{"id":134252,"date":"2017-04-04T22:47:28","date_gmt":"2017-04-05T01:47:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=134252"},"modified":"2017-04-04T22:47:28","modified_gmt":"2017-04-05T01:47:28","slug":"deserto-de-70o-tem-agua-e-abriga-bicho-menos-plantas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/deserto-de-70o-tem-agua-e-abriga-bicho-menos-plantas\/","title":{"rendered":"Deserto de 70\u00ba tem \u00e1gua e abriga bicho, menos plantas"},"content":{"rendered":"<p>Uma expedi\u00e7\u00e3o de cientistas foi ao lugar mais quente do planeta, o deserto de Lut, no Ir\u00e3, investigar como \u00e9 poss\u00edvel existir vida animal ali, mas n\u00e3o vegeta\u00e7\u00e3o. Na \u00e1rea, declarada Patrim\u00f4nio da Humanidade pela Unesco, as temperaturas chegam a at\u00e9 70\u00b0C.<\/p>\n<p>Em persa, a regi\u00e3o \u00e9 chamada Dasht-e-Loot, o que significa algo como &#8220;deserto do vazio&#8221;. Mas apesar desse nome, foram descobertos ali \u00e1gua, insetos, r\u00e9pteis e raposas do deserto.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 esp\u00e9cies de animais que n\u00e3o s\u00e3o encontradas em nenhum outro lugar do planeta&#8221;, explica \u00e0 BBC Amir AghaKouchak, professor de Hidrologia da Universidade da Calif\u00f3rnia em Irvine e um dos cientistas a participar da expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, curiosamente n\u00e3o h\u00e1 registro de vegeta\u00e7\u00e3o em nenhum ponto dos 52 mil quil\u00f4metros quadrados de deserto, localizado no sudeste do pa\u00eds, pr\u00f3ximo \u00e0s fronteiras do Paquist\u00e3o e Afeganist\u00e3o. E o que cientistas querem entender \u00e9 exatamente como existe uma cadeia alimentar numa regi\u00e3o t\u00e3o \u00e1rida e sem plantas.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa maior pergunta \u00e9 como um ambiente t\u00e3o in\u00f3spito pode manter vida, especialmente se n\u00e3o h\u00e1 vida vegetal. Como as raposas do deserto podem sobreviver nesse ambiente t\u00e3o hostil? E de onde vem a \u00e1gua&#8221;, explica o professor sobre a expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>P\u00e1ssaros como alimento<\/strong> &#8211; AghaKouchak viajou ao cora\u00e7\u00e3o do deserto de Lut com um grupo de pesquisadores de diferentes \u00e1reas que trabalham nos Estados Unidos, Ir\u00e3 e pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>Uma das hip\u00f3teses dos cientistas \u00e9 que p\u00e1ssaros que morrem na \u00e1rea s\u00e3o parte importante da cadeia alimentar.<\/p>\n<p>&#8220;Frequentemente avistamos p\u00e1ssaros mortos no deserto. A maioria s\u00e3o aves migrat\u00f3rias que provavelmente se perderam durante seu trajeto e terminaram chegando a Lut.&#8221;<br \/>\nPara comprovar ou descartar a teoria, os pesquisadores coletaram amostras das aves mortas durante a expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>70\u00b0C? <\/strong>&#8211; Imagens de sat\u00e9lite mostraram o recorde de 70,7\u00baC em 2005. Temperatura que, segundo o pesquisador, n\u00e3o foi um caso isolado &#8211; outras observa\u00e7\u00f5es registraram n\u00fameros semelhantes.<\/p>\n<p>AghaKouchak explica ainda que a geografia da regi\u00e3o \u00e9 o que provoca temperaturas t\u00e3o altas &#8211; algumas \u00e1reas s\u00e3o compostas de rochas vulc\u00e2nicas, que absorvem calor, e outras, de dunas e vento forte.<\/p>\n<p>&#8220;A combina\u00e7\u00e3o dessas circunst\u00e2ncias, de superf\u00edcie muito quente e muito vento, \u00e9 o que provoca o calor extremo. \u00c9 como ter um secador de cabelo funcionando o tempo todo&#8221;, compara o cientista.<\/p>\n<p>Apesar de a regi\u00e3o parecer pouco atraente, o pesquisador a descreve como um deserto de &#8220;dunas elegantes&#8221; que ganham &#8220;padr\u00f5es incr\u00edveis&#8221; criados pelo vento. E que \u00e9 repleto de &#8220;kaluts&#8221;, forma\u00e7\u00f5es de rocha criadas pela eros\u00e3o do vento.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Mar escondido&#8217;<\/strong> &#8211; Imagens de sat\u00e9lite tamb\u00e9m mostraram padr\u00f5es de umidade no terreno.<\/p>\n<p>Inicialmente, os pesquisadores n\u00e3o acreditaram nas informa\u00e7\u00f5es transmitidas &#8211; pensaram que as rochas da regi\u00e3o estavam enviando sinais distorcidos.<\/p>\n<p>&#8220;Mas quando chegamos ao lugar onde as imagens mostravam umidade, nossos ve\u00edculos ficaram presos em v\u00e1rios cent\u00edmetros de lodo&#8221;, contou o pesquisador.<\/p>\n<p>&#8220;Essa foi a confirma\u00e7\u00e3o de que existia de fato \u00e1gua ali. E n\u00e3o se trata de um lugar pequeno. Acreditamos que se trata de uma \u00e1rea grande, a qual decidimos chamar de &#8216;o mar escondido de Lut&#8217;. Porque a \u00e1gua \u00e9 salgada&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>O pesquisador sugere que a umidade surge das distantes montanhas que rodeiam a zona plana &#8211; as \u00e1guas das ocasionais chuvas da primavera e do in\u00edcio do outono seriam drenadas at\u00e9 ali.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma expedi\u00e7\u00e3o de cientistas foi ao lugar mais quente do planeta, o deserto de Lut, no Ir\u00e3, investigar como \u00e9 poss\u00edvel existir vida animal ali, mas n\u00e3o vegeta\u00e7\u00e3o. Na \u00e1rea, declarada Patrim\u00f4nio da Humanidade pela Unesco, as temperaturas chegam a at\u00e9 70\u00b0C. 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