{"id":135955,"date":"2017-04-22T09:10:18","date_gmt":"2017-04-22T12:10:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=135955"},"modified":"2017-04-24T08:09:42","modified_gmt":"2017-04-24T11:09:42","slug":"gilmar-tenta-barrar-no-supremo-reajuste-de-servidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/gilmar-tenta-barrar-no-supremo-reajuste-de-servidores\/","title":{"rendered":"Gilmar tenta barrar no Supremo reajuste para os servidores"},"content":{"rendered":"<p><strong>Rafael Moraes Moura<\/strong><\/p>\n<p>Preocupado com o estado das contas p\u00fablicas, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta para barrar uma nova onda de reajustes a servidores p\u00fablicos federais fundamentados no princ\u00edpio de isonomia a partir de uma legisla\u00e7\u00e3o de 2003.<\/p>\n<p>Naquele ano, o ent\u00e3o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) sancionou a lei 10.698, que fixava aumento de R$ 59,87 para os funcion\u00e1rios p\u00fablicos civis da administra\u00e7\u00e3o federal direta, aut\u00e1rquica e fundacional. Fez-se ent\u00e3o uma interpreta\u00e7\u00e3o &#8220;generosa&#8221; da lei, entendendo que a fixa\u00e7\u00e3o de valor \u00fanico para todas as categorias resultou em porcentuais diferentes de aumento conforme os vencimentos de cada uma.<\/p>\n<p>V\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os do Judici\u00e1rio, como o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), Superior Tribunal Militar (STM) e Tribunal Superior do Trabalho (TST), decidiram aplicar o reajuste para seus pr\u00f3prios servidores, gerando efeito cascata. Fixaram como crit\u00e9rio de reajuste o porcentual de 13,23%, tendo como refer\u00eancia os servidores de menor remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Essa foi uma interpreta\u00e7\u00e3o que comprometia as finan\u00e7as p\u00fablicas, porque, ao consagrar os membros do Judici\u00e1rio com uma gratifica\u00e7\u00e3o retroativa, acabava por estender a todos os servidores a mesma gratifica\u00e7\u00e3o. \u00c9 inequ\u00edvoco que se trata de mais um artif\u00edcio, valendo-se da chamada autonomia administrativa e financeira&#8221;, comentou Gilmar Mendes ao Estado.<\/p>\n<p>Em maio de 2016, por unanimidade, a 2\u00aa Turma do STF barrou o reajuste de 13,23% a servidores da Justi\u00e7a do Trabalho &#8211; na \u00e9poca, falou-se que o impacto poderia chegar a R$ 42 bilh\u00f5es, caso o reajuste fosse estendido a todas as folhas de vencimentos dos servidores.<\/p>\n<p><b>Corporativismo\u00a0&#8211;\u00a0<\/b>Mesmo assim, a press\u00e3o corporativista continua e h\u00e1 casos de decis\u00f5es favor\u00e1veis ao reajuste em inst\u00e2ncias inferiores, provocando inseguran\u00e7a jur\u00eddica e levando \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o de processos.<\/p>\n<p>&#8220;Agora continuam a pipocar casos em que querem manter os benef\u00edcios que j\u00e1 foram concedidos, por isso, achei por bem, diante dos precedentes, propor a s\u00famula vinculante&#8221;, disse Gilmar. A s\u00famula vinculante \u00e9 um verbete editado pelo pr\u00f3prio STF, que tem efeito em rela\u00e7\u00e3o aos demais \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio e \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.<\/p>\n<p>A proposta de Gilmar \u00e9 a seguinte: &#8220;\u00c9 inconstitucional a concess\u00e3o, por decis\u00e3o administrativa ou judicial, do chamado \u2018reajuste de 13,23%\u2019 aos servidores p\u00fablicos federais, ante a falta de fundamento legal&#8221;. Ainda n\u00e3o foi marcado o julgamento da proposta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rafael Moraes Moura Preocupado com o estado das contas p\u00fablicas, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta para barrar uma nova onda de reajustes a servidores p\u00fablicos federais fundamentados no princ\u00edpio de isonomia a partir de uma legisla\u00e7\u00e3o de 2003. Naquele ano, o ent\u00e3o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":131371,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-135955","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135955","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135955"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135955\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":136196,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135955\/revisions\/136196"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135955"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135955"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}