{"id":139221,"date":"2017-05-21T10:55:35","date_gmt":"2017-05-21T13:55:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=139221"},"modified":"2017-05-21T11:57:35","modified_gmt":"2017-05-21T14:57:35","slug":"google-corre-atras-do-seu-proprio-tendao-de-aquiles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/google-corre-atras-do-seu-proprio-tendao-de-aquiles\/","title":{"rendered":"Google corre atr\u00e1s do seu pr\u00f3prio tend\u00e3o de Aquiles"},"content":{"rendered":"<p><strong>Matheus Mans e Claudia Tozetto<\/strong><\/p>\n<p>Pouco a pouco, o Google entranhou-se em todos os aspectos da vida digital: seus servi\u00e7os gerenciam e-mails, tra\u00e7am rotas de carro, traduzem informa\u00e7\u00f5es, respondem qualquer d\u00favida. No entanto, para que esses servi\u00e7os estejam na palma da m\u00e3o das pessoas, o Google sempre dependeu de terceiros: os fabricantes de hardware.<\/p>\n<p>\u00c9 por meio dos smartphones, tablets e computadores de outras marcas que os consumidores t\u00eam acesso \u00e0 mir\u00edade de servi\u00e7os do Google. Mas isso est\u00e1 mudando &#8211; e de forma acelerada. A empresa tem investido alto para desenvolver uma linha de hardware pr\u00f3pria, que inclui de roteadores a caixas de som inteligentes.<\/p>\n<p>Atualmente, a linha tem quatro principais produtos (ver arte ao lado), que incluem os smartphones Pixel, o dispositivo para conectar TVs \u00e0 internet Chromecast e a caixa de som inteligente Google Home. Eles ainda s\u00e3o pouco representativos para a empresa, em termos de receita.<\/p>\n<p>O Google n\u00e3o divulga separadamente os resultados, mas, com os servi\u00e7os de nuvem, os dispositivos renderam US$ 3 bilh\u00f5es no primeiro trimestre deste ano. Isso \u00e9 apenas uma fra\u00e7\u00e3o do faturamento da empresa com publicidade, que gerou US$ 21,4 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>&#8220;O Google est\u00e1 fazendo um bom trabalho em diversificar suas receitas&#8221;, afirma o analista de mercado James Wang, da ARK Investment Management. &#8220;Eles est\u00e3o tentando criar novos produtos para n\u00e3o depender apenas da publicidade.&#8221;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que o Google investe em hardware. O gigante das buscas come\u00e7ou a olhar para a \u00e1rea em 2010, quando lan\u00e7ou em parceria com a HTC seu primeiro smartphone, o Nexus One. Naquela \u00e9poca, o Google queria inspirar os fabricantes de hardware a criarem novos dispositivos com Android. Nos anos seguintes, o Google lan\u00e7ou oito gera\u00e7\u00f5es de celulares Nexus, al\u00e9m de tablets e centrais multim\u00eddia.<\/p>\n<p>O Google tamb\u00e9m arriscou em outras categorias, como vest\u00edveis, ao surpreender o mercado com o Google Glass, em 2012. Mas foi s\u00f3 em 2013 que a companhia emplacou seu primeiro sucesso nesse mercado, o Chromecast. O pequeno aparelho, esp\u00e9cie de pen drive e com pre\u00e7o de US$ 35, permitia transformar qualquer TV com entrada HDMI em uma TV conectada. Em tr\u00eas anos, mais de 34 milh\u00f5es de unidades do Chromecast foram vendidas.<\/p>\n<p>&#8220;O Chromecast teve sucesso, porque as pessoas n\u00e3o precisavam aprender nada novo para usar&#8221;, diz o brasileiro Mario Queiroz, vice-presidente de produtos de hardware do Google e um dos principais engenheiros por tr\u00e1s do produto (ler entrevista ao lado).<\/p>\n<p>At\u00e9 o ano passado, esses esfor\u00e7os do Google em hardware ocorriam de forma descentralizada. No ano passado, a empresa decidiu criar uma divis\u00e3o de hardware. A \u00e1rea \u00e9 liderada por Rick Osterloh, que foi presidente executivo da Motorola, na \u00e9poca em que a empresa era do Google &#8211; em janeiro de 2014, o buscador vendeu a fabricante para a chinesa Lenovo.<\/p>\n<p><b>Simbiose &#8211;\u00a0<\/b>Mais do que competir com outras fabricantes no mercado de hardware, o Google tenta se diferenciar pela integra\u00e7\u00e3o quase que simbi\u00f3tica entre hardware e software. &#8220;O Google quer oferecer uma experi\u00eancia completa ao usu\u00e1rio&#8221;, afirma uma fonte de mercado que n\u00e3o quis se identificar. &#8220;\u00c9 preciso entregar o produto pronto para o usu\u00e1rio, com toda a parte de hardware e software.&#8221;<\/p>\n<p>Grande parte dessa integra\u00e7\u00e3o passa pela interface entre sistemas e dispositivos. Por isso, o Google est\u00e1 apostando em desenvolver novas tecnologias de intelig\u00eancia artificial, como o assistente pessoal Google Assistant. Ele vai garantir que os usu\u00e1rios interajam com todos os dispositivos e servi\u00e7os do Google quase sem perceber (ler mais ao lado).<\/p>\n<p>&#8220;A intelig\u00eancia artificial deve alavancar a presen\u00e7a do Google em todos segmentos de mercado e ser\u00e1 o fio que vai ligar as experi\u00eancias dos usu\u00e1rios&#8221;, afirmou ao Estado o vice-presidente de pesquisas da Forrester, Michael Facemire.<\/p>\n<p><b>Desafios &#8211;\u00a0<\/b>Mas n\u00e3o vai ser t\u00e3o f\u00e1cil assim para o gigante das buscas chegar l\u00e1. O Google ainda enfrenta muitas dificuldades, entre elas a correta distribui\u00e7\u00e3o de produtos em pontos de venda. \u00c9 comum encontrar relatos de pessoas nos EUA que n\u00e3o acham o smartphone Pixel nas lojas. Outros produtos, como o Google Home, demoram a chegar em mercados fora dos EUA, como o Brasil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a empresa precisa explicar melhor seus produtos. &#8220;O mercado de hardware \u00e9 muito competitivo&#8221;, diz o analista da consultoria Gartner, Tuong Nguyen. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil alcan\u00e7ar consumidores se voc\u00ea n\u00e3o tem a escala de empresas como a Samsung e a Apple.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Matheus Mans e Claudia Tozetto Pouco a pouco, o Google entranhou-se em todos os aspectos da vida digital: seus servi\u00e7os gerenciam e-mails, tra\u00e7am rotas de carro, traduzem informa\u00e7\u00f5es, respondem qualquer d\u00favida. 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