{"id":136496,"date":"2017-04-26T23:21:15","date_gmt":"2017-04-27T02:21:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=136496"},"modified":"2017-04-27T09:51:20","modified_gmt":"2017-04-27T12:51:20","slug":"reforma-trabalhista-passa-na-vespera-da-greve-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/reforma-trabalhista-passa-na-vespera-da-greve-geral\/","title":{"rendered":"Reforma trabalhista passa na v\u00e9spera da greve geral"},"content":{"rendered":"<p><strong>Marta Nobre, Edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Depois de muitos protestos da oposi\u00e7\u00e3o, o plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta (26), por 296 votos a favor e 177 votos contra, o Projeto de Lei que trata da reforma trabalhista, mudando mais de 100 pontos da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT). A contribui\u00e7\u00e3o sindical deixou de ser obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Entre as altera\u00e7\u00f5es, a medida estabelece que nas negocia\u00e7\u00f5es trabalhistas poder\u00e1 prevalecer o acordado sobre o legislado e o sindicato n\u00e3o mais precisar\u00e1 auxiliar o trabalhador na rescis\u00e3o trabalhista. Al\u00e9m disso, a terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra ganha for\u00e7a.<\/p>\n<p>A vota\u00e7\u00e3o se deu exatas 48 horas da anunciada greve geral de sexta, 28 &#8211; convocada justamente para combater a reforma. Para a oposi\u00e7\u00e3o e sindicalistas, a CLT foi mutilada, morta e enterrada. PT, PDT, PSOL, PCdoB e Rede se posicionaram contra o projeto. O PSB, SD e PMB tamb\u00e9m orientaram suas bancadas a votar contra. O PHS liberou a bancada. Os demais partidos da base governista votaram a favor.<\/p>\n<p><strong>Clima tenso<\/strong> &#8211; Em diferentes momentos a oposi\u00e7\u00e3o protestou com cartazes com imagens de carteiras de trabalho rasgadas, cruzes e caix\u00f5es contra o projeto, que, segundo a oposi\u00e7\u00e3o, vai retirar direitos trabalhistas. Vestido de oper\u00e1rio, o deputado Assis Melo (PCdoB-RS) entrou no plen\u00e1rio com um macac\u00e3o branco e uma m\u00e1scara de soldador e criticou a vota\u00e7\u00e3o da reforma.<\/p>\n<p>Irritado, o presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o deputado n\u00e3o poderia permanecer no plen\u00e1rio com o traje. &#8220;S\u00f3 vai falar em plen\u00e1rio quem estiver vestido nos costumes da Casa. S\u00f3 vai falar quem estiver de terno e bem-vestido&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Para o deputado Ivan Valente (PSOL-RJ), a medida, na pr\u00e1tica, revoga a CLT. \u201cA\u00ed voc\u00ea pode revogar toda a CLT e todas as leis de prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores no momento da maior crise de todos os tempos, quando os trabalhadores est\u00e3o vulner\u00e1veis e n\u00e3o est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de negociar\u201d, disse.<\/p>\n<p>O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) tamb\u00e9m criticou o argumento usado pela base governista de que a CLT engessa a contrata\u00e7\u00e3o de empregados e que as altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o ajudar\u00e3o na gera\u00e7\u00e3o de empregos.<\/p>\n<p>\u201cSe fosse verdade que as leis trabalhistas causam desemprego, h\u00e1 quatro anos o Brasil n\u00e3o teria atingido o pleno emprego com essas mesmas leis. Portanto o projeto da reforma parte de uma mentira: que s\u00e3o as leis trabalhistas que geram desemprego\u201d, disse Molon em refer\u00eancia a taxa de desemprego de 4,8% em 2014.<\/p>\n<p>Segundo o deputado, a crise econ\u00f4mica \u00e9 que agravou o desemprego no pa\u00eds. \u201cO que gera desemprego \u00e9 crise econ\u00f4mica, \u00e9 ela quem gera demiss\u00e3o e ela n\u00e3o se resolve mudando as leis trabalhistas. O que essa reforma vai promover \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Nova realidade<\/strong> &#8211; Pelo lado do governo, o presidente Michel Temer exonerou quatro ministros para reassumirem as vagas de deputado federal e refor\u00e7arem a base governista na vota\u00e7\u00e3o do projeto. Os ministros s\u00e3o Bruno Cavalcanti de Ara\u00fajo, do Minist\u00e9rio das Cidades; Jos\u00e9 Mendon\u00e7a Filho; do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o; Fernando Bezerra Filho, de Minas e Energia, e Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho.<\/p>\n<p>Ao defender a necessidade da reforma trabalhista, o deputado Darc\u00edsio Perondi (PMDB-RS) argumentou que ela sozinha n\u00e3o \u00e9 o principal instrumento para enfrentar o desemprego, mas \u00e9 um passo importante. \u201cEssa reforma moderniza nossas rela\u00e7\u00f5es de trabalho e acaba com a rela\u00e7\u00e3o engessada da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho [CLT] entre o patr\u00e3o e o empregado\u201d, disse.<\/p>\n<p>Perondi tamb\u00e9m rebateu cr\u00edticas baseadas na perda de direitos dos trabalhadores. Para ele, a tese de que a reforma fere direitos adquiridos \u00e9 um mito. Ele citou trechos da Constitui\u00e7\u00e3o que tratam de direitos dos trabalhadores urbanos e rurais para refor\u00e7ar que conquistas como hora extra remunerada, Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) e 13\u00ba continuar\u00e3o asseguradas.<\/p>\n<p>O relator do projeto, Rog\u00e9rio Marinho acatou de forma parcial tr\u00eas das 32 emendas no plen\u00e1rio. Durante a leitura do relat\u00f3rio, Marinho disse que o projeto n\u00e3o retira direitos e que a resist\u00eancia \u00e0s altera\u00e7\u00f5es \u00e9 &#8220;conservadorismo&#8221;. &#8220;O substitutivo n\u00e3o est\u00e1 focado na supress\u00e3o de direitos&#8221;, respondeu, dizendo que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 adaptar a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho \u00e0 &#8220;realidade&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marta Nobre, Edi\u00e7\u00e3o Depois de muitos protestos da oposi\u00e7\u00e3o, o plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta (26), por 296 votos a favor e 177 votos contra, o Projeto de Lei que trata da reforma trabalhista, mudando mais de 100 pontos da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT). 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