{"id":141005,"date":"2017-06-04T17:28:28","date_gmt":"2017-06-04T20:28:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=141005"},"modified":"2017-06-18T08:24:57","modified_gmt":"2017-06-18T11:24:57","slug":"arte-indigena-ganha-mais-espaco-na-hora-de-decorar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/arte-indigena-ganha-mais-espaco-na-hora-de-decorar\/","title":{"rendered":"Arte ind\u00edgena ganha mais espa\u00e7o na hora de decorar"},"content":{"rendered":"<p><strong>Felipe Saturnino<\/strong><\/p>\n<p>Aprender a cortar madeira e descobrir o tipo de mat\u00e9ria-prima mais adequado para confeccionar cada objeto exige sensibilidade. Foi isso que a ind\u00edgena Kananri Kuikuro percebeu quando se iniciou nas t\u00e9cnicas de sua etnia. \u201cDesde nossos antepassados, nosso trabalho \u00e9 o mesmo. Meu av\u00f4 me ensinou o que \u00e9 o fazer art\u00edstico ind\u00edgena\u201d, afirma ela.<\/p>\n<p>O que muda de uma gera\u00e7\u00e3o para outra s\u00e3o as especificidades. No caso, o emprego de materiais (madeira lixa, sucupira e jatob\u00e1). Os procedimentos que lhe foram transmitidos por seus antepassados, no entanto, repassam costumes e, apesar das mudan\u00e7as aceleradas dos \u00faltimos tempos, mant\u00eam uma tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje, embora no lugar de utens\u00edlios como dente de piranha e pau-canela (empregados na \u00e9poca do bisav\u00f4 de Kuikuro) j\u00e1 tenham entrado em cena fac\u00f5es e lixas, a admira\u00e7\u00e3o e o fasc\u00ednio pela natureza e pelos animais permanecem inalterados. Isso fica patente na atual cole\u00e7\u00e3o de bancos tribais confeccionados por Kananri.<\/p>\n<p>Feitos, em geral, em madeira maci\u00e7a escavada, sem encaixe, e diretamente inspirados em elementos da flora e da fauna, os bancos ind\u00edgenas contam com diversas particularidades. A hierarquia da aldeia, por exemplo, est\u00e1 sempre presente. Existem bancos espec\u00edficos para caciques e paj\u00e9s, nos quais s\u00f3 eles podem se sentar. Algumas madeiras, como a sucupira e a piranheira, s\u00e3o as mais recorrentes.<\/p>\n<p>\u201cO mais fascinante \u00e9 que eles procuram religar o ser humano \u00e0 vida\u201d, diz Sergio Fingermann, artista pl\u00e1stico e mentor do livro de refer\u00eancia Bancos Ind\u00edgenas do Brasil, lan\u00e7ado em abril pela editora BEI, de Tomas Alvim e Marisa Salles.<\/p>\n<p>A compila\u00e7\u00e3o, que conta com mais de 200 obras, re\u00fane artistas ind\u00edgenas de 35 etnias, predominantemente das regi\u00f5es do Xingu e da Amaz\u00f4nia Legal. \u201cO que nos levou a organizar o livro foi o encantamento com essas obras. \u00c9 essencial preservar este legado\u201d, diz Alvim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Felipe Saturnino Aprender a cortar madeira e descobrir o tipo de mat\u00e9ria-prima mais adequado para confeccionar cada objeto exige sensibilidade. Foi isso que a ind\u00edgena Kananri Kuikuro percebeu quando se iniciou nas t\u00e9cnicas de sua etnia. \u201cDesde nossos antepassados, nosso trabalho \u00e9 o mesmo. Meu av\u00f4 me ensinou o que \u00e9 o fazer art\u00edstico ind\u00edgena\u201d, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":141006,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[69],"tags":[],"class_list":["post-141005","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-casa-e-decoracao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141005","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141005"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141005\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":142449,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141005\/revisions\/142449"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}