{"id":152509,"date":"2017-09-11T08:13:29","date_gmt":"2017-09-11T11:13:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=152509"},"modified":"2017-09-11T08:23:51","modified_gmt":"2017-09-11T11:23:51","slug":"universidades-brasileiras-abrem-as-portas-para-os-refugiados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/universidades-brasileiras-abrem-as-portas-para-os-refugiados\/","title":{"rendered":"Universidades brasileiras abrem as portas para os refugiados"},"content":{"rendered":"<p><strong>Luiz Fernando Toledo<\/strong><\/p>\n<p>O congolense Santiago (nome fict\u00edcio), de 25 anos, teve de abandonar a faculdade de Economia \u00e0s pressas e fugir de seu pa\u00eds A fam\u00edlia sofria amea\u00e7as de morte em meio ao conflito pol\u00edtico local. Sem alternativas, decidiu seguir o exemplo do irm\u00e3o, que havia ido estudar no Canad\u00e1. Ao pesquisar, descobriu a possibilidade de vir ao Brasil e ter o visto de refugiado. Decolou em 2015, para Roraima.<\/p>\n<p>&#8220;Eu tinha um amigo que me ajudou muito l\u00e1 at\u00e9 que eu aprendesse o portugu\u00eas&#8221;, conta. O p\u00e9riplo se estendeu por Bras\u00edlia, S\u00e3o Paulo &#8211; onde trabalhou por nove meses &#8211; e o Rio Grande do Sul. Foi l\u00e1 que descobriu a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que criou um programa de reserva de vagas para refugiados. E assim, finalmente, garantiu a entrada no mesmo curso que fazia, que come\u00e7ou em agosto.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias como a de Santiago t\u00eam se multiplicado no Brasil. O n\u00famero de universidades que possuem algum tipo de aux\u00edlio aos refugiados cresce a cada ano. Ao menos 17 institui\u00e7\u00f5es no Pa\u00eds, p\u00fablicas e privadas, integram um grupo liderado pela Ag\u00eancia da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur), com a\u00e7\u00f5es que v\u00e3o de benef\u00edcios no vestibular, como cotas, a aux\u00edlio financeiro, aulas de portugu\u00eas e ajuda com documenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>S\u00f3 neste ano houve tr\u00eas ades\u00f5es: a Federal de Roraima (UFRR), Funda\u00e7\u00e3o Casa de Rui Barbosa (FCRB) e a Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).<\/p>\n<p><b>Cen\u00e1rio &#8211;\u00a0<\/b>Relat\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas obtido pelo Estado e que ser\u00e1 divulgado hoje aponta situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes refugiados. Apenas 61% deles t\u00eam acesso aos anos iniciais do ensino fundamental, ante 91% das outras crian\u00e7as. Em pa\u00edses menos desenvolvidos, a taxa cai para 50%. E a quantidade que consegue avan\u00e7ar at\u00e9 as s\u00e9ries equivalentes ao ensino m\u00e9dio brasileiro \u00e9 ainda menor: 23% &#8211; a m\u00e9dia global, entre estudantes em geral, \u00e9 de 84%. Nos pa\u00edses mais pobres, apenas 9% alcan\u00e7am o ensino m\u00e9dio. J\u00e1 no ensino superior, o \u00edndice \u00e9 de 1%.<\/p>\n<p>A UFSM, onde Santiago se matriculou, reserva 5% de vagas suplementares em cada um dos cursos para refugiados e migrantes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Esses alunos t\u00eam acesso \u00e0 rep\u00fablica estudantil e alimenta\u00e7\u00e3o gratuita. S\u00f3 neste primeiro ano da iniciativa, ao menos 50 candidatos tentaram ingresso na institui\u00e7\u00e3o por essa modalidade. &#8220;No caso deles n\u00e3o \u00e9 solicitado o vestibular, mas sim o comprovante de ref\u00fagio ou, no caso do migrante, da situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica&#8221;, explica a coordenadora do programa, Giuliana Redin.<\/p>\n<p>Os candidatos tamb\u00e9m precisam comprovar que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a possibilidade de solicitar reconhecimento de disciplinas j\u00e1 cursadas no exterior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Fernando Toledo O congolense Santiago (nome fict\u00edcio), de 25 anos, teve de abandonar a faculdade de Economia \u00e0s pressas e fugir de seu pa\u00eds A fam\u00edlia sofria amea\u00e7as de morte em meio ao conflito pol\u00edtico local. Sem alternativas, decidiu seguir o exemplo do irm\u00e3o, que havia ido estudar no Canad\u00e1. Ao pesquisar, descobriu a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":152510,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-152509","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152509","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152509"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152509\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":152513,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152509\/revisions\/152513"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152510"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}