{"id":152726,"date":"2017-09-12T16:02:35","date_gmt":"2017-09-12T19:02:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=152726"},"modified":"2017-09-12T16:02:35","modified_gmt":"2017-09-12T19:02:35","slug":"alimentos-diferentes-provocam-reacoes-diversas-no-seu-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/alimentos-diferentes-provocam-reacoes-diversas-no-seu-corpo\/","title":{"rendered":"Alimentos diferentes provocam rea\u00e7\u00f5es diversas no seu corpo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Juliana Carreiro<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea acha que o ovo faz bem ou mal \u00e0 sa\u00fade? O caf\u00e9 ajuda a acordar? O gengibre agride o est\u00f4mago? E a pimenta? Depende. Para cada uma dessas perguntas h\u00e1 in\u00fameras respostas diferentes. T\u00e3o diversas quanto s\u00e3o os nossos organismos. \u00c9 a individualidade bioqu\u00edmica.<\/p>\n<p>A cada dia temos acesso a novas pesquisas que costumam classificar os alimentos de maneira manique\u00edsta e trat\u00e1-los de forma generalizada, como se f\u00f4ssemos todos iguais. Mas assim como os nossos paladares s\u00e3o diferentes, os nossos organismos tamb\u00e9m reagem aos alimentos de formas diversas. Sem falar nas alergias, imediatas ou tardias, que tamb\u00e9m tornam a nossa rela\u00e7\u00e3o com os alimentos \u00fanica e personalizada.<\/p>\n<p>Vou dar alguns exemplos. Meu irm\u00e3o n\u00e3o toma caf\u00e9 depois do final da tarde porque atrapalha o seu sono, eu posso tomar antes de ir para a cama e n\u00e3o sinto nenhuma diferen\u00e7a. Meu marido gosta muito do \u00f3leo de coco, eu tenho sensibilidade a ele e j\u00e1 tive uma rea\u00e7\u00e3o na pele quando usei demais. Meu pai usa o piment\u00e3o com frequ\u00eancia na base de v\u00e1rios de seus pratos, j\u00e1 na minha casa ele n\u00e3o entra, porque n\u00e3o consigo digeri-lo direito. Conhe\u00e7o muita gente que n\u00e3o come mel\u00e3o nem melancia depois das refei\u00e7\u00f5es porque sente que eles atrapalham a digest\u00e3o, eu, por outro lado, adoro.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, at\u00e9 o nosso tipo sangu\u00edneo pode interferir na maneira como o nosso organismo se relaciona com determinados alimentos. As pessoas do tipo A, por exemplo, costumam ter uma produ\u00e7\u00e3o menor de suco digestivo no est\u00f4mago, respons\u00e1vel pela a\u00e7\u00e3o das enzimas que digerem as prote\u00ednas. E normalmente se sentem mal quando ingerem carne vermelha, que tem uma cadeia proteica mais longa.<\/p>\n<p>Por isso, muitos vegetarianos, que pararam de comer carne por n\u00e3o se sentirem bem, compartilham os ideais e o tipo sangu\u00edneo. Os do tipo O, como eu, produzem mais suco digestivo, mas por outro lado, t\u00eam mais dificuldade de aceitar o milho e seus derivados. N\u00e3o tem nada a ver com o paladar, eu gosto muito de bolo de milho, por exemplo, mas percebo que no dia seguinte j\u00e1 acordo inchada.<\/p>\n<p>A intoler\u00e2ncia ao gl\u00faten, \u00e0 soja e \u00e0s prote\u00ednas do leite de vaca \u00e9 comum a todos n\u00f3s, mas os seus efeitos sobre o nosso organismo s\u00e3o muito individualizados. Algumas pessoas s\u00e3o mais sens\u00edveis a eles do que outras. Al\u00e9m disso, cada um tem os seus \u00f3rg\u00e3os de choque, aqueles onde nossas doen\u00e7as ou inc\u00f4modos costumam se concentrar. Pode ser o sistema respirat\u00f3rio, com rinites, bronquites, sinusites e asma; o sistema nervoso central, com ansiedade, dist\u00farbios de comportamento e depress\u00e3o ou a s\u00edndrome metab\u00f3lica, com resist\u00eancia \u00e0 insulina, obesidade e diabetes tipo 2, entre tantos outros \u00f3rg\u00e3os de choque com seus sintomas.<\/p>\n<p>Todas estas varia\u00e7\u00f5es entre n\u00f3s t\u00eam origens gen\u00e9ticas. Mas o nosso DNA n\u00e3o \u00e9 determinante para o aparecimento destes sintomas que eu citei acima. O gen\u00f3tipo tem 20% de responsabilidade sobre a express\u00e3o de um gene, ou seja, se ele ir\u00e1 ou n\u00e3o cumprir com o papel ao qual foi destinado. E o fen\u00f3tipo, conjunto de caracter\u00edsticas relacionadas ao meio onde vivemos e aos nossos h\u00e1bitos, tem 80% de responsabilidade nesta express\u00e3o gen\u00e9tica. Por exemplo, algu\u00e9m nasce com um gene de uma pessoa que pode atingir 1,70m de altura, isso \u00e9 o gen\u00f3tipo. Mas, se esta pessoa se alimentar muito mal e ficar desnutrida, dificilmente alcan\u00e7ar\u00e1 tal altura, este \u00e9 o fen\u00f3tipo, que predominar\u00e1.<\/p>\n<p>Da mesma forma, algu\u00e9m pode nascer com uma predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para se tornar obeso, esse \u00e9 o gen\u00f3tipo, mas se esta pessoa mantiver uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada desde a inf\u00e2ncia e praticar atividade f\u00edsica, \u00e9 muito prov\u00e1vel que este gene nunca se expresse, mais uma vez, vence o fen\u00f3tipo. A boa not\u00edcia \u00e9 o que os genes nos s\u00e3o obrigat\u00f3rios, mas o fen\u00f3tipo podemos construir como acharmos correto e quanto mais informa\u00e7\u00f5es tivermos nesta jornada, melhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juliana Carreiro Voc\u00ea acha que o ovo faz bem ou mal \u00e0 sa\u00fade? O caf\u00e9 ajuda a acordar? O gengibre agride o est\u00f4mago? E a pimenta? Depende. 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