{"id":160151,"date":"2017-11-12T21:05:11","date_gmt":"2017-11-12T23:05:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=160151"},"modified":"2017-11-13T07:08:03","modified_gmt":"2017-11-13T09:08:03","slug":"brasil-reforca-seguranca-nas-fronteiras-com-operacao-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-reforca-seguranca-nas-fronteiras-com-operacao-militar\/","title":{"rendered":"Brasil refor\u00e7a seguran\u00e7a nas fronteiras com opera\u00e7\u00e3o militar"},"content":{"rendered":"<p>A simula\u00e7\u00e3o de resgate em situa\u00e7\u00f5es de ajuda humanit\u00e1ria \u00e9 o melhor caminho para refor\u00e7ar a atua\u00e7\u00e3o conjunta do Brasil com pa\u00edses vizinhos. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do ministro da Defesa, Raul Jungmann que visitou o exerc\u00edcio multinacional de simula\u00e7\u00e3o de ajuda humanit\u00e1ria, Amazonlog, na tr\u00edplice fronteira com o Peru e a Bol\u00edvia. A atividade, executada em parceria com os pa\u00edses vizinhos, reuniu cerca de duas mil pessoas em Tabatinga, no Amazonas.<\/p>\n<p>A cidade fica distante cerca de 1,1 mil quil\u00f4metros de Manaus. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel chegar de barco ou avi\u00e3o. O munic\u00edpio, com pouco mais de 60 mil habitantes, est\u00e1 localizado na tr\u00edplice fronteira com as cidades de Santa Rosa, no Peru, e Let\u00edcia, na Col\u00f4mbia. A cidade foi escolhida pelos militares devido ao dif\u00edcil acesso e \u00e0 falta de estrutura, como comunica\u00e7\u00f5es, estradas, dificuldades para conseguir grande quantidade de alimentos.<\/p>\n<p>\u201cAqui, pa\u00edses que s\u00e3o nossos amigos e vizinhos trabalham conosco, exercitam conosco como atender nossas popula\u00e7\u00f5es, como aliment\u00e1-las, como fazer sua triagem e como dar conforto em situa\u00e7\u00f5es que muitas vezes s\u00e3o de grande calamidade e podem envolver perda de vidas\u201d, disse o ministro ap\u00f3s visitar a base internacional montada para abrigar as tropas.<\/p>\n<p>Jungmann presenciou a simula\u00e7\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o de cargas com vacinas para a popula\u00e7\u00e3o v\u00edtima de um surto de hepatite e sobrevoou a demonstra\u00e7\u00e3o de medidas para atender a popula\u00e7\u00e3o na possibilidade de explos\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es no Rio Solim\u00f5es.<\/p>\n<p>As atividades fazem parte de um conjunto de simula\u00e7\u00f5es das For\u00e7as Armadas para treinar procedimentos de ajuda humanit\u00e1ria em caso de cat\u00e1strofes como secas, enchentes, terremotos. Uma base militar multinacional foi montada para dar suporte a militares e socorro emergencial \u00e0s \u201cv\u00edtimas\u201d.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es contam com a participa\u00e7\u00e3o de diversos \u00f3rg\u00e3os governamentais como a Pol\u00edcia Federal, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), a Defesa Civil, o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores.<\/p>\n<p>As simula\u00e7\u00f5es envolveram o uso de helic\u00f3pteros, avi\u00f5es, al\u00e9m de diversas embarca\u00e7\u00f5es para as a\u00e7\u00f5es de simula\u00e7\u00e3o de acidentes. Tamb\u00e9m foram feitos atendimentos de sa\u00fade para a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha e comunidades ind\u00edgenas do Brasil e dos pa\u00edses vizinhos. Alguns dos exerc\u00edcios contam com a participa\u00e7\u00e3o de &#8220;figurantes&#8221;.<\/p>\n<p><strong>EUA<\/strong> &#8211; O exerc\u00edcio, previsto para terminar amanh\u00e3 (13) conta com a presen\u00e7a de militares dos Estados Unidos e de outros pa\u00edses. A presen\u00e7a dos americanos foi motivo de pol\u00eamica. Parlamentares da oposi\u00e7\u00e3o questionaram a presen\u00e7a dos norte-americanos com o argumento de que isso poderia representar uma amea\u00e7a \u00e0 soberania do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Pelo Brasil, participam cerca de 1.550 militares; a Col\u00f4mbia enviou 150; o Peru, 120; e os Estados Unidos, 30. Os americanos participaram como observadores integrados. Eles cederam uma aeronave C-130 para deslocamento de equipamentos e pessoal. Outros pa\u00edses, como Alemanha, R\u00fassia, Canad\u00e1, Venezuela, Fran\u00e7a, Reino Unido e Jap\u00e3o, tamb\u00e9m enviaram observadores.<\/p>\n<p>Para o ministro, essas cr\u00edticas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos EUA s\u00e3o \u201cm\u00edopes\u201d. \u201cIsso mostra total desconhecimento, porque j\u00e1 participamos desse mesmo exerc\u00edcio nos EUA, sem qualquer problema\u201d, disse. \u201cA atividade refor\u00e7a a ideia de ajuda humanit\u00e1ria. Temos que dar as m\u00e3os quando se trata de atender as popula\u00e7\u00f5es. Quando houve cat\u00e1strofes no Peru; no Chile, n\u00f3s l\u00e1 est\u00e1vamos&#8230; a forma como a Col\u00f4mbia tratou a Chapecoense depois do acidente. \u00c9 isso que queremos: ajuda m\u00fatua em favor dos nossos povos\u201d, acrescentou o ministro ao se referir ao acidente de avi\u00e3o com o time brasileiro que matou 71 pessoas e deixou apenas quatro sobreviventes.<\/p>\n<p><strong>Roraima<\/strong> &#8211; De Tabatinga, o ministro voou para Roraima, onde desceu na regi\u00e3o de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. L\u00e1, ele acompanhou a situa\u00e7\u00e3o dos venezuelanos que est\u00e3o migrando para o lado brasileiro. Recentemente, a cidade inaugurou um abrigo com capacidade para 200 pessoas. \u201cHoje as For\u00e7as Armadas e outras ag\u00eancias j\u00e1 cuidam de boa parte do atendimento das pessoas que chegam ao Brasil atrav\u00e9s de Roraima e vamos continuar ajudando e na medida em que se fa\u00e7a necess\u00e1rio\u201d, destacou.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds do mundo que mais recebe venezuelanos. Em primeiro lugar est\u00e3o os EUA com 18,3 mil pessoas. Aqui, at\u00e9 o momento foram cerca de 13 mil solicita\u00e7\u00f5es de ref\u00fagio. Os dados s\u00e3o da ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A simula\u00e7\u00e3o de resgate em situa\u00e7\u00f5es de ajuda humanit\u00e1ria \u00e9 o melhor caminho para refor\u00e7ar a atua\u00e7\u00e3o conjunta do Brasil com pa\u00edses vizinhos. 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