{"id":130359,"date":"2017-02-27T23:12:29","date_gmt":"2017-02-28T02:12:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=130359"},"modified":"2017-02-27T23:12:29","modified_gmt":"2017-02-28T02:12:29","slug":"larissa-tassia-e-carol-puxam-cordao-do-respeite-as-mina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/larissa-tassia-e-carol-puxam-cordao-do-respeite-as-mina\/","title":{"rendered":"Larissa, T\u00e1ssia e Carol puxam cord\u00e3o do Respeite as Mina"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sayonara Moreno<\/strong><\/p>\n<p>O projeto Respeite as Mina levou tr\u00eas cantoras \u00e0s avenidas do Campo Grande, na noite desta segunda (27), em Salvador. As cantoras Larissa Luz, T\u00e1ssia Reis e Mc Carol arrastaram foli\u00f5es enquanto cantavam m\u00fasicas de tem\u00e1tica feminista e de empoderamento negro.<\/p>\n<p>\u201cLutar por uma causa como esta, pra mim, \u00e9 bem relevante porque venho emprestando a minha voz e a minha ferramenta que \u00e9 a arte, pra estar engajada neste movimento. E o carnaval \u00e9 um lugar de express\u00e3o forte e de visibilidade que temos como vitrine art\u00edstica, ent\u00e3o, acredito que o entretenimento pode sim ser aliado ao conhecimento,&#8221; disse a vocalista Larissa Luz.<\/p>\n<p>&#8220;A gente n\u00e3o precisa ser apenas uma coisa, a gente pode se divertir pensar, reivindicar, falar do que a gente almeja\u201d. Ela definiu o momento como hist\u00f3rico: &#8220;A carreira, as mulheres e o carnaval&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cA mensagem \u00e9 pra homens e mulheres: aos homens, porque dizemos como gostamos de ser tratadas, como a gente n\u00e3o gosta do que fa\u00e7am com a gente; e para as meninas que precisam saber e falar o que incomoda nelas, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s abordagens\u201d, completa Larissa, cujo \u00e1lbum Territ\u00f3rio Conquistado \u2013 lan\u00e7ado em 2016 \u2013 foi indicado ao Grammy Latino e cujo clipe Bonecas Negras lhe assegurou uma vaga entre as 25 mulheres negras mais influentes do Brasil, em 2016, pelo site Blogueiras Negras.<\/p>\n<p>Outra artista convidada e influente no mundo musical e na m\u00fasica negra, \u00e9 a cantora paulista, T\u00e1ssia Reis que usa o rap para denunciar o racismo ainda existente. \u201cEu acredito numa arte que transforma, que pode direcionar. Ent\u00e3o, assim como Nina Simone disse, n\u00e3o acredito numa arte que n\u00e3o questiona. Ent\u00e3o, se eu puder fazer isto em todo lugar que a gente for, farei\u201d, comentou a cantora.<\/p>\n<p>No ch\u00e3o, puxados pelo trio tipo pranch\u00e3o, homens e mulheres dan\u00e7avam e cantavam, em coro, as can\u00e7\u00f5es de Larissa, que questionavam desde a aus\u00eancia de bonecas negras na publicidade infantil ao poder da mulher sobre o pr\u00f3prio corpo. Apesar da presen\u00e7a mista de homens e mulheres, a professora Iris Oliveira sentiu que a presen\u00e7a dos homens poderia ter sido mais forte, porque o projeto \u201c\u00e9 tamb\u00e9m para que eles entendam a mensagem.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEste trio \u00e9 uma oportunidade incr\u00edvel para tocarmos num debate que nos atinge o ano inteiro, e isto \u00e9 bom para chamar aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 impressionante como a express\u00e3o Respeita as Mina faz efeito quando a gente olha no olho de um assediador e diz isto. Os homens se sentem incomodados com este debate e eles se sentem exclu\u00eddos com este tipo de pauta, quando o objetivo \u00e9 que a mensagem chegue at\u00e9 eles tamb\u00e9m\u201d, concluiu a foli\u00e3.<\/p>\n<p>Como a mensagem era tanto para eles quanto para elas, o professor universit\u00e1rio Felipe Milanez, conta que j\u00e1 conhecia e admira o trabalho de Larissa Luz e que, al\u00e9m disso, convive com mulheres no ambiente universit\u00e1rio que o ensinam diariamente sobre direitos e conquista de espa\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cSou um dos poucos brancos e heterossexuais aqui e isto \u00e9 totalmente sintom\u00e1tico. Cansei de ver os caras andando e puxando as mulheres \u00e0 for\u00e7a e como o espa\u00e7o \u00e9 para respeitar as minas, poucos se interessam em vir. O projeto \u00e9 incr\u00edvel e j\u00e1 deu muito certo. N\u00e3o vi nenhuma cerveja patrocinando este trio, porque as cervejarias vendem com a explora\u00e7\u00e3o do corpo das mulheres e \u00e9 lament\u00e1vel que o trio seja financiado apenas pela iniciativa p\u00fablica\u201d, observou o docente, que destacou, a import\u00e2ncia do espa\u00e7o das mulheres negras.<\/p>\n<p>Nos intervalos entre as m\u00fasicas, as respons\u00e1veis pelo comando da folia politizada aproveitavam a voz dada a elas, para reafirmar sobre o direito das mulheres, o combate ao ass\u00e9dio e as formas de viol\u00eancia, como pux\u00f5es e ou beijos for\u00e7ados, sobretudo no carnaval. A auditora de controle, Viviane Nascimento, esteve no meio da folia e aproveitou cada can\u00e7\u00e3o para se divertir. Apesar disto, ela relata que o carnaval \u00e9 apenas uma \u201cgrande amostra\u201d do que acontece com as mulheres durante todos os dias do ano.<\/p>\n<p>\u201cA gente passa na rua e, o tempo todo, escuta coment\u00e1rios machistas. E se houver embate, eles revidam com viol\u00eancia ou ofensas. O carnaval \u00e9 uma amostra grande do que \u00e9 o cotidiano de uma mulher, num pa\u00eds como o Brasil. O corpo feminino precisa ser respeitado, porque a abordagem \u00e9 diferenciada quando se trata de nossos corpos\u201d, relatou Viviane.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sayonara Moreno O projeto Respeite as Mina levou tr\u00eas cantoras \u00e0s avenidas do Campo Grande, na noite desta segunda (27), em Salvador. 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