{"id":143223,"date":"2017-06-28T11:40:34","date_gmt":"2017-06-28T14:40:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=143223"},"modified":"2017-06-29T08:39:36","modified_gmt":"2017-06-29T11:39:36","slug":"justica-autoriza-uso-de-whatsapp-para-intimacao-judicial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/justica-autoriza-uso-de-whatsapp-para-intimacao-judicial\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a autoriza uso de WhatsApp para intima\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Andreia Verd\u00e9lio<\/strong><\/p>\n<p>O Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) aprovou a utiliza\u00e7\u00e3o do aplicativo WhatsApp para intima\u00e7\u00f5es judiciais. A decis\u00e3o foi tomada por unanimidade durante o julgamento que contestava a decis\u00e3o da corregedoria do Tribunal de Justi\u00e7a de Goi\u00e1s (TJGO), que proibiu a utiliza\u00e7\u00e3o do aplicativo no juizado Civil e Criminal da Comarca de Piracanjuba (GO).<\/p>\n<p>Segundo o CNJ, a comunica\u00e7\u00e3o de atos processuais pelo WhatsApp come\u00e7ou em 2015 e rendeu ao juiz da comarca de Piracanjuba, Gabriel Consigliero Lessa, destaque no Pr\u00eamio Innovare daquele ano. O uso do aplicativo de mensagens como forma de agilizar e desburocratizar procedimentos judiciais foi regulamentado na comarca em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>O uso do aplicativo \u00e9 facultativo \u00e0s partes que voluntariamente aderirem aos termos de uso. Segundo o CNJ, a norma tamb\u00e9m prev\u00ea a utiliza\u00e7\u00e3o da ferramenta apenas para a realiza\u00e7\u00e3o de intima\u00e7\u00f5es e exige a confirma\u00e7\u00e3o do recebimento da mensagem no mesmo dia do envio; caso contr\u00e1rio, a intima\u00e7\u00e3o da parte deve ocorrer pela via convencional.<\/p>\n<p>Ao CNJ, o magistrado da comarca de Piracanjuba justifica que o recurso tecnol\u00f3gico se caracterizou como um aliado do Poder Judici\u00e1rio, reduzindo custos e evitando a morosidade no processo judicial. Em seu relat\u00f3rio, a conselheira Daldice Santana, relatora do processo, apontou que a pr\u00e1tica refor\u00e7a a atua\u00e7\u00e3o dos Juizados Especiais, orientados pelos crit\u00e9rios da oralidade, simplicidade e informalidade.<\/p>\n<p>O CNJ informou que, para proibir a utiliza\u00e7\u00e3o do WhatsApp, a Corregedoria-geral de Justi\u00e7a de Goi\u00e1s havia justificado a redu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho do tribunal; a falta de regulamenta\u00e7\u00e3o legal para permitir que um aplicativo controlado por empresa estrangeira, no caso o Facebook, seja utilizado como meio de atos judiciais; e aus\u00eancia de san\u00e7\u00f5es processuais nos casos em que a intima\u00e7\u00e3o n\u00e3o for atendida.<\/p>\n<p>Segundo a conselheira relatora, diferentemente do que foi alegado pelo tribunal, a regulamenta\u00e7\u00e3o para o uso do aplicativo em Piracanjuba detalha toda a din\u00e2mica para a realiza\u00e7\u00e3o das intima\u00e7\u00f5es, estabelecendo regras e tamb\u00e9m penalidades para o caso de descumprimento e \u201cn\u00e3o extrapolou os limites regulamentares, pois apenas previu o uso de uma ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o de atos processuais, entre tantas outras poss\u00edveis\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andreia Verd\u00e9lio O Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) aprovou a utiliza\u00e7\u00e3o do aplicativo WhatsApp para intima\u00e7\u00f5es judiciais. 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