{"id":152403,"date":"2017-09-09T09:25:50","date_gmt":"2017-09-09T12:25:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=152403"},"modified":"2017-09-09T09:48:56","modified_gmt":"2017-09-09T12:48:56","slug":"crise-faz-crescer-procura-por-remedios-contra-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/crise-faz-crescer-procura-por-remedios-contra-depressao\/","title":{"rendered":"Crise faz crescer procura por rem\u00e9dios contra a depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>M\u00f4nica Scaramuzzo<\/strong><\/p>\n<p>Visto como um mercado resiliente, que costuma sentir menos os efeitos da crise, o setor de medicamentos continua registrando alta de vendas ano a ano. Mas a combina\u00e7\u00e3o de recess\u00e3o e o aumento do estresse colocou em destaque o crescimento da demanda por antidepressivos e ansiol\u00edticos nas vers\u00f5es gen\u00e9rica e similar, mais baratas que os medicamentos de refer\u00eancia, os &#8220;de marca&#8221;.<\/p>\n<p>Um levantamento feito pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Medicamentos Gen\u00e9ricos (Pr\u00f3 Gen\u00e9ricos), mostra que as vendas de gen\u00e9ricos para tratamento de depress\u00e3o cresceram 21% em unidades no primeiro semestre deste ano, em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano passado. Os similares, c\u00f3pias aproximadas dos medicamentos de refer\u00eancia, apresentaram alta de 6,23%, e os de refer\u00eancia, de 4,22%.<\/p>\n<p>O mesmo movimento se repetiu com a categoria de ansiol\u00edticos. Enquanto as vendas em unidades dos gen\u00e9ricos para esta classe terap\u00eautica cresceram 8,47%, no caso dos similares, houve retra\u00e7\u00e3o de 2,42%. O desempenho tamb\u00e9m foi negativo para os de refer\u00eancia, com queda de 3,59%.<\/p>\n<p>De acordo com a presidente da Pr\u00f3-Gen\u00e9ricos, Telma Salles, em cen\u00e1rio de recess\u00e3o h\u00e1 maior busca por produtos gen\u00e9ricos e similares. &#8220;E o fator crise em si deixa as pessoas mais estressadas, o que aumenta tamb\u00e9m o uso de medicamentos das categorias de antidepressivo e ansiol\u00edticos.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com Carlos Aguiar, diretor da Medley, do grupo franc\u00eas Sanofi, a migra\u00e7\u00e3o de um produto de refer\u00eancia para um gen\u00e9rico ou similar \u00e9 um movimento natural, uma vez que essas vers\u00f5es s\u00e3o, no m\u00ednimo, 30% mais baratas. &#8220;As doen\u00e7as relacionadas ao sistema nervoso central crescem no mundo todo&#8221;, ressalta, lembrando que h\u00e1 uma maior assertividade da classe m\u00e9dica nos diagn\u00f3sticos. &#8220;Mas \u00e9 ineg\u00e1vel que per\u00edodos de problemas econ\u00f4micos, como o que estamos passando, geram mudan\u00e7as de comportamento&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O mercado de antidepressivo e ansiol\u00edticos movimenta por ano R$ 2,6 bilh\u00f5es, segundo dados da Pr\u00f3 Gen\u00e9ricos, compilados pela consultoria IMS (dezembro do ano passado). Do total, os antidepressivos respondem por R$ 2,05 bilh\u00f5es e os ansiol\u00edticos por R$ 534 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Mercado geral &#8211;<\/b>\u00a0Mesmo com a crise econ\u00f4mica no Pa\u00eds, a venda de medicamentos em todas as categorias n\u00e3o caiu &#8211; o que houve foi uma desacelera\u00e7\u00e3o. No primeiros seis meses do ano, a venda totais de rem\u00e9dios em unidades cresceu 3,9%, em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Somente o segmento de sistema nervoso central &#8211; onde antidepressivos e ansiol\u00edticos est\u00e3o inseridos &#8211; cresce cerca de 20% ao ano.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, a venda total de medicamentos gen\u00e9ricos em todas as categorias de tratamento registrou crescimento de 11,07% em volume no primeiro semestre, com a comercializa\u00e7\u00e3o de 609,4 milh\u00f5es de unidades. Com este resultado, os gen\u00e9ricos alcan\u00e7aram o patamar de 31,74% de participa\u00e7\u00e3o de mercado no Pa\u00eds. Os dados s\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Medicamentos Gen\u00e9ricos (Pr\u00f3Gen\u00e9ricos), com base na consultoria.<\/p>\n<p><b>Estresse &#8211;<\/b>\u00a0Para Guilherme Barsaglini, diretor de marketing e intelig\u00eancia de mercado da Sandoz (do grupo Novartis), o maior acesso da popula\u00e7\u00e3o aos medicamentos impulsiona a venda das vers\u00f5es gen\u00e9rica e similar e a crise \u00e9 um fator de estresse, de modo geral.<\/p>\n<p>L\u00edder em medicamentos gen\u00e9ricos voltados para sistema nervoso central (SNC), a Eurofarma v\u00ea um crescimento robusto na categoria de medicamentos voltados para depress\u00e3o e ansiol\u00edticos Segundo a companhia, o segmento de SNC \u00e9 a principal classe terap\u00eautica para unidade de gen\u00e9ricos da Eurofarma e representa 28% da receita l\u00edquida, que ficou em R$ 2,8 bilh\u00f5es em 2016. Para unidade de prescri\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 a primeira, representando 24% do faturamento.<\/p>\n<p>Dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade mostram que a depress\u00e3o afeta 4,4% da popula\u00e7\u00e3o mundial &#8211; no Brasil, atinge 5,8% dos brasileiros (maior preval\u00eancia da Am\u00e9rica Latina). O Pa\u00eds tem a maior preval\u00eancia de ansiedade do mundo, com 9,3% da popula\u00e7\u00e3o afetada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00f4nica Scaramuzzo Visto como um mercado resiliente, que costuma sentir menos os efeitos da crise, o setor de medicamentos continua registrando alta de vendas ano a ano. 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