{"id":156299,"date":"2017-10-11T19:04:23","date_gmt":"2017-10-11T22:04:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=156299"},"modified":"2017-10-11T19:04:23","modified_gmt":"2017-10-11T22:04:23","slug":"nina-becker-lanca-acrilico-com-paleta-de-sons-do-jazz-ao-samba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/nina-becker-lanca-acrilico-com-paleta-de-sons-do-jazz-ao-samba\/","title":{"rendered":"Nina Becker lan\u00e7a Acr\u00edlico com paleta de sons do jazz ao samba"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pedro Antunes<\/strong><\/p>\n<p>No processo criativo t\u00e3o particular de cada artista, Nina Becker \u00e9 capaz de enxergar. V\u00ea suas can\u00e7\u00f5es. S\u00e3o imagens, reflexos, pinceladas, objetos. Mais visual do que a palavra falada, ou cantada.<\/p>\n<p>O que faz ao microfone \u00e9 recriar, com as letras, as proje\u00e7\u00f5es que pipocam na cabe\u00e7a. Seus discos cont\u00eam paleta de cores, como Azul e Vermelho, os dois \u00e1lbuns de estreia da tamb\u00e9m cantora da Orquestra Imperial, lan\u00e7ados em 2010. Azul, frio, gelado, era minimal, silencioso. Vermelho, quente, era a s\u00edntese de sua feitura ao vivo, com banda e artista em um quarto a gravar.<\/p>\n<p>Sete anos depois e mais dois \u00e1lbuns, as cores s\u00e3o outras. As prim\u00e1rias azul e vermelha d\u00e3o lugar ao tudo e ao nada. Ao preto e ao branco. Clarid\u00e3o e negrume, que se completam e sustentam a capa do novo trabalho de Nina.<\/p>\n<p><strong>Acr\u00edlico \u2013<\/strong> cujo material \u00e9 transl\u00facido, sem cor \u2013 \u00e9 uma resposta da artista carioca aos novos tempos. Quando o mundo ao redor dela \u00e9 de extremos, n\u00e3o h\u00e1 zona cinzenta, ela se vira para a dualidade, sem manique\u00edsmos, por\u00e9m.<\/p>\n<p>\u201cAos poucos, sabe, tudo foi se tornando mais preto e branco aqui em casa\u201d, diz Nina, ao telefone, do Rio, onde mora. As cores, conta ela, foram abandonando-a no guarda-roupa, na decora\u00e7\u00e3o, na est\u00e9tica do disco sucessor de Minhas Dolores, o \u00e1lbum de tr\u00eas anos de idade, no qual ela se aventurava pela melancolia de Dolores Duran, cantora e compositora que se foi jovem demais, aos 29 anos.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado na \u00faltima sexta-feira, 6, Acr\u00edlico sai pela YB Music e foi viabilizado com o aux\u00edlio do edital Natura Musical. A apresenta\u00e7\u00e3o de estreia em S\u00e3o Paulo \u2013 a capital do cinza, curiosamente \u2013, ocorre na Casa Natura Musical, em Pinheiros, no dia 19 de outubro.<\/p>\n<p>Em uma sequ\u00eancia de acontecimentos, Nina se viu com esse disco prestes a acontecer. Primeiro, recebeu um convite para uma pe\u00e7a publicit\u00e1ria musical para os Jogos Ol\u00edmpicos do Rio de Janeiro \u2013 ali, passou a pensar na est\u00e9tica sonora, nessa liberdade jazz\u00edstica, algo de bossa nova com a leveza do samba. A sonoridade nascida nos anos 1950, quando as fotografias da \u00e9poca eram, vejam s\u00f3, em preto e branco.<\/p>\n<p>A partir dessa musicalidade encontrada, Nina sugeriu ao Canal Brasil que as filmagens programadas para ocorrer na turn\u00ea do disco Minhas Dolores se realizassem agora, com essa nova banda \u2013 formada por Pedro S\u00e1 (na guitarra), Alberto Continentino (contrabaixo), Tutty Moreno (bateria) e Rafael Vernet (no piano). O processo ainda est\u00e1 caminhando, sob a dire\u00e7\u00e3o de Felipe Nepomuceno.<\/p>\n<p>Por fim, chegou a inscri\u00e7\u00e3o do edital, j\u00e1 com o nome de Acr\u00edlico, tamb\u00e9m t\u00edtulo da faixa de abertura, um di\u00e1logo bastante imag\u00e9tico sobre o material em si, numa met\u00e1fora do que se mostra inquebr\u00e1vel, mas, fr\u00e1gil, despeda\u00e7a-se facilmente.<\/p>\n<p>Constru\u00eddo com parcerias em todas as m\u00fasicas \u2013 Kassin, Pedro S\u00e1 (ambos em Despertador), a escritora Nat\u00e9rcia Pontes (Zebra D\u00e1lmata), Laura Erber (O Que Eu N\u00e3o Sei), Thalma de Freitas (Aperta a Minha M\u00e3o), entre outros \u2013, Acr\u00edlico tem apenas uma can\u00e7\u00e3o n\u00e3o coassinada por Nina, Caramelo da Nostalgia, de Negro Leo.<\/p>\n<p>Sagaz, Nina conduz na voz, por muitas vezes melanc\u00f3lica, as cores das can\u00e7\u00f5es para mant\u00ea-las na mesma palheta. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 O Seu Azul, com R\u00f4mulo Fr\u00f3es, na qual ela soa apaixonada, mais quente do que distante. Amor \u00e9 isso, afinal. Sair da rotina, s\u00e3o horm\u00f4nios. Amor, para Nina, tamb\u00e9m \u00e9 cor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Antunes No processo criativo t\u00e3o particular de cada artista, Nina Becker \u00e9 capaz de enxergar. V\u00ea suas can\u00e7\u00f5es. S\u00e3o imagens, reflexos, pinceladas, objetos. Mais visual do que a palavra falada, ou cantada. O que faz ao microfone \u00e9 recriar, com as letras, as proje\u00e7\u00f5es que pipocam na cabe\u00e7a. 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