{"id":136975,"date":"2017-05-02T07:17:52","date_gmt":"2017-05-02T10:17:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=136975"},"modified":"2017-05-02T07:19:28","modified_gmt":"2017-05-02T10:19:28","slug":"morte-suspeita-de-joao-paulo-continua-sob-suspeita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/morte-suspeita-de-joao-paulo-continua-sob-suspeita\/","title":{"rendered":"Morte suspeita de Jo\u00e3o Paulo I vai seguindo suspeita"},"content":{"rendered":"<p><strong>Jos\u00e9 Escarlate<\/strong><\/p>\n<p>Pol\u00eamico e arrogante ao extremo, Paul Marcinkus, que chefiava a seguran\u00e7a do Papa Jo\u00e3o Paulo II, era americano de Illinois. Filho de um imigrante lituano, limpador de janelas, ele foi ordenado sacerdote em 1947, em Chicago, sendo licenciado em Direito Can\u00f4nico pela Universidade Gregoriana. No Vaticano, conheceu e tornou-se amigo do Cardeal Montini, futuro Papa Paulo VI, indo servir na Nunciatura Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p>Int\u00e9rprete do Papa Jo\u00e3o XXIII, Paul Marcinkus foi guarda-costas do Papa Paulo VI e depois nomeado secret\u00e1rio da C\u00faria Romana. Levava uma vida agitada no Vaticano e em Roma, at\u00e9 que em 1979 foi v\u00edtima de uma tentativa de sequestro pelas Brigadas Vermelhas. Marcinkus chefiava o Banco do Vaticano quando houve a fal\u00eancia fraudulenta do Banco Ambrosiano, em 1982, no qual tinha la\u00e7os pr\u00f3ximos. Sempre negou qualquer irregularidade. Procurado para interrogat\u00f3rio, foi-lhe concedida imunidade como empregado do Vaticano.<\/p>\n<p>O NYT o descreveu como sendo uma pessoa sem cerim\u00f4nia e abrupta. At\u00e9 que chegou ao alto escal\u00e3o do Vaticano como pr\u00f3-presidente da Pontif\u00edcia Comiss\u00e3o para o Estado da Cidade do Vaticano, ocupando o terceiro lugar atr\u00e1s do Papa e do secret\u00e1rio de Estado.<\/p>\n<p>O jornalista brit\u00e2nico David Yallop, em seu livro \u201cEm nome de Deus\u201d, especula que Marcinkus tenha desempenhado, com o ent\u00e3o secret\u00e1rio de Estado, Cardeal Villot e com Roberto Calvi, dirigente do Banco Ambrosiano, a\u00e7\u00f5es que resultaram na morte do Papa Jo\u00e3o Paulo I, ap\u00f3s um pontificado de apenas 33 dias. Na ocasi\u00e3o havia uma forte oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 forma como eram conduzidas as finan\u00e7as do Vaticano. H\u00e1 uma tese de que a morte do Papa Jo\u00e3o Paulo I, na noite de 28 de Setembro de 1978 foi causada por envenenamento.<\/p>\n<p>Esta teoria foi corroborada pelas declara\u00e7\u00f5es de Vincenzo Calcara poucos dias depois da tentativa de assassinato do Papa Jo\u00e3o Paulo II. Calcara revelou que Jo\u00e3o Paulo II iria seguir a mesma pol\u00edtica que Jo\u00e3o Paulo I, que queria &#8220;quebrar o equil\u00edbrio dentro do Vaticano&#8221;, redistribuindo a propriedade do banco do Vaticano, mudando os l\u00edderes de IOR, Marcinkus e Villot. A tese de Yallop \u00e9 refutada pelo historiador John Cornwell que, ap\u00f3s o inqu\u00e9rito, concluiu que Jo\u00e3o Paulo I morreu esmagado pela magnitude de uma tarefa que ele n\u00e3o estava preparado. O pensamento era de que ele teria sido assassinado.<\/p>\n<p>Ainda como agravantes o fato de que, no dia anterior, o Papa Jo\u00e3o Paulo I submeteu-se a exame de rotina, sendo constatado estar saud\u00e1vel. Curiosamente, seu corpo n\u00e3o foi autopsiado e nem a causa da sua morte determinada. Paul Marcinkus foi encontrado morto em sua casa, aos 84 anos de idade, em 20 de fevereiro de 2006, em Sun City, no Arizona.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-83053\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/PV.png\" alt=\"\" width=\"122\" height=\"26\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Escarlate Pol\u00eamico e arrogante ao extremo, Paul Marcinkus, que chefiava a seguran\u00e7a do Papa Jo\u00e3o Paulo II, era americano de Illinois. Filho de um imigrante lituano, limpador de janelas, ele foi ordenado sacerdote em 1947, em Chicago, sendo licenciado em Direito Can\u00f4nico pela Universidade Gregoriana. 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