{"id":149867,"date":"2017-08-21T08:19:58","date_gmt":"2017-08-21T11:19:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=149867"},"modified":"2017-08-21T10:07:15","modified_gmt":"2017-08-21T13:07:15","slug":"mercado-de-credito-ganha-folego-e-atrai-investidores-externos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mercado-de-credito-ganha-folego-e-atrai-investidores-externos\/","title":{"rendered":"Mercado de cr\u00e9dito ganha f\u00f4lego e atrai investidores externos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Aline Bronzati e M\u00f4nica Scaramuzzo<\/strong><\/p>\n<p>O mercado de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito est\u00e1 atraindo novos investidores no Brasil, interessados na taxa de retorno que podem obter em meio \u00e0 imaturidade do segmento e a retomada da economia. O movimento mais recente foi feito pelo Santander Brasil, que em julho comprou 70% da empresa de empr\u00e9stimos vencidos inadimplentes Ipanema Credit Management. Investidores nacionais e estrangeiros est\u00e3o olhando esse mercado mais ativamente, diz Nicolas Malagamba, da PWC.<\/p>\n<p>Em novembro de 2016, o BTG Pactual voltou a atuar nesse segmento de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, com a cria\u00e7\u00e3o da Enforce. Um ano antes, o banco teve de vender para o Ita\u00fa a Recovery, l\u00edder nesse mercado. \u00c0 \u00e9poca, o BTG teve de se desfazer de v\u00e1rios ativos por conta da crise desencadeada com a pris\u00e3o de seu fundador Andr\u00e9 Esteves, acusado de tentar obstruir as investiga\u00e7\u00f5es da Lava Jato.<\/p>\n<p>Alexandre Camara, s\u00f3cio do BTG Pactual, afirma que a Enforce tem R$ 30 bilh\u00f5es em carteira sob gest\u00e3o e R$ 1 bilh\u00e3o para investir na expans\u00e3o da nova companhia, que foca suas opera\u00e7\u00f5es na recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no segmento corporativo. Camara foi o executivo que ajudou a estruturar a Recovery, adquirida pelo BTG em 2010.<\/p>\n<p>Com a recupera\u00e7\u00e3o da economia, os investidores apostam que os credores &#8211; pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas &#8211; est\u00e3o mais dispostos a pagar o que devem. Segundo Camara, uma plataforma independente tem maior efici\u00eancia para fazer essa cobran\u00e7a. &#8220;O segmento corporativo, por oferecer garantias para obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, \u00e9 o mais atraente nesse momento.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 o Ita\u00fa, que viu na crise gerada pela pris\u00e3o de Esteves a oportunidade de comprar um competidor l\u00edder de mercado e ainda refor\u00e7ar sua opera\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, continua investindo na Recovery. A companhia det\u00e9m R$ 60 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos de cerca de 12 milh\u00f5es de pessoas f\u00edsicas. Fl\u00e1vio Suchek, gestor da empresa, conta que a Recovery tem canais alternativos de pagamento, com foco em educa\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>O Santander, que \u00e9 bastante atuante na venda de carteiras vencidas no mercado externo, tem mantido a oferta de cr\u00e9ditos ao mercado. De acordo com fontes ouvidas Estad\u00e3o\/Broadcast, o banco colocou \u00e0 venda uma carteira de cerca de R$ 50 milh\u00f5es. Outra institui\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m aguarda propostas de interessados para se desfazer de seus cr\u00e9ditos podres \u00e9 o Votorantim, que ofertou um lote de R$ 300 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Procurados, Santander n\u00e3o quis dar detalhes de sua opera\u00e7\u00e3o e Votorantim confirmou a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Contido &#8211;\u00a0<\/b>Apesar de a crise ter elevado o volume de cr\u00e9ditos inadimplentes nas carteiras dos bancos, no primeiro semestre deste ano, o Banco do Brasil foi mais contido na transfer\u00eancia de opera\u00e7\u00f5es para a Ativos, seu bra\u00e7o de extens\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos em atraso. Foram cerca de R$ 2,9 bilh\u00f5es na primeira metade do ano contra R$ 3,6 bilh\u00f5es em igual intervalo de 2016.<\/p>\n<p>Para o segundo semestre, uma quantia similar deve ser transferida, de acordo com o vice-presidente de Controles Internos e Gest\u00e3o de Risco do BB, M\u00e1rcio Hamilton Ferreira. Ele explica que a queda reflete o aumento da concess\u00e3o de cr\u00e9ditos com garantias como os destinados \u00e0 compra de im\u00f3veis, opera\u00e7\u00f5es que n\u00e3o v\u00e3o para a Ativos. &#8220;Utilizamos a Ativos no \u00e2mbito da nossa estrat\u00e9gia de cobran\u00e7a. Geralmente, transferimos cr\u00e9ditos sem garantia e voltados a pessoas f\u00edsicas. O restante preferimos acompanhar dentro do banco&#8221;, diz o executivo.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Caixa, que segue impedida de vender carteiras de cr\u00e9dito pelo TCU, adotou neste m\u00eas um esfor\u00e7o dentro de casa para recuperar seus empr\u00e9stimos vencidos. Na mira do banco est\u00e3o opera\u00e7\u00f5es concedidas a pessoas f\u00edsicas e empresas e tamb\u00e9m o habitacional, mercado do qual \u00e9 l\u00edder com fatia de 68%. Procurada, a Caixa n\u00e3o comentou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aline Bronzati e M\u00f4nica Scaramuzzo O mercado de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito est\u00e1 atraindo novos investidores no Brasil, interessados na taxa de retorno que podem obter em meio \u00e0 imaturidade do segmento e a retomada da economia. 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