{"id":151428,"date":"2017-08-31T14:37:31","date_gmt":"2017-08-31T17:37:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=151428"},"modified":"2017-08-31T14:38:22","modified_gmt":"2017-08-31T17:38:22","slug":"crise-economica-e-um-bom-caminho-para-reducao-de-lixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/crise-economica-e-um-bom-caminho-para-reducao-de-lixo\/","title":{"rendered":"Crise econ\u00f4mica \u00e9 um bom caminho para a redu\u00e7\u00e3o de lixo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fernanda Cruz<\/strong><\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o de lixo no Brasil reduziu 2,04% em 2016 na compara\u00e7\u00e3o com 2015, segundo panorama divulgado hoje (31) pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe). Foram gerados 78,3 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos s\u00f3lidos no ano passado.<\/p>\n<p>Carlos Silva Filho, presidente da Abrelpe, n\u00e3o atribuiu a redu\u00e7\u00e3o do lixo \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental da popula\u00e7\u00e3o, mas \u00e0 crise. \u201c\u00c9 a primeira vez que temos decr\u00e9scimo de res\u00edduos s\u00f3lidos no Brasil desde 2003, fruto da crise econ\u00f4mica, que afetou diretamente o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o e trouxe, como consequ\u00eancia, o menor descarte de res\u00edduos s\u00f3lidos.\u201d<\/p>\n<p>Outro aspecto negativo atribu\u00eddo \u00e0 recess\u00e3o econ\u00f4mica foi o aumento do uso de lix\u00f5es, com 2.976 ainda presentes em todo o pa\u00eds. Tiveram destina\u00e7\u00e3o inadequada, em 2016, 81 mil toneladas de lixo. O uso de lix\u00f5es a c\u00e9u aberto cresceu de 17,2% em 2015 para 17,4% no ano passado.<\/p>\n<p>Os aterros controlados, que ainda existem no pa\u00eds, s\u00e3o semelhantes a lix\u00f5es, por vezes cercados, com cobertura de terra para esconder os res\u00edduos, mas sem capta\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e chorume. Houve ligeiro aumento, passando de 24,1% em 2015 para 24,2% no ano passado. O tratamento de lixo ideal, em aterro sanit\u00e1rio, feito em ambiente confinado para reduzir o volume de res\u00edduos conforme os anos, caiu de 58,7% para 58,4%.<\/p>\n<p>Sete munic\u00edpios, n\u00e3o revelados pelo panorama, abandonaram o uso de aterros sanit\u00e1rios e passaram a usar lix\u00f5es, em raz\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o de receitas municipais. O custo do uso de aterro gira em torno de R$ 90 a R$ 100 por tonelada. \u201c\u00c9 uma economia burra, pois deixa de pagar o aterro, mas, automaticamente, vai contaminar o meio ambiente e a pessoas, vai pagar mais no Sistema \u00danico de Sa\u00fade\u201d, disse o presidente da Abrelpe.<\/p>\n<p>Segundo o panorama, 96 milh\u00f5es de pessoas ter\u00e3o a sa\u00fade afetada por contamina\u00e7\u00e3o dos lix\u00f5es. \u201cS\u00e3o doen\u00e7as como alergias, infec\u00e7\u00f5es estomacais, doen\u00e7as causadas por vetores que se proliferam no lixo como dengue, zika, chikungunya, c\u00e2ncer, press\u00e3o arterial. Bastante preocupante.\u201d<\/p>\n<p>A coleta seletiva no Brasil estava presente em 69,3% em 2015, e registrou ligeiro aumento em 2016, passando a 69,6%. Entre as regi\u00f5es brasileiras, o Sul foi o que mais implementou coleta seletiva (89,8%), seguido pelo Sudeste (87,2%), Norte (58,4%), Nordeste (49,6%) e Contro-Oeste (43,3%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernanda Cruz A gera\u00e7\u00e3o de lixo no Brasil reduziu 2,04% em 2016 na compara\u00e7\u00e3o com 2015, segundo panorama divulgado hoje (31) pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe). Foram gerados 78,3 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos s\u00f3lidos no ano passado. 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