{"id":144182,"date":"2017-07-08T08:33:55","date_gmt":"2017-07-08T11:33:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=144182"},"modified":"2017-07-08T09:57:15","modified_gmt":"2017-07-08T12:57:15","slug":"fiocruz-adverte-para-riscos-da-volta-da-febre-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/fiocruz-adverte-para-riscos-da-volta-da-febre-amarela\/","title":{"rendered":"Fiocruz adverte para riscos da volta da febre amarela"},"content":{"rendered":"<p><strong>Alana Gandra<\/strong><\/p>\n<p>Estudo feito pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, da Fran\u00e7a, mostrou que o Brasil corre o risco de uma reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da febre amarela no ambiente urbano. A pesquisa envolveu 11 popula\u00e7\u00f5es de mosquitos transmissores da doen\u00e7a no Brasil (Aedes aegypti, Aedes albopictus, Haemagogus leocucelaenus e Sabethes albipirvus) e uma do Congo, na \u00c1frica, local de origem do v\u00edrus. O trabalho foi publicado na revista internacional Scientific Reports e contou tamb\u00e9m com a colabora\u00e7\u00e3o do Instituto Evandro Chagas, do Par\u00e1.<\/p>\n<p>Tr\u00eas regi\u00f5es que s\u00e3o cen\u00e1rio epid\u00eamico e epizo\u00f3tico (em que a infec\u00e7\u00e3o ocorre ao mesmo tempo em v\u00e1rios animais de uma mesma \u00e1rea geogr\u00e1fica, semelhante a uma epidemia em humanos) da febre amarela silvestre foram pesquisadas: Rio de Janeiro, Goi\u00e2nia e Manaus. Segundo a entomologista Dinair Couto Lima, pesquisadora do Laborat\u00f3rio de Mosquitos Transmissores de Hematozo\u00e1rios da Fiocruz, o Rio de Janeiro \u00e9 o que apresenta o maior potencial de dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus em \u00e1rea urbana. Em Goi\u00e2nia e Manaus as popula\u00e7\u00f5es de mosquitos tamb\u00e9m foram suscet\u00edveis \u00e0 transmiss\u00e3o da doen\u00e7a, mas em menor grau.<\/p>\n<p>Os pesquisadores infectaram os mosquitos com tr\u00eas cepas do v\u00edrus, sendo duas que circulam atualmente no Brasil e uma na \u00c1frica. \u201cAs popula\u00e7\u00f5es que hoje existem no Brasil de Aedes aegypti s\u00e3o competentes para a transmiss\u00e3o do v\u00edrus que circula atualmente nas \u00e1reas silvestres e, com isso, h\u00e1 uma probabilidade de ter uma reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no ambiente urbano\u201d, aponta o estudo.<\/p>\n<p><strong>Risco<\/strong> &#8211; Dinair, que \u00e9 a primeira autora do artigo, explicou que isso \u00e9 poss\u00edvel porque as pessoas se infectam no ambiente silvestre e, ao retornarem \u00e0 cidade, s\u00e3o picadas pelo Aedes aegypti, que \u00e9 o principal vetor de febre amarela urbana. Com isso, inicia-se um ciclo urbano. A pesquisadora deixou claro, contudo, que at\u00e9 agora esse cen\u00e1rio n\u00e3o foi identificado.<\/p>\n<p>O risco de reurbaniza\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a \u00e9 real, mas segundo Dinair n\u00e3o h\u00e1 motivo para p\u00e2nico na popula\u00e7\u00e3o. Para impedir que a febre amarela, at\u00e9 ent\u00e3o silvestre, possa voltar a circular nas cidades, devem ser tomadas medidas preventivas, com destaque para a vacina\u00e7\u00e3o, principalmente de crian\u00e7as. Outra medida importante \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o de criadouros do mosquito Aedes aegypti. \u201cEssas s\u00e3o as duas possibilidades que temos a fazer no controle de uma emerg\u00eancia de febre amarela urbana\u201d, disse a entomologista.<\/p>\n<p>Dinair lembrou que a vacina\u00e7\u00e3o deve ser exigida pelas autoridades tamb\u00e9m de pessoas que v\u00eam para o Brasil oriundas de \u00e1reas end\u00eamicas, como a \u00c1frica. Essa \u00e9 uma regra internacional da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). &#8220;A vacina \u00e9 a \u00fanica barreira que tem [contra a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus]\u201d, insistiu. Dentre os flaviv\u00edrus que circulam hoje no Brasil, entre eles Dengue, Chikungunya e Zika, a febre amarela \u00e9 o \u00fanica para o qual existe vacina.<\/p>\n<p><strong>Ciclo<\/strong> &#8211; Segundo a pesquisadora, o ciclo de vida do v\u00edrus da febre amarela ocorre s\u00f3 entre mosquitos e macacos. O homem se infecta acidentalmente ao entrar na mata em que o v\u00edrus est\u00e1 circulando. Se estiver sem vacina, \u00e9 infectado. No seu retorno \u00e0 cidade, diante da popula\u00e7\u00e3o de Aedes aegypti competente para transmitir o v\u00edrus, h\u00e1 a possibilidade de ocorrer a reurbaniza\u00e7\u00e3o da febre amarela, refor\u00e7ou Dinair.<\/p>\n<p>A entomologista lembrou que a febre amarela \u00e9 uma doen\u00e7a c\u00edclica, que tem o per\u00edodo mais cr\u00edtico no ver\u00e3o, diminuindo sua incid\u00eancia no inverno. Prova disso, segundo ela, \u00e9 que o n\u00famero de casos de febre amarela silvestre diminuindo. O momento atual \u00e9 ideal para a popula\u00e7\u00e3o e o Poder P\u00fablico trabalhem para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alana Gandra Estudo feito pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, da Fran\u00e7a, mostrou que o Brasil corre o risco de uma reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da febre amarela no ambiente urbano. 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