{"id":159942,"date":"2017-11-10T20:45:05","date_gmt":"2017-11-10T22:45:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=159942"},"modified":"2017-11-10T20:45:05","modified_gmt":"2017-11-10T22:45:05","slug":"justica-manda-prender-dalva-serial-killer-de-caes-e-gatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/justica-manda-prender-dalva-serial-killer-de-caes-e-gatos\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a manda prender Dalva, serial killer de c\u00e3es e gatos"},"content":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo decretou nesta sexta-feira, 10, a pris\u00e3o de Dalva Lina da Silva, de 48 anos, condenada por matar ao menos 37 c\u00e3es e gatos em 2012 na capital paulista. Conhecida como &#8220;serial killer de animais&#8221;, ela tamb\u00e9m teve a pena aumentada para 17 anos, seis meses e 26 dias de reclus\u00e3o em regime semi-aberto, a maior do Pa\u00eds envolvendo maus-tratos.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPE), Dalva n\u00e3o foi encontrada nesta sexta-feira nos quatro endere\u00e7os informados \u00e0 Justi\u00e7a e \u00e9 considerada foragida da Justi\u00e7a. Ela teria sa\u00eddo de casa, na Vila Mariana, por volta das 11h de quinta-feira, 9, e n\u00e3o retornou mais. A reportagem contatou o advogado de defesa de Dalva, mas n\u00e3o obteve retorno.<\/p>\n<p>Em 2015, Dalva j\u00e1 havia sido condenada a 12 anos, seis meses e 14 dias de pris\u00e3o pela morte de 33 gatos e 4 c\u00e3es. O MPE recorreu solicitando o aumento da pena e obteve na quinta-feira, 9, decis\u00e3o favor\u00e1vel da 10\u00aa C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a, que negou a apela\u00e7\u00e3o da defesa contra a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora, a Justi\u00e7a ampliou de 12 anos e meio para 16 anos e meio a pena de Dalva em rela\u00e7\u00e3o ao crime previsto no artigo 32 da Lei 9.605\/98, que trata de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, dom\u00e9sticos ou domesticados, nativos ou ex\u00f3ticos, e acrescentou a pena de um ano com base no artigo 56 da mesma lei, sobre o uso de subst\u00e2ncia t\u00f3xica, perigosa ou nociva \u00e0 sa\u00fade humana ou ao meio ambiente.<\/p>\n<p>&#8220;Essa decis\u00e3o \u00e9 uma grande vit\u00f3ria, in\u00e9dita no Brasil e, arrisco dizer, a maior do mundo. No ano passado uma pessoa foi condenada h\u00e1 15 anos nos Estados Unidos por maus-tratos contra animais. Com essa reforma creio que essa condena\u00e7\u00e3o \u00e9 a maior pena que se tem not\u00edcia no mundo&#8221;, disse a promotora Vania Tuglio, do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais (Gecap), bra\u00e7o do MPE que tamb\u00e9m investiga maus-tratos contra animais.<\/p>\n<p>Moradora da Vila Mariana, na zona sul paulistana, Dalva era conhecida por receber, abrigar e encaminhar para doa\u00e7\u00e3o c\u00e3es e gatos abandonados. Entidades de prote\u00e7\u00e3o passaram a desconfiar da rapidez com que ela conseguia encontrar um lar adotivo para os animais.<\/p>\n<p>A ONG Adote um Gatinho decidiu contratar um detetive particular para acompanhar a movimenta\u00e7\u00e3o na resid\u00eancia da acusada e, durante a investiga\u00e7\u00e3o, ele flagrou a moradora depositando sacos de lixo na frente da casa da vizinha. Ao abri-los, deparou-se com 33 gatos e 4 c\u00e3es mortos.<\/p>\n<p>Dalva chegou a ser detida logo em seguida, em janeiro daquele ano, mas acabou liberada e p\u00f4de responder ao crime em liberdade. Na \u00e9poca, afirmou que cuidava de animais tirados das ruas h\u00e1 13 anos e explicou que cinco dos animais tinham sido sacrificados por estarem doentes e que &#8220;nunca tinha visto&#8221; os outros.<\/p>\n<p>Na primeira senten\u00e7a, em 2015, a ju\u00edza Patr\u00edcia \u00c1lvarez Cruz afirmou que Dalva recebia os animais em sua casa j\u00e1 determinada a mat\u00e1-los porque sabia que n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es de encaminh\u00e1-los \u00e0 doa\u00e7\u00e3o. &#8220;A r\u00e9 tem todas as caracter\u00edsticas de uma assassina em s\u00e9rie, com uma diferen\u00e7a: as suas v\u00edtimas s\u00e3o animais dom\u00e9sticos De resto, os crimes foram praticados seguindo o mesmo ritual, com uma determinada assinatura, com tra\u00e7os peculiares e comuns entre si, contra diversos animais com qualidades semelhantes e em ocasi\u00f5es distintas. E o que \u00e9 bastante revelador: n\u00e3o h\u00e1 motivo objetivo para os crimes. O assassino em s\u00e9rie, como o pr\u00f3prio nome diz, \u00e9 um matador habitual.&#8221;<\/p>\n<p>Patr\u00edcia explicou que, somente nos vinte dias em que foi observada pelo detetive, Dalva recebeu mais de 200 animais. &#8220;Diante disso, n\u00e3o \u00e9 demasiado afirmar que centenas de animais foram mortos pela acusada&#8221;, disse a ju\u00edza. Dalva perfurava os animais para lev\u00e1-los \u00e0 morte. &#8220;N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar a morte desses animais: das milim\u00e9tricas perfura\u00e7\u00f5es provocadas, o sangue se esva\u00eda lentamente, at\u00e9, por fim, provocar o choque hipovol\u00eamico que os levava ao \u00f3bito&#8221;, afirmou Patr\u00edcia.<\/p>\n<p>A ju\u00edza tamb\u00e9m reconhece que o caso \u00e9 in\u00e9dito: &#8220;O reconhecimento do concurso material, na hip\u00f3tese, implicar\u00e1 a aplica\u00e7\u00e3o de pena privativa de liberdade talvez sem precedentes em casos de maus-tratos contra animais. Mas a pena h\u00e1 de se ajustar \u00e0 conduta do agente e o comportamento da acusada \u00e9 igualmente in\u00e9dito. N\u00e3o se tem hist\u00f3ria de caso semelhante.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo decretou nesta sexta-feira, 10, a pris\u00e3o de Dalva Lina da Silva, de 48 anos, condenada por matar ao menos 37 c\u00e3es e gatos em 2012 na capital paulista. 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