{"id":130741,"date":"2017-03-03T08:53:12","date_gmt":"2017-03-03T11:53:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=130741"},"modified":"2017-03-03T08:55:29","modified_gmt":"2017-03-03T11:55:29","slug":"cratera-gigante-mostra-como-terra-era-ha-200-mil-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cratera-gigante-mostra-como-terra-era-ha-200-mil-anos\/","title":{"rendered":"Cratera gigante mostra como a Terra era h\u00e1 200 mil anos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Carolina Paiva, Edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Um buraco de 1 quil\u00f4metro de extens\u00e3o e 85 metros de profundidade n\u00e3o para de crescer em uma remota regi\u00e3o da R\u00fassia e \u00e9 chamado de &#8220;porta para o inferno&#8221; por pessoas que vivem na regi\u00e3o, que preferem evit\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Mas cientistas asseguram que se trata de uma cratera \u00fanica, um registro detalhado de 200 mil anos de hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n<p>Batagaika, a gigantesca cratera, emerge de forma dram\u00e1tica na floresta boreal da Sib\u00e9ria \u00e0 medida que o permafrost &#8211; tipo de solo que est\u00e1 sempre congelado &#8211; derrete como efeito do aquecimento global.<\/p>\n<p>A cratera tem crescido na m\u00e9dia de 10 metros por ano. Mas em anos mais quentes, esse aumento chegou a 30 metros, conforme indicou estudo do Instituto Alfred Wegener em Potsdam, na Alemanha. A institui\u00e7\u00e3o vem monitorando o buraco h\u00e1 uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>A cratera representa uma rara oportunidade de observar, ao mesmo tempo, o passado, o presente e o futuro. As camadas de sedimento expostas revelam como era o clima na regi\u00e3o h\u00e1 200 mil anos. Resqu\u00edcios de \u00e1rvores, p\u00f3len e animais indicam que, no passado, a \u00e1rea foi uma densa floresta.<\/p>\n<p>Esse registro geol\u00f3gico pode ajudar a compreender como ser\u00e1, no futuro, a adapta\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o ao aquecimento global. E, ao mesmo tempo, o crescimento acelerado da cratera \u00e9 um indicador imediato do impacto cada vez maior das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no degelo do permafrost.<\/p>\n<p>A cratera apareceu na d\u00e9cada de 60, de acordo com Julian Murton, professor da Universidade de Sussex, na Inglaterra. O r\u00e1pido desmatamento na regi\u00e3o deixou o terreno sem a prote\u00e7\u00e3o das sombras das \u00e1rvores nos meses de ver\u00e3o. Assim, os raios de sol aqueceram o solo e aceleraram o processo de degelo, uma vez que era a vegeta\u00e7\u00e3o que mantinha o solo resfriado.<\/p>\n<p>&#8220;Esta combina\u00e7\u00e3o de menos sombra e transpira\u00e7\u00e3o levou a um aquecimento da superf\u00edcie&#8221;, explica Murton em entrevista \u00e0 BBC. Com o derretimento do permafrost, \u00e9 poss\u00edvel que venham a surgir mais crateras como tamb\u00e9m lagos e bacias hidrogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>Para o professor, &#8220;\u00e0 medida que o gelo derrete em novas profundidades, podemos ver o surgimento de paisagens novas&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carolina Paiva, Edi\u00e7\u00e3o Um buraco de 1 quil\u00f4metro de extens\u00e3o e 85 metros de profundidade n\u00e3o para de crescer em uma remota regi\u00e3o da R\u00fassia e \u00e9 chamado de &#8220;porta para o inferno&#8221; por pessoas que vivem na regi\u00e3o, que preferem evit\u00e1-lo. 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