{"id":146370,"date":"2017-07-26T15:57:08","date_gmt":"2017-07-26T18:57:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=146370"},"modified":"2017-07-26T18:16:12","modified_gmt":"2017-07-26T21:16:12","slug":"quebradeira-faz-governo-ter-maior-rombo-em-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/quebradeira-faz-governo-ter-maior-rombo-em-20-anos\/","title":{"rendered":"Quebradeira faz o governo ter maior rombo em 20 anos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Lorenna Rodrigues e Idiana Tomazelli<\/strong><\/p>\n<p>O governo central registrou um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 19,798 bilh\u00f5es em junho, o pior desempenho para o m\u00eas em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, que tem in\u00edcio em 1997. O resultado, que re\u00fane as contas do Tesouro Nacional, da Previd\u00eancia Social e do Banco Central, sucede o d\u00e9ficit de R$ 29,371 bilh\u00f5es de maio.<\/p>\n<p>O resultado de junho ficou levemente pior que as expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um d\u00e9ficit de R$ 19,300 bilh\u00f5es, de acordo com levantamento do Proje\u00e7\u00f5es Broadcast junto a 27 institui\u00e7\u00f5es financeiras. O dado do m\u00eas passado ficou dentro do intervalo das estimativas, que foram todas de d\u00e9ficit, de R$ 27,000 bilh\u00f5es a R$ 8,910 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim como no m\u00eas passado, pesaram em junho despesas com o pagamento antecipado de precat\u00f3rios, geralmente feitos no fim do ano. No acumulado dos dois meses, o valor pago foi de R$ 20,3 bilh\u00f5es, sendo R$ 18,1 bilh\u00f5es antecipados (R$ 10 bilh\u00f5es em maio e R$ 8,1 bilh\u00f5es em junho). O governo decidiu efetuar o pagamento agora para reduzir o valor gasto com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria at\u00e9 o fim do ano. A economia \u00e9 estimada de R$ 600 milh\u00f5es a R$ 700 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>No primeiro semestre, o resultado prim\u00e1rio foi de d\u00e9ficit de R$ 56,092 bilh\u00f5es, tamb\u00e9m o pior resultado da s\u00e9rie. Em igual per\u00edodo do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 36,477 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 12 meses, o governo central apresenta um d\u00e9ficit de R$ 182,8 bilh\u00f5es, equivalente a 2,83% do PIB. Para este ano, a meta fiscal admite um d\u00e9ficit de R$ 139 bilh\u00f5es nas contas do governo central. O Tesouro ressaltou, no entanto, que sem a antecipa\u00e7\u00e3o do pagamento de precat\u00f3rios o d\u00e9ficit seria menor, de R$ 164,7 bilh\u00f5es no per\u00edodo.<\/p>\n<p>As contas do Tesouro Nacional &#8211; incluindo o Banco Central &#8211; registraram um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 6,958 bilh\u00f5es em junho. No ano, o super\u00e1vit prim\u00e1rio acumulado nas contas do Tesouro Nacional (com BC) \u00e9 de R$ 26,775 bilh\u00f5es. As contas apenas do Banco Central tiveram d\u00e9ficit de R$ 28 milh\u00f5es em junho e de R$ 389 milh\u00f5es no primeiro semestre.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o resultado do INSS foi um d\u00e9ficit de R$ 12,840 bilh\u00f5es. J\u00e1 no acumulado do ano, o resultado foi negativo em R$ 82,867 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>As receitas do governo tiveram alta real de 1,4% em junho em rela\u00e7\u00e3o a igual m\u00eas do ano passado. J\u00e1 as despesas tiveram alta real de 10,5% em igual base de compara\u00e7\u00e3o. No primeiro semestre, as receitas do governo central recuaram 1,2% ante igual per\u00edodo de 2016, enquanto as despesas aumentaram 0,5% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Os investimentos do governo federal ca\u00edram a R$ 16,927 bilh\u00f5es no primeiro semestre de 2017. Desse total, R$ 10,393 bilh\u00f5es s\u00e3o restos a pagar, ou seja, despesas de anos anteriores que foram transferidas para 2017. De janeiro a junho do ano passado, os investimentos totais haviam somado R$ 26,755 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os investimentos no Programa de Acelera\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica (PAC) somaram R$ 2,312 bilh\u00f5es em junho, queda real de 15,5% ante igual m\u00eas do ano passado. J\u00e1 no acumulado do primeiro semestre, as despesas com o PAC somaram R$ 10,337 bilh\u00f5es, recuo de 48,2% ante igual per\u00edodo de 2016, j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As despesas sujeitas ao teto de gastos aprovado pela Emenda Constitucional 95 subiram 7,0% no primeiro semestre deste ano em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2016, segundo o Tesouro Nacional. Para o ano, o limite de crescimento das despesas do governo \u00e9 de 7,2%.<\/p>\n<p>Embora o total das despesas esteja previamente enquadrado no limite, alguns poderes e \u00f3rg\u00e3os est\u00e3o com gastos crescendo acima do teto. S\u00e3o os casos do Poder Legislativo (8,2%) e da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o (DPU), com alta de 18,5%.<\/p>\n<p>No caso do Legislativo, tanto o Senado Federal (8,3%) quanto o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (12,5%) est\u00e3o com avan\u00e7o maior do que o permitido pela emenda constitucional. Al\u00e9m deles e da DPU, o Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CNMP) registra avan\u00e7o de 10,6% em suas despesas no primeiro semestre.<\/p>\n<p>Ultrapassar o teto ao longo do ano n\u00e3o implica penalidades ou san\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que o que vale para verifica\u00e7\u00e3o do cumprimento do limite \u00e9 o dado consolidado do fim do ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lorenna Rodrigues e Idiana Tomazelli O governo central registrou um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 19,798 bilh\u00f5es em junho, o pior desempenho para o m\u00eas em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, que tem in\u00edcio em 1997. 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