{"id":161328,"date":"2017-11-22T15:11:24","date_gmt":"2017-11-22T17:11:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=161328"},"modified":"2017-11-22T15:11:24","modified_gmt":"2017-11-22T17:11:24","slug":"banco-mundial-propoe-fim-do-ensino-superior-gratuito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/banco-mundial-propoe-fim-do-ensino-superior-gratuito\/","title":{"rendered":"Banco Mundial prop\u00f5e fim do ensino superior gratuito"},"content":{"rendered":"<p>Para cortar gastos sem prejudicar os mais pobres, o governo deveria acabar com a gratuidade do ensino superior. Essa \u00e9 uma das sugest\u00f5es apresentadas no relat\u00f3rio \u201cUm ajuste justo &#8211; propostas para aumentar efici\u00eancia e equidade do gasto p\u00fablico no Brasil\u201d, elaborado pelo Banco Mundial.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que o governo continue subsidiando os estudantes que est\u00e3o entre os 40% mais pobres do Pa\u00eds. Por\u00e9m, os de renda m\u00e9dia e alta poderiam pagar pelo curso depois de formados. Durante a faculdade, eles acessariam algum tipo de cr\u00e9dito, como o Fies.<\/p>\n<p>Essa proposta se baseia no fato que 65% dos estudantes das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior federais est\u00e3o na faixa dos 40% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o. Como, ap\u00f3s formadas, essas pessoas tendem a ter um aumento de renda, a suspeita dos t\u00e9cnicos \u00e9 que a gratuidade \u201cpode estar perpetuando a desigualdade no Pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<p>O Brasil tem aproximadamente 2 milh\u00f5es de estudantes nas universidades e institutos federais, ao passo que nas universidades privadas s\u00e3o 8 milh\u00f5es de estudantes. Por\u00e9m, o custo m\u00e9dio de um aluno numa faculdade privada \u00e9 de R$ 14.000,00 por ano. Nas universidades federais, esse custo salta para R$ 41.000,00 e nos institutos federais o valor \u00e9 ainda maior: R$ 74.000,00 ao ano.<\/p>\n<p>Esse gasto, diz o estudo, \u00e9 \u201cmuito superior\u201d ao de pa\u00edses como a Espanha e a It\u00e1lia, por exemplo. No entanto, o valor agregado em termos de conhecimento dos estudantes n\u00e3o \u00e9 muito diferente do das faculdades privadas. Esse crit\u00e9rio considera o que o aluno aprendeu em compara\u00e7\u00e3o ao que se esperava que ele tivesse aprendido.<\/p>\n<p>Os gastos do governo com ensino superior s\u00e3o equivalentes a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e crescem, em termos reais, 7% ao ano, acima da m\u00e9dia mundial. \u201cAs despesas com ensino superior s\u00e3o, ao mesmo tempo, ineficientes e regressivas\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Uma reforma poderia economizar aproximadamente R$ 13 bilh\u00f5es ao ano nas universidades e institutos federais. No n\u00edvel estadual, a economia poderia ser de R$ 3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da cobran\u00e7a de mensalidades, o estudo sugere que os gastos por aluno tenham como limite o valor gasto pelas institui\u00e7\u00f5es mais eficientes. As menos eficientes teriam, assim, de ajustar suas despesas \u00e0 nova realidade.<\/p>\n<p>Se as escolas do ensino fundamental e m\u00e9dio atingissem o n\u00edvel das melhores do sistema, o desempenho na prova do \u00cdndice de Desenvolvimento do Ensino B\u00e1sico (Ideb) subiria 40% para o n\u00edvel fundamental e 18% no m\u00e9dio. No entanto, aponta o relat\u00f3rio, o Brasil gasta perto de R$ 56 bilh\u00f5es a mais do que seria necess\u00e1rio para ter o atual desempenho.<\/p>\n<p>A principal proposta para enxugar gastos nessas esferas \u00e9 aumentar a quantidade de alunos por professor. O estudo diz que a quantidade de estudantes est\u00e1 caindo devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das taxas de natalidade, nas regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A proposta \u00e9 n\u00e3o repor os professores que deixam o sistema. S\u00f3 com isso, a economia seria de R$ 22 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Sa\u00fade &#8211;\u00a0<\/strong>\u00a0Enquanto no ensino fundamental a nova realidade do crescimento demogr\u00e1fico est\u00e1 esvaziando salas, nos postos de sa\u00fade a tend\u00eancia \u00e9 contr\u00e1ria: a demanda por atendimento aumenta devido ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesse caso, o estudo sugere solu\u00e7\u00f5es para ajudar a reduzir os gastos que, segundo o banco, n\u00e3o trariam preju\u00edzo ao atendimento. Se todo o sistema atingisse o n\u00edvel das unidades mais eficientes, poderiam ser economizados R$ 22 bilh\u00f5es. Entre as propostas, est\u00e1 o fechamento de hospitais de pequeno porte, que custam proporcionalmente mais do que os grandes, se for considerado o valor por atendimento prestado.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio sugere tamb\u00e9m o fortalecimento do atendimento prim\u00e1rio que filtraria os casos mais complexos para enviar aos hospitais. E que o atendimento dos casos mais simples possa ser feito por profissionais de sa\u00fade n\u00e3o m\u00e9dicos, deixando-os liberados para os casos mais complexos.<\/p>\n<p>O governo poderia ter ganhos tamb\u00e9m, com acr\u00e9scimo na arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, da ordem de 0,3% do PIB, se fosse eliminada a dedu\u00e7\u00e3o no Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF). Segundo o relat\u00f3rio, esse mecanismo beneficia os mais ricos de maneira \u201cdesproporcional\u201d e \u201cconstitui um subs\u00eddio para as despesas de sa\u00fade privada.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para cortar gastos sem prejudicar os mais pobres, o governo deveria acabar com a gratuidade do ensino superior. Essa \u00e9 uma das sugest\u00f5es apresentadas no relat\u00f3rio \u201cUm ajuste justo &#8211; propostas para aumentar efici\u00eancia e equidade do gasto p\u00fablico no Brasil\u201d, elaborado pelo Banco Mundial. 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