{"id":131332,"date":"2017-03-09T02:34:38","date_gmt":"2017-03-09T05:34:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=131332"},"modified":"2017-03-09T08:54:29","modified_gmt":"2017-03-09T11:54:29","slug":"delator-sustenta-que-cabral-encabecava-lista-de-propina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/delator-sustenta-que-cabral-encabecava-lista-de-propina\/","title":{"rendered":"Delator sustenta que Cabral encabe\u00e7ava as listas de propina"},"content":{"rendered":"<p><strong>Beatriz Bulla e Fabio Serapi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O executivo Luiz Eduardo Soares, um dos delatores da Odebrecht, confirmou nesta quarta-feira, 8, em depoimento \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral os codinomes usados para identificar repasses ao ex-governador do Rio S\u00e9rgio Cabral e ao deputado cassado Eduardo Cunha. Ele confirmou que Cabral era identificado como &#8220;Proximus&#8221; e Cunha recebia o apelido de &#8220;Caranguejo&#8221;.<\/p>\n<p>O executivo era um dos respons\u00e1veis pelo Setor de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas da Odebrecht, conhecido como &#8220;departamento da propina&#8221;.<\/p>\n<p>A alcunha do deputado cassado e ex-presidente da C\u00e2mara j\u00e1 tinha aparecido no anexo de dela\u00e7\u00e3o do executivo Cl\u00e1udio Melo Filho, que veio a p\u00fablico em dezembro do ano passado.<\/p>\n<p>O apelido de Cabral aparece em materiais da Pol\u00edcia Federal. Em relat\u00f3rio de busca e apreens\u00e3o, a PF aponta em planilhas que a alcunha &#8220;Proximus&#8221; \u00e9 vinculada a dois pagamentos no Rio, de R$ 500 mil cada. Anota\u00e7\u00f5es fazem men\u00e7\u00e3o \u00e0 Linha 4-Oeste do Metr\u00f4.<\/p>\n<p>Em outro relat\u00f3rio, a PF registra e-mails no qual o codinome est\u00e1 atrelado a repasse de valores, a partir de material apreendido com o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto J\u00fanior, o BJ.<\/p>\n<p>Em mensagem trocada entre Hilberto Silva, Benedicto J\u00fanior, L\u00facia Tavares, Jo\u00e3o Borba Filho e Luiz Eduardo Soares, de 17 de fevereiro de 2007, o assunto \u00e9 a liquida\u00e7\u00e3o &#8220;Proximus&#8221;.<\/p>\n<p>Na conversa, a secret\u00e1ria L\u00facia Tavares pede para que Benedicto e Borba fa\u00e7am a liquida\u00e7\u00e3o com &#8220;Proximus&#8221;, no valor de R$ 1 milh\u00e3o, indica que a transa\u00e7\u00e3o deve ocorrer sob a senha &#8220;Tomate&#8221; e d\u00e1 endere\u00e7o no Rio onde os valores devem ser entregues. No local, a secret\u00e1ria do &#8220;setor de propinas&#8221; afirma que o interlocutor a ser procurado responde por &#8220;Orelha&#8221;.<\/p>\n<p>Em outro e-mail, de 11 de janeiro de 2008, trocado entre Marcelo Odebrecht, BJ e Ubiraci Santos, os executivos falam sobre o assunto &#8220;Programa Social RJ&#8221;. Na conversa, BJ pede autoriza\u00e7\u00e3o a Odebrecht para liberar porcentagens de pagamentos relacionados ao programa. Do valor do contrato, que seria de R$ 495 milh\u00f5es, BJ indica que Proximus ficaria com 5%.<\/p>\n<p><b>Depoimento &#8211;\u00a0<\/b>Soares foi chamado para depor na a\u00e7\u00e3o que investiga abuso de poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico na campanha presidencial de 2014. No depoimento ao ministro Herman Benjamin, relator do caso no TSE, ele diz que n\u00e3o participou de opera\u00e7\u00f5es em 2014 porque saiu do &#8220;setor de propinas&#8221; no mesmo ano.<\/p>\n<p>A defesa de Cunha disse que n\u00e3o teve acesso ao teor do depoimento e, por isso, n\u00e3o comentaria. A de S\u00e9rgio Cabral n\u00e3o respondeu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beatriz Bulla e Fabio Serapi\u00e3o O executivo Luiz Eduardo Soares, um dos delatores da Odebrecht, confirmou nesta quarta-feira, 8, em depoimento \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral os codinomes usados para identificar repasses ao ex-governador do Rio S\u00e9rgio Cabral e ao deputado cassado Eduardo Cunha. 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