{"id":159749,"date":"2017-11-09T15:30:07","date_gmt":"2017-11-09T17:30:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=159749"},"modified":"2017-11-09T17:03:55","modified_gmt":"2017-11-09T19:03:55","slug":"memorias-do-holocausto-chegam-ao-brasil-em-exposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/memorias-do-holocausto-chegam-ao-brasil-em-exposicao\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias do Holocausto chegam ao Brasil em exposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Uma r\u00e9plica em tamanho natural de um barrac\u00e3o de prisioneiros judeus, objetos e pe\u00e7as de vestu\u00e1rios, posters da propaganda nazista. Logo na entrada, a famosa frase do port\u00e3o do campo de Auschwitz Arbeit Macht Frei (O trabalho liberta em tradu\u00e7\u00e3o livre), seguida pela foto de Anne Frank, a garota alem\u00e3 cujo di\u00e1rio se transformou em uma das mais conhecidas obras do per\u00edodo do Holocausto. Uma exposi\u00e7\u00e3o inaugurada nesta quinta (9) em S\u00e3o Paulo vai levar o visitante de volta ao passado para um per\u00edodo importante, embora tr\u00e1gico, da hist\u00f3ria mundial.<\/p>\n<p>Considerado um dos epis\u00f3dios mais cru\u00e9is da humanidade, o Holocausto vitimou durante a Segunda Guerra Mundial mais de 6 milh\u00f5es de judeus, entre eles 1,5 milh\u00e3o de crian\u00e7as, mas ainda \u00e9 pouco conhecido entre os brasileiros, especialmente os mais jovens. Para preencher essa lacuna, o Memorial da Imigra\u00e7\u00e3o Judaica inaugurou a exposi\u00e7\u00e3o permanente sobre o tema e passa a se chamar, a partir de hoje, Memorial da Imigra\u00e7\u00e3o Judaica e do Holocausto.<\/p>\n<p>\u201cEssa preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria \u00e9 fundamental e \u00e9 feita no mundo inteiro, h\u00e1 museus do holocausto nas maiores capitais do mundo, ent\u00e3o uma capital como S\u00e3o Paulo n\u00e3o podia deixar de ter seu Memorial do Holocausto\u201d, diz o professor de hist\u00f3ria judaica Reuven Faingold, diretor de projetos educacionais do Memorial.<\/p>\n<p>Desde sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 sua inaugura\u00e7\u00e3o, a mostra consumiu seis meses de prepara\u00e7\u00e3o, com um eixo central: al\u00e9m de ser uma exibi\u00e7\u00e3o de objetos, fotos ou v\u00eddeos hist\u00f3ricos, \u00e9 um local que produz um efeito sensorial no visitante. \u201cTentamos fazer um museu vivo, no sentido de que o visitante sinta na pele um pouquinho do que aqueles prisioneiros sentiram\u201d, diz Faingold.<\/p>\n<p>\u201cO visitante vai encontrar uma vitrine subterr\u00e2nea com o prisioneiro e sua ra\u00e7\u00e3o de comida, que era um pouco de batata; ele vai ver a constru\u00e7\u00e3o de um com\u00e9rcio judaico em Berlim e efeitos sonoros como a quebra dos vidros dessas lojas durante a Noite dos Cristais, no dia 9 novembro de 1938. Vai ver reprodu\u00e7\u00f5es de obras de arte que foram confiscadas de lares judaicos. H\u00e1 ainda o famoso pijama listrado, tanto de adulto quanto de crian\u00e7a, usados pelos presos. O ponto mais alto \u00e9 a barraca de prisioneiros, onde as pessoas poder\u00e3o sentir o cheiro da palha que fazia \u00e0s vezes de colch\u00e3o, e a pr\u00f3pria tigela que era o travesseiro do prisioneiro\u201d, diz o diretor.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o do Memorial tamb\u00e9m proporciona contato com objetos aut\u00eanticos pertencentes \u00e0s v\u00edtimas do Holocausto e doados por seus familiares que hoje residem no Brasil. Outra se\u00e7\u00e3o comovente \u00e9 a que exibe desenhos feitos por crian\u00e7as prisioneiras dos campos de concentra\u00e7\u00e3o, que retratam cenas observadas durante a terr\u00edvel estadia naqueles locais.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o ainda exibe v\u00eddeos em uma sala especial que narram epis\u00f3dios da \u00e9poca, como a Noite dos Cristais, quando nazistas lan\u00e7aram uma onda de ataques a judeus em v\u00e1rias regi\u00f5es da Alemanha e da \u00c1ustria em 1938, ou filmes de propaganda feitos para exaltar o governo nazista de Adolf Hitler.<\/p>\n<p>Radicado no Brasil h\u00e1 27 anos, Faingold, de 60 anos, \u00e9 descendente de judeus. Seu av\u00f4 materno se refugiou na Argentina, onde ele nasceu. Para o professor, a preserva\u00e7\u00e3o dos objetos \u00e9 essencial para a hist\u00f3ria. \u201cNo futuro n\u00e3o haver\u00e1 mais sobreviventes, porque esses que chegaram [no Brasil] j\u00e1 s\u00e3o pessoas com mais de 80 anos. O que vai sobrar s\u00e3o justamente os museus e os memoriais que temos\u201d, observou.<\/p>\n<p><strong>Para que jamais volte a acontecer &#8211;\u00a0<\/strong>Faingold falou tamb\u00e9m sobre a import\u00e2ncia de divulgar a exposi\u00e7\u00e3o entre alunos e ensinar algumas defini\u00e7\u00f5es pouco conhecidas pelos jovens brasileiros.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso falar o que \u00e9 um genoc\u00eddio, dar exemplos, e contar o que foi o Holocausto: foi apenas um em toda a hist\u00f3ria da humanidade, pela brutalidade, pelas etapas e a abrang\u00eancia do fen\u00f4meno, pelo uso e abuso de tecnologias na ind\u00fastria da morte, por todos esses motivos o Holocausto \u00e9 diferente de outro tipo de genoc\u00eddio\u201d, explica. &#8220;N\u00f3s vamos tratar, dentro do poss\u00edvel, para que escolas estaduais com menos recursos possam vir aqui e visitar nosso memorial\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>Localizado na primeira sinagoga do Estado de S\u00e3o Paulo, o Memorial da Imigra\u00e7\u00e3o Judaica e do Holocausto foi fundada em 1912 e guarda um amplo e valioso acervo documental para valorizar a contribui\u00e7\u00e3o dos judeus ao desenvolvimento do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Memorial da Imigra\u00e7\u00e3o Judaica e do Holocausto<\/strong><br \/>\nRua da Gra\u00e7a, 160, Bom Retiro, S\u00e3o Paulo (Esta\u00e7\u00e3o Luz)<br \/>\nDomingo: apenas para grupos com agendamento<br \/>\nSegunda \u00e0 quinta: 9h &#8211; 17h<br \/>\nSexta: 9h &#8211; 15h<br \/>\nEntrada gratuita<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma r\u00e9plica em tamanho natural de um barrac\u00e3o de prisioneiros judeus, objetos e pe\u00e7as de vestu\u00e1rios, posters da propaganda nazista. 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