{"id":14274,"date":"2014-06-24T16:57:28","date_gmt":"2014-06-24T19:57:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=14274"},"modified":"2014-06-24T19:35:25","modified_gmt":"2014-06-24T22:35:25","slug":"metro-de-agnelo-da-jeitinho-e-renova-contrato-de-48-mi-sem-licitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/metro-de-agnelo-da-jeitinho-e-renova-contrato-de-48-mi-sem-licitacao\/","title":{"rendered":"Metr\u00f4 de Agnelo d\u00e1 jeitinho e faz contrato de 48 mi sem licita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 sete meses, o Metr\u00f4 de Bras\u00edlia assinou um contrato emergencial de manuten\u00e7\u00e3o por 43 milh\u00f5es de reais. Prazo de validade: seis meses.\u00a0 A empresa contratada, sem licita\u00e7\u00e3o, foi a Metroman. O grupo \u00e9 investigado por forma\u00e7\u00e3o de cartel. Na \u00e9poca, Ivelise Longh, presidente da estatal do governo de Agnelo Queiroz, disse que o edital n\u00e3o tinha ficado pronto em tempo h\u00e1bil.<\/p>\n<p>O tempo passou e, para surpresa geral, o contrato volta a ser assinado, mas agora por 48 milh\u00f5es de reais, com a mesma empresa, para o mesmo servi\u00e7o, pelo mesmo prazo. E mais uma vez, sem licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A <em>TV Globo-DF TV-G1<\/em>, colocou no ar uma mat\u00e9ria apontando esse descalabro. O texto, assinado pela jornalista Isabella Formiga, tem o seguinte teor:<\/p>\n<blockquote><p>O Metr\u00f4 do Distrito Federal fechou, pela segunda vez, contrato emergencial com o Cons\u00f3rcio Metroman para realiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o preventiva e corretiva do sistema para o per\u00edodo de seis meses. A contrata\u00e7\u00e3o, de R$ 48 milh\u00f5es, foi publicada no Di\u00e1rio Oficial desta ter\u00e7a-feira (24).<\/p>\n<p>O cons\u00f3rcio, formado pelas empresas Serveng-Civilsan e MGE, \u00e9 investigado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade) por suspeita de forma\u00e7\u00e3o de cartel com a Alstom para as obras de manuten\u00e7\u00e3o do Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo e do DF. At\u00e9 o in\u00edcio de 2013, o cons\u00f3rcio era formado pelas empresas Siemens e Serveng-Civilsan.<\/p>\n<p>O primeiro contrato sem licita\u00e7\u00e3o entre o Metr\u00f4 e a Metroman foi fechado em novembro do ano passado por R$ 43 milh\u00f5es. \u00c0 \u00e9poca, a ent\u00e3o presidente da companhia, Ivelise Longhi, justificou o contrato emergencial \u00e0 falta de tempo h\u00e1bil para conclus\u00e3o do edital de licita\u00e7\u00e3o para contrata\u00e7\u00e3o de outra empresa. A Metroman j\u00e1 era respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o de manuten\u00e7\u00e3o do sistema desde 2007. O primeiro contrato venceu em setembro do ano passado.<\/p>\n<p>O diretor de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do Metr\u00f4, Fernando Sollero, tamb\u00e9m alegou falta de tempo como justificativa para renovar o contrato com a Metroman desta vez. Segundo ele, mesmo seis meses depois do in\u00edcio do primeiro contrato emergencial, as sucessivas exig\u00eancias dos \u00f3rg\u00e3os de controle impediram a conclus\u00e3o do edital antes que o contrato vigente chegasse ao fim.<\/p>\n<p>No ano passado, o Tribunal de Contas apontou problemas no edital de licita\u00e7\u00e3o do Metr\u00f4 como sobrepre\u00e7o de 40%, restri\u00e7\u00e3o \u00e0 competitividade e falta de detalhes nos custos com pessoal.