{"id":134546,"date":"2017-04-07T08:31:57","date_gmt":"2017-04-07T11:31:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=134546"},"modified":"2017-04-07T10:36:13","modified_gmt":"2017-04-07T13:36:13","slug":"saxofone-epico-como-o-proprio-nome-album-diz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/saxofone-epico-como-o-proprio-nome-album-diz\/","title":{"rendered":"Saxofone \u00e9pico, como o pr\u00f3prio nome do \u00e1lbum diz"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pedro Antunes<\/strong><\/p>\n<p>Kamasi Washington n\u00e3o tinha tempo livre &#8211; entre turn\u00eas, tentava criar as composi\u00e7\u00f5es que iriam para seu primeiro disco solo. The Epic, como ele foi chamado, come\u00e7ou a ser gravado em 2011 e s\u00f3 finalizado em dezembro de 2014. Chegou \u00e0s lojas no ano seguinte.<\/p>\n<p>Com quase tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o, o trabalho era o sonho do saxofonista de produzir a pr\u00f3pria m\u00fasica e deixar o posto de m\u00fasico acompanhante para tr\u00e1s. &#8220;Eu queria que esse disco fosse o reflexo de quem eu sou. Ontem, hoje e amanh\u00e3&#8221;, explica o m\u00fasico. O \u00e1lbum, mesmo com sua extensa dura\u00e7\u00e3o, foi elevado a grande lan\u00e7amento de jazz do ano.<\/p>\n<p>E colocou os holofotes no grupo de jovens jazzistas que t\u00eam incendiado a Costa Oeste dos Estados Unidos. Sob o nome de West Coast Get Down, o coletivo de 20 m\u00fasicos se apresenta desde o in\u00edcio da d\u00e9cada em casas especializadas em jazz pelas cidades da Calif\u00f3rnia. S\u00e3o, grande parte deles, amigos de inf\u00e2ncia que estudaram e cresceram como m\u00fasicos juntos. Foi a eles que Kamasi recorreu quando deu in\u00edcio aos trabalhos de The Epic, seis anos atr\u00e1s. &#8220;Alguns deles eu conhe\u00e7o desde que tinha 3 anos. E sempre sonhamos em fazer a nossa m\u00fasica. Us\u00e1-la para unir as pessoas e espalhar a nossa cultura&#8221;, conta. Para isso, ensaiavam e praticavam seus instrumentos por at\u00e9 oito horas diariamente.<\/p>\n<p>Antes de come\u00e7ar a gravar The Epic, Kamasi via que o sonho dele e dos amigos estava distante &#8211; conhe\u00e7a alguns discos dos integrantes da West Coast Get Down no quadro ao lado. &#8220;Est\u00e1vamos gravando e tocando com outros m\u00fasicos, mas n\u00e3o faz\u00edamos nada para n\u00f3s mesmos.&#8221; Para o disco, Kamasi convocou todos, mas a dificuldade para reunir os m\u00fasicos tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel pelo longo per\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o do disco de estreia do saxofonista.<\/p>\n<p>E The Epic \u00e9 uma jornada pela vida de Kamasi Washington dividido em tr\u00eas partes, The Plan, The Glorious Tale e The Historic Repetition (em tradu\u00e7\u00e3o livre, seriam &#8220;O Plano&#8221;, &#8220;A Hist\u00f3ria Gloriosa&#8221; e &#8220;A Repeti\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica&#8221;). E o restante dos amigos m\u00fasicos da Calif\u00f3rnia \u00e9 parte importante dessa narrativa. Em The Plan, as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o cheias de esperan\u00e7a. Vibram, justifica o saxofonista, porque representam a juventude dele e dos artistas amigos. &#8220;\u00c9 o momento que sonh\u00e1vamos com o nosso futuro.&#8221;<\/p>\n<p>A segunda parte d\u00e1 conta dos anos depois dos estudos, quando Kamasi e companhia foram jogados para o mundo e rodaram em turn\u00eas e shows pelo globo com outros artistas. Aqui, as faixas t\u00eam uma intensidade latejante, como se fosse poss\u00edvel ver o suor escorrer da testa nas noites de shows seguidos. Por fim, o terceiro ato de The Epic chega ao presente com a liberdade de apresentar esse novo jazz, progressivo e fusion, para o mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Antunes Kamasi Washington n\u00e3o tinha tempo livre &#8211; entre turn\u00eas, tentava criar as composi\u00e7\u00f5es que iriam para seu primeiro disco solo. The Epic, como ele foi chamado, come\u00e7ou a ser gravado em 2011 e s\u00f3 finalizado em dezembro de 2014. Chegou \u00e0s lojas no ano seguinte. 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