{"id":130372,"date":"2017-02-27T19:36:11","date_gmt":"2017-02-27T22:36:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=130372"},"modified":"2017-02-27T23:38:15","modified_gmt":"2017-02-28T02:38:15","slug":"recife-antigo-tem-folia-diferente-com-banda-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/recife-antigo-tem-folia-diferente-com-banda-argentina\/","title":{"rendered":"Recife Antigo tem folia diferente com banda argentina"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sumaia Villela<\/strong><\/p>\n<p>Nem s\u00f3 de blocos, frevo e outros ritmos populares \u00e9 feito o carnaval pernambucano. Parte da programa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 de shows feitos no palco, e para diferentes gostos. O Recife Antigo, como \u00e9 chamado o bairro onde fica o Marco Zero da cidade, tem p\u00fablico mais numeroso, e nele h\u00e1 sonoridades que normalmente n\u00e3o se encontram nos festejos de Momo.<\/p>\n<p>Trabalhos experimentais e contempor\u00e2neos s\u00e3o o foco do festival Rec-Beat, que est\u00e1 na sua 22\u00aa edi\u00e7\u00e3o. O evento tem curadoria independente do carnaval oficial do Recife, mas recebe patroc\u00ednio p\u00fablico local e federal para realizar os shows gratuitamente no Cais da Alf\u00e2ndega.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de escalar artistas nacionais com projetos ousados, o festival \u00e9 uma oportunidade para o p\u00fablico de conhecer artistas de outros pa\u00edses, que participam de cenas independentes da m\u00fasica, com menos chance de emplacar uma turn\u00ea no Brasil. Das seis bandas internacionais que se apresentam este ano no Rec-Beat, quatro s\u00e3o in\u00e9ditas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os argentinos do Morbo Y Mambo j\u00e1 estiveram quatro vezes no Brasil, mas \u00e9 a primeira vez em Pernambuco. A banda foi escolhida para encerrar a programa\u00e7\u00e3o no Cais da Alf\u00e2ndega, no domingo. \u201cAs pessoas daqui, todos os amigos e a fam\u00edlia falaram: voc\u00eas est\u00e3o indo no melhor carnaval do pa\u00eds, do mundo. Ent\u00e3o, vamos ver. Estou achando muito bacana\u201d, disse o baixista Manuel Aguilar.<\/p>\n<p>O m\u00fasico acha que essa abertura a ritmos diferentes \u00e9 interessante. \u201cTem muitas propostas diferentes. A m\u00fasica da gente \u00e9 bem experimental, \u00e9 para dan\u00e7ar, mas n\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil de se aproximar, talvez. E estarmos aqui fechando o dia dois do Rec-Beat \u00e9 incr\u00edvel para a gente\u201d. A banda mistura g\u00eaneros como o dub, o rock e o afrobeat nas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Novidades &#8211; Como j\u00e1 \u00e9 um festival consolidado no carnaval do Recife, o p\u00fablico que conhece nem confere antes a programa\u00e7\u00e3o; j\u00e1 sabe que deve encontrar boas op\u00e7\u00f5es no palco. &#8220;Normalmente, minha programa\u00e7\u00e3o inclui v\u00e1rios lugares, mas sempre passo aqui para ver um ou dois shows. N\u00e3o conheco a maioria das bandas, mas sei que \u00e9 sempre legal, ent\u00e3o \u00e9 bom para conhecer coisa nova&#8221;, disse o jornalista Paulo Augusto, 41 anos.<\/p>\n<p>As experimenta\u00e7\u00f5es dos m\u00fasicos escolhidos chamaram a aten\u00e7\u00e3o da bailarina Clarissa Faye, 21 anos, ao Rec-Beat. Ela tamb\u00e9m se interessou pelo show de Rashid. \u201cEu escuto muito rap e eu vejo que ele tem um trabalho muito massa. E \u00e9 legal ele poder estar aqui tamb\u00e9m\u201d, destacou, acrescentando que gosta tamb\u00e9m de assistir as bandas estrangeiros. \u201c\u00c9 maravilhosa a oportunidade de conhecer outros shows\u201d.<\/p>\n<p>Rashid \u00e9 um rapper da nova gera\u00e7\u00e3o do movimento que vem ganhando proje\u00e7\u00e3o nacional. Ele apresenta no Recife, o show do seu \u00e1lbum A Coragem da Luz, que faz um ano em alguns dias. Uma mistura do universo do rap e do carnaval, duas culturas de rua por excel\u00eancia. \u201c\u00c9 muito bom a gente estar aqui num local t\u00e3o representantivo, carnaval, Recife e Pernambuco. Vejo que \u00e9 muito positivo, vejo que o rap est\u00e1 abrindo mais portas, mais mentes.\u201d<\/p>\n<p>O m\u00fasico, cujo nome de batismo \u00e9 Michel Dias Costa, faz rimas com mensagens sociais po\u00e9ticas, mas bem definidas, e acha positiva a oportunidade de usar o carnaval como um meio de lidar com quest\u00f5es s\u00e9rias e expor mensagens pol\u00edticas. \u201cVoc\u00ea v\u00ea que as pessoas est\u00e3o curtindo, mas est\u00e3o preocupadas tamb\u00e9m. \u00c9 uma oportunidade de aliar isso, e o rap tem uma bagagem de trazer esse discurso, uma mensagem mais forte, pol\u00edtica, social, racial\u201d.<\/p>\n<p>A cena pernambucana tamb\u00e9m tem espa\u00e7o no festival. Um projeto exemplo das experimenta\u00e7\u00f5es valorizadas no Rec-Beat \u00e9 o de Vitor Ara\u00fajo, que une o piano ao ritmo do candombl\u00e9 em seu disco Levagui\u00e3 Ter\u00ea. J\u00e1 na programa\u00e7\u00e3o oficial da Prefeitura do Recife, 99% das atra\u00e7\u00f5es s\u00e3o de Pernambuco, mas alguns nomes nacionais foram convidados para se apresentar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sumaia Villela Nem s\u00f3 de blocos, frevo e outros ritmos populares \u00e9 feito o carnaval pernambucano. Parte da programa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 de shows feitos no palco, e para diferentes gostos. 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