esta-perto-da-cidade-ou-cidade-perto-da-mina\/","title":{"rendered":"Mina est\u00e1 perto da cidade ou cidade perto da mina?"},"content":{"rendered":"<p>Ponto de travessia do bando de Riobaldo de Minas Gerais para Goi\u00e1s, a cidade hist\u00f3rica mineira de Paracatu vive um conflito sobre a explora\u00e7\u00e3o industrial de ouro numa mina a menos de 300 metros do per\u00edmetro urbano.<\/p>\n<p>Nos anos 1980, a empresa canadense Rio Paracatu Minera\u00e7\u00e3o, rebatizada de Kinross, obteve do governo a concess\u00e3o do Morro do Ouro, onde pequenos garimpeiros tiravam ouro em bateias. A mineradora cercou a \u00e1rea, p\u00f4s vigias na mina e come\u00e7ou a comprar lotes e s\u00edtios de antigos moradores.<\/p>\n<p>No tempo de Guimar\u00e3es Rosa, o Morro do Ouro tinha uma s\u00e9rie de cachoeiras e c\u00f3rregos. Aos poucos, a mineradora foi rebaixando o morro e formou uma cratera, que chama a aten\u00e7\u00e3o de quem percorre a BR-040, entre Belo Horizonte e Bras\u00edlia, bem ao lado do casario hist\u00f3rico de Paracatu, antiga Vila de Paracatu-do-Pr\u00edncipe, cidade de 90 mil moradores.<\/p>\n<p>Parte das igrejas, vendas e casas coloniais de Paracatu que existiam no tempo de Grande Sert\u00e3o: Veredas ainda est\u00e1 de p\u00e9. No livro, o jagun\u00e7o Z\u00e9 Bebelo, que chefiou o bando de Diadorim e Riobaldo, incentiva seus homens a sonhar em passar por cidades importantes e fala de Paracatu em tom grandiloquente. &#8220;Ainda quero passar, a cavalos, levando voc\u00eas, em grandes cidades! Aqui o que me faz falta \u00e9 uma bandeira, e tambor e cornetas, metais mais&#8230; (&#8230;) Eh, vamos no Paracat\u00fa-do-Pr\u00edncipe!&#8230;&#8221;, afirma Z\u00e9 Bebelo.<\/p>\n<p>Em Paracatu, temores sobre chegada de fiscais do governo para inspecionar garimpos ou bandos de jagun\u00e7os saqueando com\u00e9rcio, casas e fazendas ficaram para tr\u00e1s. Hoje, a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com o n\u00edvel, no ar e nas \u00e1guas, de ars\u00eanio, elemento qu\u00edmico que tem substitu\u00eddo o merc\u00fario nas explora\u00e7\u00f5es de ouro. A Kinross diz que n\u00e3o usa ars\u00eanio na cidade. Mas a subst\u00e2ncia \u00e9 encontrada em abund\u00e2ncia nas rochas explodidas pela mineradora.<\/p>\n<p>O conflito se acirrou em 2015, quando a barragem de rejeitos da Samarco, em Mariana, se rompeu. Isso porque a Kinross construiu duas barragens, Santo Ant\u00f4nio e Eust\u00e1quio, para jogar efluentes industriais. Diferentemente da barragem de Mariana que ficava em \u00e1rea rural, as duas barragens de rejeitos de Paracatu s\u00e3o vizinhas de bairros residenciais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponto de travessia do bando de Riobaldo de Minas Gerais para Goi\u00e1s, a cidade hist\u00f3rica mineira de Paracatu vive um conflito sobre a explora\u00e7\u00e3o industrial de ouro numa mina a menos de 300 metros do per\u00edmetro urbano. 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