{"id":130252,"date":"2017-02-27T07:51:18","date_gmt":"2017-02-27T10:51:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=130252"},"modified":"2017-02-27T10:22:03","modified_gmt":"2017-02-27T13:22:03","slug":"antes-da-cinfusao-salva-de-palmas-para-merryl-streep","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/antes-da-cinfusao-salva-de-palmas-para-merryl-streep\/","title":{"rendered":"Antes da confus\u00e3o, salva de palmas para Merryl Streep"},"content":{"rendered":"<div id=\"Corpo\">\n<p><strong>Luiz Carlos Merten e Ubiratan Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Repetiu-se no Oscar o esc\u00e2ndalo do Miss Universo, quando o pr\u00eamio do concurso foi entregue \u00e0 concorrente errada. Warren Beatty e Faye Dunaway, que apresentavam a categoria principal, anunciaram que o melhor filme era La La Land, mas quem ganhou foi Moonlight &#8211; Sob a Luz do Luar. Formou-se o maior tumulto no palco. Indicado em 14 categorias, o musical de Damien Chazelle venceu em seis &#8211; melhor fotografia, dire\u00e7\u00e3o de arte, trilha, can\u00e7\u00e3o (City of Litghs), atriz (Emma Stone e dire\u00e7\u00e3o). Perdeu como filme. A vit\u00f3ria dividida foi a definitiva polariza\u00e7\u00e3o que marcou toda essa 89.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio da Academia.<\/p>\n<p>Desde o an\u00fancio dos indicados, em meados de janeiro, o Oscar 2017 seguiu uma trajet\u00f3ria peculiar. No in\u00edcio, a polariza\u00e7\u00e3o era entre La La Land e Manchester \u00e0 Beira-Mar, de Kenneth Lonergan. Ap\u00f3s a posse do presidente Donald Trump e sob o efeito da campanha Oscar so White, que desde o ano passado vinha protestando contra a supremacia branca e a aus\u00eancia de afro-americanos, houve nova polariza\u00e7\u00e3o &#8211; entre La La Land e Moonlight &#8211; Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins. Havia a expectativa de que o Oscar marcasse uma tomada de posi\u00e7\u00e3o de Hollywood contra o presidente Donald Trump. Ela veio, mas por etapas.<\/p>\n<p>Primeiro, e logo na abertura, foi o mestre de cerim\u00f4nias pedindo um aplauso para a superestimada Merryl Streep &#8211; como a chamou o presidente &#8211; e o Dolby Theatre inteiro se levantou. Meryl n\u00e3o precisou levar mais um Oscar de atriz para que o desagravo fosse feito, perante milh\u00f5es de telespectadores de 200 pa\u00edses conectados na cerim\u00f4nia. Depois, e foi a cereja do bolo, o Oscar de filme estrangeiro &#8211; que parecia fava contada para a alem\u00e3 Maren Ade, por Toni Erdmann &#8211; foi para o iraniano Asghar Farhadi, de O Apartamento. O filme certo para o momento. Farhadi, que j\u00e1 foi premiado por A Separa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o compareceu \u00e0 cerim\u00f4nia, mas enviou uma declara\u00e7\u00e3o, solidarizando-se com os habitantes de sete pa\u00edses de maioria mu\u00e7ulmana, incluindo o Ir\u00e3, vetados de entrar nos EUA por um decreto de Trump que a Suprema Corte considerou inconstitucional.<\/p>\n<p>A sequ\u00eancia virou festa. Todo mundo ironizou o h\u00e1bito de Mr. Trump de twittar. Os pr\u00eamios foram se diversificando. Melhor ator coadjuvante (Mahershala Ali) e roteiro adaptado para Moonlight, melhor ator (Casey Affleck) e roteiro original para Manchester \u00e0 Beira-Mar. Negro e isl\u00e2mico, Ali foi muito mais explosivo em seus agradecimentos anteriores (no Globo de Ouro e no Actors Guild). Viola Davis, melhor coadjuvante por Um Limite entre N\u00f3s, tem falado muito mais contra a pobreza e a discrimina\u00e7\u00e3o em entrevistas. Defendeu o sonho, mas silenciou sobre Trump. No limite, houve o esperado protesto, mas a cerim\u00f4nia foi morna. Mas come\u00e7ou bem, e inesperada.<\/p>\n<p>Justin Timberlake, \u00e0 frente de um corpo de baile, avan\u00e7ou pelos corredores do Dolby Theatre e ganhou o palco. Contagiou todo o p\u00fablico. Canto e dan\u00e7a. Uma ode \u00e0 gl\u00f3ria dos musicais &#8211; e a La La Land. Ladies and gentleman, o seu mestre de cerim\u00f4nias. Palmas para Jimmy Kimmel, o humorista e apresentador que j\u00e1 foi beijado na boca &#8211; ao vivo &#8211; por Charlie Sheen e Johnny Depp. Kimmel \u00e9 meio parad\u00e3o, mas disse coisas engra\u00e7adas. &#8220;A cerim\u00f4nia est\u00e1 sendo transmitida ao vivo para mais de 200 pa\u00edses, que podem nos odiar \u00e0 vontade.&#8221; Provocou uma gargalhada de Isabelle Huppert, ao dizer que estava indicada por Elle, um filme que ele, como a maioria do p\u00fablico norte-americano, n\u00e3o viu, mas deve ser muito bom. Cutucou Trump ao longo das 3h30 de cerim\u00f4nia<\/p>\n<p>Ezra Edelman e Carolina Waterlow, que dividiram o Oscar de melhor document\u00e1rio por OJ, Made in America, disseram que o julgamento de O. J. Simpson representou uma esp\u00e9cie de perda de inoc\u00eancia na forma como homens negros s\u00e3o tratados pela pol\u00edcia e, em \u00faltima an\u00e1lise, pela Justi\u00e7a criminal dos EUA. &#8220;Acho que definitivamente canalizei quem eu sou, minha vis\u00e3o de mundo, meu relacionamento com O.J.&#8221;, disse Edelman. O cineasta comentou ainda que temia a perda da perspectiva hist\u00f3rica. &#8220;Est\u00e1vamos perdendo o contexto que nos ajudasse a entender como chegamos a esse momento e onde hoje estamos depois desse julgamento.&#8221; Perfeito para recolocar esse Oscar na suas perspectiva hist\u00f3rica e social.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Carlos Merten e Ubiratan Brasil Repetiu-se no Oscar o esc\u00e2ndalo do Miss Universo, quando o pr\u00eamio do concurso foi entregue \u00e0 concorrente errada. Warren Beatty e Faye Dunaway, que apresentavam a categoria principal, anunciaram que o melhor filme era La La Land, mas quem ganhou foi Moonlight &#8211; Sob a Luz do Luar. 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