{"id":157837,"date":"2017-10-24T15:41:59","date_gmt":"2017-10-24T17:41:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=157837"},"modified":"2017-10-24T15:42:35","modified_gmt":"2017-10-24T17:42:35","slug":"morador-de-area-rica-vive-237-anos-a-mais-que-o-de-periferia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/morador-de-area-rica-vive-237-anos-a-mais-que-o-de-periferia\/","title":{"rendered":"Morador de \u00e1rea rica vive 23,7 anos a mais que o de periferia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ludmilla Souza\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Um morador do Jardim Paulista, na regi\u00e3o nobre da capital paulista, vive, em m\u00e9dia, 79,4 anos; cerca de 23,7 a mais que um habitante do Jardim \u00c2ngela, na periferia, onde as pessoas morrem, em m\u00e9dia, com 55,7 anos. O dado est\u00e1 no Mapa da Desigualdade da Cidade, divulgado hoje (24) pela Rede Nossa S\u00e3o Paulo com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Escola de Sociologia e Pol\u00edtica de S\u00e3o Paulo (FESPSP).<\/p>\n<p>O levantamento mede as diferen\u00e7as econ\u00f4micas, sociais, culturais e de equipamentos p\u00fablicos existentes entre os 96 distritos da maior e mais rica cidade do pa\u00eds. No caso da idade m\u00e9dia ao morrer, o \u201cdesigualt\u00f4metro\u201d entre o pior e o melhor indicador \u00e9 de 1,43, ou seja, mostra que um residente do Jardim Paulista vive, em m\u00e9dia, 43% a mais que um morador do Jardim \u00c2ngela.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m revela que o \u00edndice de homic\u00eddios \u00e9 de 1,23 por 100 mil habitantes no caso da Mooca, tradicional distrito de classe m\u00e9dia e classe m\u00e9dia alta da zona leste da capital paulista. No entanto, nas proximidades do bairro, no distrito do Br\u00e1s, o \u00edndice chega a 38,76. A diferen\u00e7a entre o melhor e o pior indicador \u00e9 de 31,49.<\/p>\n<p><strong>Favelas e \u00e1rvores &#8211;\u00a0<\/strong>Outro dado que escancara a desigualdade na metr\u00f3pole \u00e9 o \u00edndice de favelas, que considera a porcentagem de domic\u00edlios em favelas sobre o total de domic\u00edlios da regi\u00e3o. Enquanto na Vila Andrade (onde est\u00e1 localizada a favela de Parais\u00f3polis) o \u00edndice de favelas \u00e9 de 50,45, em Pinheiros (regi\u00e3o nobre da zona oeste) esse \u00edndice \u00e9 de 0,081. A diferen\u00e7a entre o pior e o melhor \u00e9 de 621,01, o que mostra que na Vila Andrade h\u00e1 50 vezes mais favelas do que Pinheiros.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a de arboriza\u00e7\u00e3o na cidade tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o no levantamento. Enquanto a regi\u00e3o de Santo Amaro tem 16.192 \u00e1rvores, na regi\u00e3o da S\u00e9 h\u00e1 518, uma diferen\u00e7a que deixa o \u00edndice do \u201cdesigualt\u00f4metro\u201d em 31,26. O \u00edndice considerou o n\u00famero de \u00e1rvores no sistema vi\u00e1rio por distrito.<\/p>\n<p>Outro indicador, o de gravidez na adolesc\u00eancia, que considera o n\u00famero de nascidos vivos de m\u00e3es com menos de 19 anos, \u00e9 de 0,887 em Moema (na regi\u00e3o nobre da cidade); e, na outra ponta, chega a 22,88 no distrito de Marsilac, no extremo sul da cidade. A diferen\u00e7a entre o melhor e o pior indicador \u00e9 de 25,79, ou seja, o percentual de adolescentes gr\u00e1vidas \u00e9 quase 26 vezes maior na regi\u00e3o de Marsilac em compara\u00e7\u00e3o com Moema.<\/p>\n<p>De acordo com a Rede Nossa Paulo, os n\u00fameros do levantamento mostram que as diversas desigualdades s\u00e3o cumulativas. O distrito com o pior \u00edndice de gravidez na adolesc\u00eancia (Marsilac), por exemplo, \u00e9 tamb\u00e9m o de menor remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia por emprego formal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ludmilla Souza\u00a0 Um morador do Jardim Paulista, na regi\u00e3o nobre da capital paulista, vive, em m\u00e9dia, 79,4 anos; cerca de 23,7 a mais que um habitante do Jardim \u00c2ngela, na periferia, onde as pessoas morrem, em m\u00e9dia, com 55,7 anos. 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