{"id":153303,"date":"2017-09-17T16:20:06","date_gmt":"2017-09-17T19:20:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=153303"},"modified":"2017-09-17T18:19:27","modified_gmt":"2017-09-17T21:19:27","slug":"brasileiro-volta-ter-mesa-cheia-com-alimentos-em-baixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasileiro-volta-ter-mesa-cheia-com-alimentos-em-baixa\/","title":{"rendered":"Brasileiro volta a ter mesa cheia com alimentos em baixa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Maria Regina Silva e Tha\u00eds Barcellos<\/strong><\/p>\n<p>Com as recentes quedas nos pre\u00e7os de alimentos, economistas j\u00e1 preveem que o conjunto de pre\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio, que representa pouco mais de 16% do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPCA), termine 2017 no n\u00edvel mais baixo desde o Plano Real. A oferta abundante por causa da safra in\u00e9dita de gr\u00e3os \u00e9 a principal explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de fechar com altas de 10,38% em 2015 e de 9,4% em 2016, o segmento de alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio deve terminar o ano negativo, podendo ficar entre -3% e -4%, segundo analistas. A \u00faltima vez que houve defla\u00e7\u00e3o nessa categoria foi em 2006, de -0,13%, o resultado mais baixo da s\u00e9rie do IBGE, iniciada em 1994.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio contraria a estimativa mais otimista do in\u00edcio do ano, de alta de 2%. O c\u00e2mbio comportado tamb\u00e9m vem permitindo cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel para os pre\u00e7os de alimentos e, em magnitude menor, a recess\u00e3o e at\u00e9 a crise deflagrada pela JBS<\/p>\n<p>Para alguns, esse resultado pode fazer o IPCA fechar o ano abaixo de 3%, a banda inferior da meta de infla\u00e7\u00e3o (4,5%, com toler\u00e2ncia de 1,5 ponto para cima ou para baixo). Essa marca seria a menor desde 1998 (1,65%). A forte defla\u00e7\u00e3o esperada para a categoria de alimentos em casa, que recuou 5,19% em 12 meses at\u00e9 agosto, deve influenciar outros pre\u00e7os. O feij\u00e3o carioca caiu 28% de janeiro a agosto. O arroz, que subiu 16,16% em 2016, j\u00e1 recuou 8,58% neste ano.<\/p>\n<p><b>Retra\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/b>O economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otavio Souza Leal, v\u00ea bastante chance de a infla\u00e7\u00e3o terminar abaixo de 3% em 2017, embora sua proje\u00e7\u00e3o atual seja de 3,10%. Ele estima uma defla\u00e7\u00e3o de 3,7% em alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio, n\u00famero que n\u00e3o tinha em suas planilhas no come\u00e7o do ano.<\/p>\n<p>Para o economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira, a &#8220;in\u00e9rcia boa&#8221; trazida pela forte defla\u00e7\u00e3o de alimentos no IPCA acumulado em 12 meses deve perdurar nos outros pre\u00e7os da economia, puxando a infla\u00e7\u00e3o toda para baixo.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Banco Central (BC), afirmou, na ata do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) deste m\u00eas, que &#8220;essa queda intensa dos pre\u00e7os de alimentos constitui uma substancial surpresa desinflacion\u00e1ria&#8221;. Segundo a ata, o recuo do grupo responde por parcela relevante da diferen\u00e7a entre as proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o para 2017 e a meta de 4,5%. Em 12 meses at\u00e9 agosto, o IPCA acumula 2,46%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Regina Silva e Tha\u00eds Barcellos Com as recentes quedas nos pre\u00e7os de alimentos, economistas j\u00e1 preveem que o conjunto de pre\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio, que representa pouco mais de 16% do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPCA), termine 2017 no n\u00edvel mais baixo desde o Plano Real. 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