{"id":130730,"date":"2017-03-03T08:29:42","date_gmt":"2017-03-03T11:29:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=130730"},"modified":"2017-03-03T08:31:16","modified_gmt":"2017-03-03T11:31:16","slug":"como-o-otimismo-e-ansiedade-atrapalham-nossa-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/como-o-otimismo-e-ansiedade-atrapalham-nossa-vida\/","title":{"rendered":"Como otimismo e ansiedade estragam as nossas vidas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Daniel Martins de Barros<\/strong><\/p>\n<p>O brasileiro \u00e9 o povo mais otimista e mais ansioso do mundo. E de tanto pensar no futuro, esquecemos de agir no presente. H\u00e1 cerca de tr\u00eas anos um estudo internacional ganhou manchetes ao apontar o brasileiro como o povo mais otimista do mundo.<\/p>\n<p>Os dados mostravam que ningu\u00e9m acredita mais do que n\u00f3s num futuro melhor. Paradoxalmente, contudo, nesse in\u00edcio de 2017 a OMS revelou tamb\u00e9m sermos os campe\u00f5es mundiais de transtornos ansiosos. Dessa vez os n\u00fameros revelam que ningu\u00e9m teme o futuro mais do que n\u00f3s.<\/p>\n<p>Vivemos ao mesmo tempo com muita f\u00e9 e muito medo. Por que ser\u00e1?<\/p>\n<p>O motivo pode estar na nossa cabe\u00e7a. O c\u00f3rtex \u00f3rbito-frontal (COF) \u00e9 a \u00e1rea cerebral que nos faz civilizados, digamos assim, permitindo o autocontrole emocional e ajuste de comportamentos de acordo com as poss\u00edveis consequ\u00eancias, prevendo resultados de nossas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 ali que antecipamos mentalmente o futuro \u2013 para bem e para mal. Ano passado cientistas verificaram que as pessoas com o c\u00f3rtex \u00f3rbito-frontal maior eram menos ansiosas, e durante a investiga\u00e7\u00e3o notaram que essa redu\u00e7\u00e3o da ansiedade se dava por meio do aumento do otimismo. Mais massa cinzenta ali era igual a maior otimismo, protegendo os sujeitos da ansiedade.<\/p>\n<p>Portanto o otimismo e ansiedade vivem no futuro. E embora n\u00e3o sejam exatamente ant\u00f4nimos, ficam em polos opostos. O otimista acha que tudo dar\u00e1 certo. Seu ant\u00f4nimo, o pessimista, acha que tudo dar\u00e1 errado. E o ansioso queria que desse certo, mas teme que d\u00ea errado.<\/p>\n<p>Ser o povo mais otimista e mais ansioso pode significar ent\u00e3o que somos o povo que mais pensa no amanh\u00e3. Mas ao mesmo tempo em que acreditamos demais sermos o pa\u00eds do futuro, como reza nosso slogan extraoficial, tamb\u00e9m tememos muito as reviravoltas que nos aguardam logo adiante.<\/p>\n<p>Mas tanto otimismo e ansiedade t\u00eam dois lados, um bom e um ruim. Por temer tudo, o ansioso perde oportunidades, tem menos qualidade de vida, mas tamb\u00e9m se exp\u00f5e menos a riscos, ficando menos sujeitos a acidentes, imprevistos. O otimista, acreditando que o futuro lhe sorrir\u00e1, sofre menos, \u00e9 mais alegre, mas gerencia pior seus recursos, muitas vezes n\u00e3o se preparando para eventuais contratempos.<\/p>\n<p>S\u00f3 que o problema n\u00e3o \u00e9 ser otimista ou ansioso. (Ou ambos, como em nossa paradoxal realidade brasileira). O problema \u00e9 ficarmos parados, seja congelados de medo, seja esperando as promessas de um futuro melhor e deixarmos de agir agora para construir um presente melhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniel Martins de Barros O brasileiro \u00e9 o povo mais otimista e mais ansioso do mundo. E de tanto pensar no futuro, esquecemos de agir no presente. H\u00e1 cerca de tr\u00eas anos um estudo internacional ganhou manchetes ao apontar o brasileiro como o povo mais otimista do mundo. 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