{"id":129816,"date":"2017-02-23T00:18:44","date_gmt":"2017-02-23T03:18:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=129816"},"modified":"2017-02-23T08:28:09","modified_gmt":"2017-02-23T11:28:09","slug":"sete-dos-nossos-irmaos-terra-deixam-cientistas-atonitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/sete-dos-nossos-irmaos-terra-deixam-cientistas-atonitos\/","title":{"rendered":"Sete dos nossos irm\u00e3os Terra deixam cientistas at\u00f4nitos"},"content":{"rendered":"<p><strong>F\u00e1bio Castro<\/strong><\/p>\n<p>Cientistas anunciaram nesta quarta-feira, 22, a descoberta de um sistema composto por sete planetas de tamanho compar\u00e1vel ao da Terra, na \u00f3rbita de uma estrela &#8220;vizinha&#8221; do Sistema Solar. De acordo com um estudo publicado na revista Nature, que descreve a descoberta, os seis planetas mais pr\u00f3ximos t\u00eam temperaturas entre 0\u00baC e 100\u00baC &#8211; uma caracter\u00edstica considerada indispens\u00e1vel para a eventual exist\u00eancia de vida.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 a primeira vez que tantos exoplanetas desse tamanho s\u00e3o encontrados em um sistema planet\u00e1rio. Eles est\u00e3o em \u00f3rbita muito estreita entre si e muito pr\u00f3ximas \u00e0 sua estrela, mas ela \u00e9 t\u00e3o pequena que \u00e9 fria, o que faz com que os planetas sejam temperados&#8221;, disse o autor principal do estudo, o astrof\u00edsico belga Micha\u00ebl Gillon, da Universidade de Li\u00e8ge, na B\u00e9lgica.<\/p>\n<p>Os cientistas consideram que um determinado planeta est\u00e1 na &#8220;zona habit\u00e1vel&#8221; quando ele fica a uma dist\u00e2ncia de sua estrela que permitiria, teoricamente, a exist\u00eancia de \u00e1gua l\u00edquida em sua superf\u00edcie. Quanto mais a estrela \u00e9 quente, mais distante fica a zona habit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, o novo sistema planet\u00e1rio fica a 39 anos-luz da Terra &#8211; uma dist\u00e2ncia pequena para os padr\u00f5es astron\u00f4micos. Os novos exoplanetas &#8211; como s\u00e3o chamados os planetas existentes fora do Sistema Solar &#8211; t\u00eam massa semelhante \u00e0 da Terra e provavelmente tamb\u00e9m sejam rochosos, segundo os autores.<\/p>\n<p>A descoberta partiu de estudos liderados por Gillon, cuja equipe relatou, em maio do ano passado, a detec\u00e7\u00e3o de tr\u00eas exoplanetas que orbitavam uma estrela an\u00e3 extremamente fria, chamada Trappist-1 &#8211; uma estrela \u00e9 t\u00e3o pequena que n\u00e3o chega a ser muito maior que J\u00fapiter e seu brilho \u00e9 cerca de mil vezes mais fraco que o do Sol.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, os autores conduziram um projeto de monitoramento intenso da Trappist-1, que permitiu identificar mais quatro exoplanetas.<\/p>\n<p>Para a detec\u00e7\u00e3o e o estudo dos planetas do Sistema Trappist-1, foram usados o telesc\u00f3pio espacial Spitzer, da Nasa, e o Telesc\u00f3pio Liverpool, da Universidade John Moore de Liverpool, no Reino Unido.<\/p>\n<p>Os cientistas conclu\u00edram que pelo menos tr\u00eas dos planetas podem ter oceanos de \u00e1gua em suas superf\u00edcies, o que aumentaria a possibilidade de que o novo sistema planet\u00e1rio possa abrigar vida. De acordo com Gillon, no entanto, ser\u00e1 preciso fazer novos estudos para caracterizar cada um dos planetas.<\/p>\n<p>&#8220;Conseguimos obter medidas e dados de seis dos sete planetas. Em rela\u00e7\u00e3o ao planeta mais distante da estrela, por\u00e9m, ainda desconhecemos seu per\u00edodo orbital e sua intera\u00e7\u00e3o com os outros seis planetas&#8221;, disse Gillon.<\/p>\n<p>De acordo com ele, os seis planetas mais pr\u00f3ximos da estrelas t\u00eam per\u00edodos orbitais &#8211; isto \u00e9, o tempo que o planeta leva para dar uma volta completa em sua estrela -, que v\u00e3o de 1,5 a 13 dias. O fato de um &#8220;ano&#8221; nesses planetas durar apenas alguns dias ocorre porque eles est\u00e3o muito pr\u00f3ximos de sua estrela, que \u00e9 muito pequena.<\/p>\n<p>O planeta mais pr\u00f3ximo da estrela \u00e9 o mais r\u00e1pido de todos: quando ele completa oito \u00f3rbitas, o segundo, o terceiro e o quarto planetas perfazem, respectivamente, cinco, tr\u00eas e duas voltas ao redor da estrela. Com essa configura\u00e7\u00e3o, segundo os astr\u00f4nomos, cada um dos planetas tem influ\u00eancia gravitacional nos outros.<\/p>\n<p><strong>Abund\u00e2ncia &#8211;<\/strong>\u00a0Na mesma edi\u00e7\u00e3o da Nature, o estudo foi comentado pelo astr\u00f4nomo Ignas Snellen, do Observat\u00f3rio de Leiden, na Holanda. Segundo Snellen, a descoberta feita pela equipe de Gillon refor\u00e7a a ideia de que os planetas de masssa semelhante \u00e0 da Terra s\u00e3o abundantes na Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>&#8220;Nos \u00faltimos anos, cresceram as evid\u00eancais de que planetas do tamanho da Terra s\u00e3o abundantes na Gal\u00e1xia. Mas a descoberta de Gillon e sua equipe indicam que esses planetas s\u00e3o ainda mais comuns do que se pensava&#8221;, escreveu Snellen.<\/p>\n<p>Snellen acredita que a quantidade de exoplanetas rochosos possa ser at\u00e9 100 vezes maior que a prevista. Segundo ele, isso acontece por causa do m\u00e9todo usado para detectar exoplanetas, que se baseia na detec\u00e7\u00e3o de &#8220;tr\u00e2nsitos&#8221;.<\/p>\n<p>Quando um planeta passa diante de uma estrela (o tr\u00e2nsito), ele bloqueia uma \u00ednfima parte de sua luz, mas o suficiente para que os cientistas detectem sua exist\u00eancia e calculem sua massa. Quando a estrela \u00e9 pequena, o trabalho se torna mais f\u00e1cil, porque a fra\u00e7\u00e3o de sua luz bloqueada pelo planeta \u00e9 maior.<\/p>\n<p>&#8220;Estimamos que para cada planeta observado em tr\u00e2nsito, devam existir de 20 a 100 planetas que, da perspectiva da Terra, nunca passam diante de sua estrela-m\u00e3e &#8211; e por isso n\u00e3o podem ser observados&#8221;, disse Snellen.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1bio Castro Cientistas anunciaram nesta quarta-feira, 22, a descoberta de um sistema composto por sete planetas de tamanho compar\u00e1vel ao da Terra, na \u00f3rbita de uma estrela &#8220;vizinha&#8221; do Sistema Solar. 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