{"id":133078,"date":"2017-03-25T07:42:06","date_gmt":"2017-03-25T10:42:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=133078"},"modified":"2017-03-25T07:42:39","modified_gmt":"2017-03-25T10:42:39","slug":"tracados-lineares-dao-pierre-charpin-premio-maioral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/tracados-lineares-dao-pierre-charpin-premio-maioral\/","title":{"rendered":"Tra\u00e7ados lineares d\u00e3o a Pierre Charpin pr\u00eamio de maioral"},"content":{"rendered":"<p><strong>Marcelo Lima<\/strong><\/p>\n<p>Muito antes de sequer ouvir falar dele, o designer franc\u00eas Pierre Charpin j\u00e1 vivenciava, na pr\u00e1tica, o conceito de design no limite da arte. N\u00e3o, por certo, movido por uma declarada inten\u00e7\u00e3o de conceber m\u00f3veis e objetos \u00fanicos. Propor formatos ex\u00f3ticos ou pe\u00e7as com pouca, ou nenhuma voca\u00e7\u00e3o funcional. Mas, fundamentalmente, como m\u00e9todo.<\/p>\n<p>&#8220;Para mim n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre trabalhar para uma ind\u00fastria ou para uma galeria&#8221;, declara ele, eleito Designer do Ano na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da feira francesa Maison &amp; Objet, que a cada semestre seleciona um grande nome da cena contempor\u00e2nea internacional. Em janeiro, profissionais voltados para o design de produtos. Em setembro, para o de interiores.<\/p>\n<p>Famoso pelo componente po\u00e9tico e pelo aspecto escultural de suas cria\u00e7\u00f5es &#8211; sejam elas cadeiras, mesas, poltronas ou simples pratos &#8211; nada parece escapar ao olhar investigativo de Charpin. \u00c0 sua necessidade permanente de vasculhar os materiais at\u00e9 que cada objeto ganhe corpo e forma.<\/p>\n<p>Filho de escultor e graduado pela Escola de Belas Artes de Bourges, cidade na regi\u00e3o central da Fran\u00e7a, Charpin come\u00e7ou a concentrar sua aten\u00e7\u00e3o em m\u00f3veis e objetos a partir da d\u00e9cada de 1990. Depois de trabalhar em Mil\u00e3o no est\u00fadio de George Sowden (um dos fundadores do grupo Memphis), entre 1993 e 1994, ele retorna a Paris at\u00e9 que, em 1998, lan\u00e7a seu primeiro best seller, a poltrona Slice, pela Brunati.<\/p>\n<p>Na mesma \u00e9poca, produz uma s\u00e9rie de objetos de vidro e, dois anos mais tarde, uma linha de cer\u00e2micas. Em 2011, retorna ao vidro, com uma garrafa desenhada para a Cristalleries Saint-Louis e, desde ent\u00e3o, nunca mais parou. Post Design, Zanotta, Montina, Venini e Alessi s\u00e3o algumas das empresas que j\u00e1 contam com cria\u00e7\u00f5es suas, mas novos convites n\u00e3o param de chegar.<\/p>\n<p>Explorador nato, ele \u00e9 tamb\u00e9m convidado ass\u00edduo para palestras em centros de pesquisas de materiais, muito embora a ele interesse, primordialmente, entender a articula\u00e7\u00e3o entre cada pe\u00e7a e seu ambiente. \u201cUm objeto n\u00e3o existe por si s\u00f3.Ele s\u00f3 faz sentido quando se torna parte da paisagem que habitamos\u201d, costuma ser uma de suas m\u00e1ximas mais frequentes.<\/p>\n<p>Em meio a frequentes temporadas de trabalho na It\u00e1lia, Charpin mant\u00e9m seu ateli\u00ea em Ivry-sur-Seine, onde materializa seu processo de cria\u00e7\u00e3o, em meio a uma profus\u00e3o de materiais. Ao contr\u00e1rio do que acontece em rela\u00e7\u00e3o a seu desenho. \u00c1rea na qual o designer se mostra muito mais comedido, preferindo, n\u00e3o raro, lan\u00e7ar m\u00e3o de um \u00fanico elemento: uma linha, uma superf\u00edcie em torno da qual ele investiga todas as possibilidades de cria\u00e7\u00e3o: altura, espessura, di\u00e2metro, cor, densidade, transpar\u00eancia, luminosidade.<\/p>\n<p>Como acontece em uma de suas \u00faltimas cria\u00e7\u00f5es, a lumin\u00e1ria PC Lamp desenvolvida em parceria com o brit\u00e2nico Sebastian Wrong e apresentada em janeiro durante a Maison &amp; Objet, em Paris. Um produto quase nost\u00e1lgico, aparentemente simples, mas que precisou de tr\u00eas anos para ser desenvolvido, devido \u00e0 sua complexa articula\u00e7\u00e3o e tecnologia praticamente invis\u00edvel, presentes em suas tr\u00eas vers\u00f5es: piso, mesa e teto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de presente em espa\u00e7o pr\u00f3prio &#8211; concedido pela Maison &amp; Objet aos profissionais agraciados com o t\u00edtulo de designer do ano &#8211; o tra\u00e7o vers\u00e1til de Charpin p\u00f4de ser conferido no espa\u00e7o da galeria francesa Kreo, onde ele apresentou uma nova cole\u00e7\u00e3o de objetos, no da Manufacture Nationale de S\u00e8vres, para a qual desenhou uma linha de vasos, al\u00e9m no da fabricante de m\u00f3veis francesa Ligne Roset, onde compareceu com uma s\u00e9rie de pufes.<\/p>\n<p>\u201cCom uma vitalidade \u00fanica, Pierre Charpin mant\u00e9m sua aten\u00e7\u00e3o voltada para artes pl\u00e1sticas ao mesmo tempo que registra seu estilo \u00fanico em cada pe\u00e7a de design que cria. Uma simplicidade formal suavizada por linhas arredondadas e escolhas crom\u00e1ticas bastante precisa. Sempre essenciais e elegantes, suas cria\u00e7\u00f5es instantaneamente provocam uma rea\u00e7\u00e3o emocional e isso n\u00e3o \u00e9 pouca coisa\u201d, conforme sintetizou a curadora Elizabeth Leriche, do conselho consultivo da Maison francesa, ao definir a indica\u00e7\u00e3o do designer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcelo Lima Muito antes de sequer ouvir falar dele, o designer franc\u00eas Pierre Charpin j\u00e1 vivenciava, na pr\u00e1tica, o conceito de design no limite da arte. N\u00e3o, por certo, movido por uma declarada inten\u00e7\u00e3o de conceber m\u00f3veis e objetos \u00fanicos. Propor formatos ex\u00f3ticos ou pe\u00e7as com pouca, ou nenhuma voca\u00e7\u00e3o funcional. Mas, fundamentalmente, como m\u00e9todo. 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