<\/p>\n<p>Segundo o diretor, a companhia fez uma cota\u00e7\u00e3o com as cinco maiores empresas de manuten\u00e7\u00e3o de trens do pa\u00eds \u2013 Alstom, CAF, Bombardier, Siemens e Metroman. &#8220;Cotamos com as empresas para ver quem estaria dispon\u00edvel para executar o [contrato] emergencial&#8221;, disse. &#8220;A Metroman ofereceu o melhor pre\u00e7o.&#8221;<\/p>\n<p>No ano passado, no entanto, Ivelise afirmou que n\u00e3o encontrou interessados em disputar o servi\u00e7o. \u201cTr\u00eas empresas abriram m\u00e3o de apresentar pre\u00e7os e uma disse que n\u00e3o tinha interesse em ficar no Brasil\u201d, afirmou. \u201cA empresa j\u00e1 instalada, a Metroman, apresentou o menor valor.\u201d<\/p>\n<p>Sollero afirma que, caso o servi\u00e7o n\u00e3o fosse renovado com a Metroman, seria imposs\u00edvel contratar uma empresa que n\u00e3o fosse investigada pelo Cade. &#8220;Qualquer outra que contrat\u00e1ssemos estaria sob investiga\u00e7\u00e3o de cartel. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma que n\u00e3o esteja sendo investigada.&#8221;<\/p>\n<p>O diretor diz ainda que mesmo ap\u00f3s a conclus\u00e3o do edital, prevista para ficar pronta em 30 dias, as mesmas empresas investigadas pelo Cade v\u00e3o participar do certame pois s\u00e3o as mais aptas a executar o servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Sobre o aumento no pre\u00e7o do contrato anterior (R$ 43 milh\u00f5es) para o atual (R$ 48 milh\u00f5es), Sollero atribuiu ao aumento salarial de 10% que os empregados receberam em maio. Segundo ele, a m\u00e3o de obra \u00e9 respons\u00e1vel por 70% a 80% do valor total do contrato.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rio do Cade, baseado em depoimentos de seis executivos da empresa alem\u00e3 Siemens, revela que o esquema ocorreu entre 1998 e 2007, durante os governos de Joaquim Roriz, ent\u00e3o no PMDB, e de Jos\u00e9 Roberto Arruda, \u00e0 \u00e9poca no DEM. O conselho relata que empresas faziam reuni\u00f5es secretas para dividir projetos e acertar que n\u00e3o haveria competi\u00e7\u00e3o entre elas.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es tiveram in\u00edcio em janeiro do ano passado, depois que executivos da Siemens entregaram documentos denunciando um suposto esquema de cartel nos metr\u00f4s de S\u00e3o Paulo e do Distrito Federal.<\/p>\n<p>No ano passado, os nomes do vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli (PMDB), e do ex-governador Jos\u00e9 Roberto Arruda (PR) foram citados em investiga\u00e7\u00f5es sobre forma\u00e7\u00e3o de cartel em licita\u00e7\u00f5es do setor metroferrovi\u00e1rio feitas entre 1998 e 2008.<\/p>\n<p>De acordo com reportagem do jornal \u201cO Estado de S. Paulo\u201d, Everton Rheinheimer, ex-diretor da Siemens, disse ao Cade que Filippelli e Arruda tinham envolvimento com a empresa MGE Transportes, que faz parte do Cons\u00f3rcio Metroman.<\/p>\n<p>O vice-governador do DF, Tadeu Filippelli, negou na \u00e9poca conhecer ou ter qualquer tipo de contato com o autor da den\u00fancia ou com a MGE. O advogado de Arruda disse que a apresenta\u00e7\u00e3o das propostas foi feita no governo anterior, de Joaquim Roriz. O ex-governador Roriz tamb\u00e9m disse desconhecer a den\u00fancia.<\/p>\n<p>A assessoria da Serveng-Civilsan informou que a atua\u00e7\u00e3o da empresa \u00e9 pautada no cumprimento \u00e0 lei e que prestaria todos os esclarecimentos ao Cade.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 sete meses, o Metr\u00f4 de Bras\u00edlia assinou um contrato emergencial de manuten\u00e7\u00e3o por 43 milh\u00f5es de reais. 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