{"id":139190,"date":"2017-05-20T11:33:12","date_gmt":"2017-05-20T14:33:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=139190"},"modified":"2017-05-21T10:48:32","modified_gmt":"2017-05-21T13:48:32","slug":"brasileiro-bebe-tanto-que-ultrapassa-media-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasileiro-bebe-tanto-que-ultrapassa-media-mundial\/","title":{"rendered":"Brasileiro bebe tanto que ultrapassa a m\u00e9dia mundial"},"content":{"rendered":"<p><strong>Jamil Chade, Isabela Palhares e Jos\u00e9 Maria Tomazela<\/strong><\/p>\n<p>O consumo de \u00e1lcool per capita no Brasil aumentou 43,5% em dez anos e agora supera a m\u00e9dia internacional. Em 2006, cada brasileiro a partir de 15 anos bebia o equivalente a 6,2 litros de \u00e1lcool puro por ano. No ano passado, a taxa chegou a 8,9. Com isso, o Pa\u00eds figura na 49.\u00aa posi\u00e7\u00e3o do ranking entre os 193 avaliados. Os dados foram divulgados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, o pa\u00eds com o maior \u00edndice per capita de consumo de \u00e1lcool \u00e9 a Litu\u00e2nia, onde os habitantes bebem o equivalente a 18,2 litros de \u00e1lcool puro (medida que leva em conta o porcentual de \u00e1lcool na bebida) por ano. A Bielorr\u00fassia aparece na sequ\u00eancia, com 16,4 litros por ano, seguida pela Mold\u00e1via (15,9) e R\u00fassia (13,9). Dos dez pa\u00edses que ocupam as primeiras coloca\u00e7\u00f5es, nove est\u00e3o no Leste Europeu.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia mundial \u00e9 de 6,4 litros por ano. Na \u00c1frica, o consumo \u00e9, em m\u00e9dia, de 6 litros por ano. Nas Am\u00e9ricas, a taxa \u00e9 de 8,2 e na Europa, de 10,3, puxada pelos pa\u00edses do leste.<\/p>\n<p>A OMS n\u00e3o v\u00ea o consumo do \u00e1lcool em si como um problema, mas considera que o uso excessivo e a falta de controle em certas situa\u00e7\u00f5es podem se transformar em amea\u00e7a. Um total de 3,3 milh\u00f5es de pessoas morrem todos os anos pelas consequ\u00eancias da bebida &#8211; 5,9% de todas as mortes no mundo. No grupo das pessoas entre 20 e 39 anos, 25% das mortes t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o direta com o \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Levantamento da OMS tamb\u00e9m constatou que o \u00e1lcool pode causar mais de 200 doen\u00e7as, incluindo mentais.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidade<\/strong><\/p>\n<p>Para a OMS, &#8220;governos t\u00eam a responsabilidade de formular, implementar, monitorar e avaliar pol\u00edticas p\u00fablicas para reduzir o uso excessivo do \u00e1lcool&#8221;. Entre as medidas, a entidade sugere regular o marketing de bebidas, o acesso \u00e0 compra e elevar impostos.<\/p>\n<p>Clarice Madruga, psic\u00f3loga da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) e coordenadora do Levantamento Nacional de \u00c1lcool e Drogas (Lenad), concorda. Segundo ela, o principal motivo para o aumento do consumo de \u00e1lcool no Pa\u00eds \u00e9 a falta de uma pol\u00edtica de preven\u00e7\u00e3o universal. &#8220;O Brasil n\u00e3o adota as pol\u00edticas eficazes que fizeram outros pa\u00edses reduzirem o consumo.&#8221;<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga ressalta que, no Brasil, diferentemente da maioria dos pa\u00edses, n\u00e3o h\u00e1 uma licen\u00e7a espec\u00edfica para a venda de \u00e1lcool &#8220;Todo lugar com alvar\u00e1 &#8211; padaria, loja de conveni\u00eancia, posto de gasolina &#8211; pode vender bebida. Isso sem falar na venda informal e para menores.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Clarice, entre as mulheres houve o maior aumento de consumo nos \u00faltimos anos. Com a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, o ac\u00famulo de pap\u00e9is sociais e a eleva\u00e7\u00e3o do estresse, elas est\u00e3o mais expostas ao \u00e1lcool e, pior, t\u00eam mais propens\u00e3o \u00e0 depend\u00eancia. &#8220;Por causa dos horm\u00f4nios, o efeito do \u00e1lcool e de outras drogas \u00e9 muito mais prazeroso para a mulher.&#8221; Clarice ressalta que o alto consumo de \u00e1lcool traz mais preju\u00edzos para a sociedade do que para o indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>O publicit\u00e1rio D\u00e9cio Perez, de 58 anos, viu a vida ser destru\u00edda por causa do \u00e1lcool, mas reagiu. &#8220;\u00c9 uma coisa lenta e progressiva. Voc\u00ea acha que est\u00e1 no controle, mas \u00e9 engano. Voc\u00ea perde a fam\u00edlia, amigos, o emprego.&#8221;<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade diz j\u00e1 adotar uma pol\u00edtica que enfoca no &#8220;fortalecimento de fatores de prote\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de fatores de risco e vulnerabilidades que possam levar ao uso prejudicial de \u00e1lcool e outras drogas&#8221;. &#8220;Entre 2013 e 2016, as a\u00e7\u00f5es dos programas alcan\u00e7aram mais de 10 mil crian\u00e7as, 47 mil adolescentes e mil fam\u00edlias.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jamil Chade, Isabela Palhares e Jos\u00e9 Maria Tomazela O consumo de \u00e1lcool per capita no Brasil aumentou 43,5% em dez anos e agora supera a m\u00e9dia internacional. Em 2006, cada brasileiro a partir de 15 anos bebia o equivalente a 6,2 litros de \u00e1lcool puro por ano. No ano passado, a taxa chegou a 8,9. 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