{"id":132645,"date":"2017-03-21T12:29:36","date_gmt":"2017-03-21T15:29:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=132645"},"modified":"2017-03-23T11:23:37","modified_gmt":"2017-03-23T14:23:37","slug":"brasil-granada-e-noruega-esta-terra-dos-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-granada-e-noruega-esta-terra-dos-sonhos\/","title":{"rendered":"Brasil, Granada e Noruega, esta, a terra dos sonhos"},"content":{"rendered":"<p><strong>L\u00edgia Formenti<\/strong><br \/>\n<strong> Carolina Paiva, Edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 uma m\u00fasica &#8211; Granada &#8211; que fala de lindas mulheres, de sorriso, de vida, de sol&#8230; e de sangue. Essa \u00e9 uma cidade espanhola. Mas h\u00e1 uma outra Granada &#8211; a ilha. \u00c9 justamente a ela, uma regi\u00e3o de mochileiros, onde, numa rela\u00e7\u00e3o sem sabor, que o Brasil se compara no \u00edndice mundial de Desenvolvimento Humano. \u00c9 o que diz a ONU, em relat\u00f3rio divulgado nesta ter\u00e7a, 21. Nesse quesito, vamos de mal a pior. E sentimos inveja dos noruegueses.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que, pela primeira vez na s\u00e9rie hist\u00f3rica, o Brasil ficou estagnado no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano. O relat\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas revela que o Pa\u00eds alcan\u00e7ou o indicador 0,754, de uma escala de 0 a 1, o mesmo obtido no ano anterior. Com esse desempenho, o Pa\u00eds se mant\u00e9m na 79\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking, empatado com a Ilha de Granada. A Noruega, primeira da lista, alcan\u00e7ou o IDH 0,949. A pior coloca\u00e7\u00e3o foi da Rep\u00fablica Centro-Africana, com 0,352. Ao todo, participam do ranking 188 pa\u00edses e territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o poucos os pa\u00edses que ficam estagnados ou caem no desempenho do IDH. A tend\u00eancia \u00e9 de todos avan\u00e7arem de um ano para o outro&#8221;, afirmou a coordenadora do Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano Nacional, Andr\u00e9a Bolzon. Neste ano, por exemplo, mais de uma centena de pa\u00edses apresentou melhora nos indicadores.<\/p>\n<p>A queda de IDH foi registrada sobretudo em pa\u00edses que enfrentaram condi\u00e7\u00f5es adversas. Foi o caso, por exemplo, da S\u00edria. Para Andrea, o desempenho brasileiro \u00e9 reflexo da crise econ\u00f4mica que o Pa\u00eds j\u00e1 enfrentava em 2015, ano da coleta dos dados do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A pesquisadora observa, por exemplo, que entre 2014 e 2015 a pobreza no Brasil aumentou, rompendo um ciclo de queda identificado desde a d\u00e9cada anterior. Dados indicam que, em 2015, 3,63% da popula\u00e7\u00e3o vivia em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza, com uma renda mensal per capita de at\u00e9 R$ 70. Naquele mesmo ano, 9,96% da popula\u00e7\u00e3o era classificada como vulner\u00e1vel \u00e0 pobreza, com rendimento de at\u00e9 R$ 140 reais por m\u00eas.<\/p>\n<p>O desemprego, por sua vez, cresceu de forma expressiva neste mesmo per\u00edodo. Os mais afetados foram jovens. A taxa de desemprego entre 15 a 24 anos em 2015 era de 23,1%, bem acima dos 17% identificados em 2014. Em seguida, estavam as mulheres. O n\u00edvel de desemprego entre mulheres cresceu de 8,9% para 11,8% no bi\u00eanio 2014-2015, de acordo com dados da PNAD.<\/p>\n<p>Desenvolvido h\u00e1 26 anos, o IDH tem uma escala de 0 a 1. Quanto mais pr\u00f3xima de um, melhor a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. As notas s\u00e3o dadas a partir da avalia\u00e7\u00e3o de tr\u00eas quesitos: sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e rendimento.<\/p>\n<p>Entre 1990 e 2015, a m\u00e9dia de crescimento do IDH brasileiro foi de 0,85% ao ano. A an\u00e1lise dos dados mostra que o que levou o Pa\u00eds a quebrar essa trajet\u00f3ria foi o padr\u00e3o de vida. A renda nacional per capita foi de 14.145 P.P.P. (paridade de poder de compra, uma medida internacional usada para permitir compara\u00e7\u00e3o entre diferentes moedas). Em 2014, a renda havia sido 14.858. O relat\u00f3rio mostra que, em 2015, a renda per capita na Turquia, por exemplo era de 18.705. J\u00e1 o M\u00e9xico era de 16.383 e o Chile, de 21.665.<\/p>\n<p>Nos outros quesitos do IDH, o Pa\u00eds apresentou uma discreta melhora. A expectativa de vida (usada para medir o desenvolvimento na \u00e1rea de sa\u00fade) foi de 74,7 anos. Mais do que os 74,5 indicados em 2014. Na \u00e1rea de conhecimento, o Brasil obteve um pequeno avan\u00e7o na m\u00e9dia de anos de estudo. Passou de 7,7 em 2014 para 7,8 em 2015. Por outro lado, chama a aten\u00e7\u00e3o da estagna\u00e7\u00e3o de outra variante usada para avaliar o conhecimento, a expectativa de anos de estudo. Desde 2013, esse indicador n\u00e3o ultrapassa a marca dos 15,2 anos.<\/p>\n<p>O IDH brasileiro est\u00e1 um pouco acima da m\u00e9dia regional da Am\u00e9rica Latina e Caribe, que foi de 0,751 em 2015. Na compara\u00e7\u00e3o entre Brics, apenas a R\u00fassia traz um IDH superior ao do Brasil: 0,804. China, \u00c1frica do Sul e \u00cdndia aparecem no ranking em posi\u00e7\u00f5es abaixo do Pa\u00eds, com indicadores 0,738; 0,666 e 0,624, respectivamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edgia Formenti Carolina Paiva, Edi\u00e7\u00e3o H\u00e1 uma m\u00fasica &#8211; Granada &#8211; que fala de lindas mulheres, de sorriso, de vida, de sol&#8230; e de sangue. 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