{"id":130430,"date":"2017-02-28T09:09:08","date_gmt":"2017-02-28T12:09:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=130430"},"modified":"2017-02-28T11:42:02","modified_gmt":"2017-02-28T14:42:02","slug":"salgueiro-beija-flor-portela-imperatriz-ou-mangueira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/salgueiro-beija-flor-portela-imperatriz-ou-mangueira\/","title":{"rendered":"Salgueiro, Beija-Flor, Portela, Imperatriz ou a Mangueira?"},"content":{"rendered":"<div id=\"Corpo\">\n<p><strong>Roberta Pennafort, Mariana Sallowicz e F\u00e1bio Grellet<\/strong><\/p>\n<p>Acidentes na Sapuca\u00ed, que deixaram feridos, prejudicaram a evolu\u00e7\u00e3o dos desfiles e tiraram parte do brilho e da alegria do espet\u00e1culo das escolas de samba. Cinco agremia\u00e7\u00f5es fizeram apresenta\u00e7\u00f5es com cara de campeonato: Salgueiro, Beija-Flor, Imperatriz, Portela e Mangueira. Na segunda-feira, os destaques foram as duas \u00faltimas, que fecharam o carnaval carioca com bons sambas e passagens memor\u00e1veis.<\/p>\n<p>A Mangueira buscou com f\u00e9 e disposi\u00e7\u00e3o conquistar o bicampeonato e o enredo &#8220;S\u00f3 com a ajuda do santo&#8221;, originado do tributo prestado em 2016 \u00e0 cantora Maria Beth\u00e2nia e \u00e0 sua religiosidade, foi bem traduzido pelo carnavalesco Leandro Vieira. Ele criou impactantes alegorias, como o abre-alas, com alus\u00e3o \u00e0 arte sacra, e o segundo carro, &#8220;Viva S\u00e3o Jo\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A Verde de Rosa, que faz 90 anos em 2018, j\u00e1 foi bicampe\u00e3 quatro vezes em sua hist\u00f3ria, e o fato de a \u00faltima ocasi\u00e3o ter sido em 1986\/1987 &#8211; exatamente h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas &#8211; vem mexendo com as esperan\u00e7as de seus componentes e dirigentes. &#8220;A Mangueira n\u00e3o entrou pensando em ser bicampe\u00e3, e sim em brincar o carnaval. Se ganhar, ganhou&#8221;, declarou o carnavalesco j\u00e1 de manh\u00e3, em tom oposto aos das arquibancadas populares, que bradavam &#8220;bicampe\u00e3!&#8221;<\/p>\n<p>Sob a inspira\u00e7\u00e3o do cl\u00e1ssico samba de Paulinho da Viola &#8220;Foi um rio que passou em minha vida&#8221;, a Portela, em ano inspirado do carnavalesco Paulo Barros, considerado um dos inovadores do carnaval carioca da atualidade, mostrou uma sequ\u00eancia de alegorias de fort\u00edssimo apelo visual e que usaram recursos tecnol\u00f3gicos surpreendentes.<\/p>\n<p>A Sapuca\u00ed, que sempre recebe bem a tradicional escola da zona norte do Rio, a mais antiga do Grupo Especial (foi fundada em 1923), ficou boquiaberta desde a passagem da comiss\u00e3o de frente, que representava a piracema, passando pelos carros cheios de efeitos com \u00e1gua. &#8220;\u00c9 a plenitude total&#8221;, definiu Barros, felic\u00edssimo, ao fim da apresenta\u00e7\u00e3o, que come\u00e7ara sob o signo da tristeza deixada pela Unidos da Tijuca.<\/p>\n<p>A Tijuca, atual vice-campe\u00e3 e casa de Barros at\u00e9 2014, viveu um drama h\u00e1 muito n\u00e3o visto no Grupo Especial. A agremia\u00e7\u00e3o levou \u00e0 Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed a hist\u00f3ria da m\u00fasica americana com o enredo &#8220;M\u00fasica na alma, inspira\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o&#8221;, e tinha alegorias e fantasias divertidas, que remetiam a diversos estilos musicais, como o blues, o country e o hip-hop. Entretanto, o que ficar\u00e1 na lembran\u00e7a \u00e9 a imagem triste do desabamento de parte do segundo carro e do choro de decep\u00e7\u00e3o de seus integrantes, acostumados aos bons resultados da escola.<\/p>\n<p>Antes da Tijuca, cruzaram a avenida Uni\u00e3o da Ilha, S\u00e3o Clemente e Mocidade. A Ilha carnavalizou tradi\u00e7\u00f5es e ritos de povos bantos e fez um desfile bonito; no entanto, teve dificuldades t\u00e9cnicas com o pen\u00faltimo carro. A apresenta\u00e7\u00e3o da S\u00e3o Clemente foi leve a bem acabada, ambientada na corte do rei franc\u00eas Luis XIV e com o bom gosto e capricho caracter\u00edsticos da carnavalesca Rosa Magalh\u00e3es. A Mocidade cantou o Marrocos e suas riquezas, com um samba mel\u00f3dico e carros aleg\u00f3ricos ricos e compostos por enormes esculturas articuladas, o que a credenciou para sonhar com o desfile das campe\u00e3s, do qual est\u00e1 fora desde 2003.<\/p>\n<p>A crise financeira, que reduziu patroc\u00ednios e assombrou as agremia\u00e7\u00f5es, n\u00e3o desfilou na Sapuca\u00ed &#8211; os investimentos das escolas maiores foram da ordem de R$ 10 milh\u00f5es e o que se viu foi o luxo de sempre, de quem pode gastar.<\/p>\n<p>As novas regras da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) resultaram em desfiles mais din\u00e2micos, como se queria. As alas flu\u00edram melhor e o menor n\u00fameros de paradas nas cabines dos jurados para as performances das comiss\u00f5es de frente e casais de mestre-sala e porta-bandeira foram um ganho.<\/p>\n<p>No entanto, a redu\u00e7\u00e3o do tempo de desfiles de 82 para 75 minutos fez com que algumas escolas corressem para fechar a tempo, como o Tuiuti, a Grande Rio, a Beija-Flor, a Ilha e a Unidos da Tijuca.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberta Pennafort, Mariana Sallowicz e F\u00e1bio Grellet Acidentes na Sapuca\u00ed, que deixaram feridos, prejudicaram a evolu\u00e7\u00e3o dos desfiles e tiraram parte do brilho e da alegria do espet\u00e1culo das escolas de samba. Cinco agremia\u00e7\u00f5es fizeram apresenta\u00e7\u00f5es com cara de campeonato: Salgueiro, Beija-Flor, Imperatriz, Portela e Mangueira. 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