{"id":158794,"date":"2017-11-01T06:13:04","date_gmt":"2017-11-01T08:13:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=158794"},"modified":"2017-11-01T06:51:32","modified_gmt":"2017-11-01T08:51:32","slug":"trabalhador-esta-ganhando-melhor-mas-emprego-continua-fraco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/trabalhador-esta-ganhando-melhor-mas-emprego-continua-fraco\/","title":{"rendered":"Trabalhador ganha melhor, mas emprego continua fraco"},"content":{"rendered":"<p><strong>Alex Rodrigues<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da retomada do n\u00edvel de atividade econ\u00f4mica no pa\u00eds, o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) avalia que ainda \u00e9 prematuro falar em tend\u00eancia \u00e0 queda da taxa de desemprego. A informa\u00e7\u00e3o consta da 63\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Boletim Mercado de Trabalho, divulgado nesta ter\u00e7a (31) pelo instituto.<\/p>\n<p>No trimestre encerrado em setembro, a desocupa\u00e7\u00e3o atingiu o \u00edndice mais baixo do ano, de 12,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) \u2013 o que representa um recuo de 0,6 ponto percentual em compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre, finalizado em junho.<\/p>\n<p>De acordo com os t\u00e9cnicos do Ipea, a efetiva redu\u00e7\u00e3o do desemprego \u00e9 prejudicada por ao menos dois motivos. Primeiro, porque a maior oferta de vagas de trabalho est\u00e1 concentrada no setor informal. Segundo, porque \u00e9 normal que os efeitos da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica demorem a se refletir no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Com base na taxa m\u00e9dia de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), do IBGE, o boletim do Ipea aponta que a taxa de desemprego aumentou 2,3 pontos percentuais (p.p.) no primeiro semestre de 2017, em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2016, passando de uma m\u00e9dia de 11,1% para 13,4%. Enquanto o primeiro semestre do ano registrou uma m\u00e9dia de 89,6 milh\u00f5es de pessoas ocupadas, no mesmo per\u00edodo de 2016 a taxa era de 90,7 milh\u00f5es de trabalhadores ocupados.<\/p>\n<p>Conforme j\u00e1 registrado nas duas \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es do boletim, os jovens entre 14 e 24 anos s\u00e3o as principais v\u00edtimas do desemprego. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o nesse grupo, atingiu 30,4% no primeiro semestre deste ano, um aumento de 3,8 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2016.<\/p>\n<p>Entre os adultos de 25 a 59 anos e entre os idosos (acima de 60 anos), tamb\u00e9m foi constatada eleva\u00e7\u00e3o no valor m\u00e9dio das taxas de desemprego entre os primeiros semestres de 2016 e de 2017. Para o primeiro grupo, a varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia entre os dois per\u00edodos foi de 2 pontos percentuais. J\u00e1 para a popula\u00e7\u00e3o acima dos 60 anos, a taxa de desemprego aumentou, em m\u00e9dia, 1 ponto percentual.<\/p>\n<p><strong>Detalhamento<\/strong> &#8211; Regionalmente, o Nordeste apresentou a maior varia\u00e7\u00e3o da taxa m\u00e9dia de desemprego durante o primeiro semestre de 2017 em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, com um crescimento de 3,1 ponto percentual. Comparando o segundo trimestre deste ano \u2013 quando s\u00e3o identificados indicadores condizentes com um eventual in\u00edcio de recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho \u2013 com os tr\u00eas meses anteriores, as regi\u00f5es Norte e Centro-Oeste registraram as maiores quedas na taxa de desemprego.<\/p>\n<p>Considerando o quesito g\u00eanero, o aumento no valor m\u00e9dio das taxas de desemprego foi praticamente o mesmo para homens (2,1 p.p.) e mulheres (2,4 p.p.) quando comparados os resultados de janeiro a junho deste ano e o mesmo per\u00edodo de 2016. Os trabalhadores com ensino fundamental completo e que ainda n\u00e3o conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio foram os mais impactados por esse aumento na taxa m\u00e9dia de desemprego durante o primeiro semestre do ano.<\/p>\n<p>A partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Minist\u00e9rio do Trabalho, o boletim destaca que, no segundo trimestre de 2017, o n\u00famero de contrata\u00e7\u00f5es superou o de demiss\u00f5es pela primeira vez desde o quarto trimestre de 2014. Al\u00e9m disso, os resultados dos dois primeiros trimestres de 2017 se aproximaram muito dos registrados nos dois primeiros trimestres de 2016, sinalizando uma interrup\u00e7\u00e3o na trajet\u00f3ria de quedas.<\/p>\n<p><strong>Melhora no rendimento m\u00e9dio<\/strong> &#8211; Al\u00e9m disso, o Ipea aponta que, no primeiro semestre deste ano, o rendimento m\u00e9dio dos trabalhadores foi de R$ 2.054,62, valor 2,5% superior ao calculado para o mesmo per\u00edodo do ano passado. No boletim divulgado hoje, os t\u00e9cnicos afirmam que este foi o indicador a apresentar o melhor resultado comparativo.<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos anos, os principais indicadores vinham registrando uma trajet\u00f3ria de deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho, no Brasil\u201d, concluem os t\u00e9cnicos do Ipea. \u201cEntretanto, os dados mais recentes para o segundo trimestre mostram uma s\u00e9rie de movimentos que interrompem essas trajet\u00f3rias negativas [\u2026] podendo indicar o in\u00edcio de um processo de recupera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alex Rodrigues Apesar da retomada do n\u00edvel de atividade econ\u00f4mica no pa\u00eds, o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) avalia que ainda \u00e9 prematuro falar em tend\u00eancia \u00e0 queda da taxa de desemprego. 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