{"id":161779,"date":"2017-11-26T16:20:30","date_gmt":"2017-11-26T18:20:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=161779"},"modified":"2017-11-26T21:41:43","modified_gmt":"2017-11-26T23:41:43","slug":"chuvas-e-trovoadas-da-crise-ameacam-a-previsao-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/chuvas-e-trovoadas-da-crise-ameacam-a-previsao-do-tempo\/","title":{"rendered":"Chuvas e trovoadas da crise amea\u00e7am a previs\u00e3o do tempo"},"content":{"rendered":"<p>A principal m\u00e1quina de previs\u00e3o do tempo no Pa\u00eds est\u00e1 \u00e0 beira da morte. Aos sete anos de idade, o supercomputador Tup\u00e3, do Centro de Previs\u00e3o de Tempo e Meteorologia (Cptec) do Inpe, em Cachoeira Paulista, a 200 quil\u00f4metros da capital, chegou ao que os especialistas chamam de &#8220;end of life&#8221;, ou fim da vida. \u00c9 o ponto em que, mesmo com manuten\u00e7\u00e3o constante, a m\u00e1quina pode parar a qualquer momento.<\/p>\n<p>&#8220;Se isso acontecer, o Cptec para&#8221;, diz o chefe de Opera\u00e7\u00f5es do centro, Gilvan Sampaio. E, com ele, a previs\u00e3o do tempo no Brasil inteiro, com consequ\u00eancias imediatas para setores como agricultura, energia e preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais.<\/p>\n<p>&#8220;Sem a m\u00e1quina, n\u00e3o temos como gerar as previs\u00f5es&#8221;, explica Sampaio. Na semana retrasada, lembra ele, o computador quebrou no domingo e s\u00f3 voltou a funcionar na ter\u00e7a, porque segunda-feira foi feriado. O contrato de manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina venceu em outubro e n\u00e3o foi renovado, por falta de recursos. A empresa respons\u00e1vel continua a prestar o servi\u00e7o, sem pagamento, mas apenas nos dias de semana e em hor\u00e1rio comercial. A previs\u00e3o do tempo daquela ter\u00e7a-feira, portanto, foi feita com dados defasados, de domingo de manh\u00e3.<\/p>\n<p><b>Hist\u00f3rico &#8211;\u00a0<\/b>Comprado em 2010, por R$ 50 milh\u00f5es, o Tup\u00e3 era \u00e0 \u00e9poca um dos 30 computadores mais velozes do mundo, com capacidade para realizar 258 trilh\u00f5es de c\u00e1lculos por segundo. Hoje, n\u00e3o entra nem no top 500, mas ainda \u00e9 o &#8220;c\u00e9rebro&#8221; da meteorologia nacional<\/p>\n<p>O procedimento-padr\u00e3o, segundo Sampaio, seria comprar um supercomputador a cada quatro anos, quando as m\u00e1quinas ficam defasadas e perdem seu valor de mercado. &#8220;Desde 2014 estamos solicitando recursos para comprar uma m\u00e1quina nova, sem sucesso &#8221; O custo estimado \u00e9 de R$ 120 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o foi apelar para uma gambiarra nacional, com uma proposta de substituir processadores e dar uma sobrevida de dois anos \u00e0 m\u00e1quina. O Inpe conseguiu R$ 10 milh\u00f5es para isso, em recursos ministeriais e emendas parlamentares, mas o dinheiro ainda n\u00e3o entrou, e a data-limite de empenho para este ano \u00e9 8 de dezembro. Depois disso, o recurso \u00e9 perdido.<\/p>\n<p>&#8220;Essa sobrevida de dois anos seria uma melhora, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente. Precisamos de uma m\u00e1quina nova&#8221;, afirma Sampaio. Mesmo que o dinheiro entre hoje, diz ele, levar\u00e1 cerca de dois anos para ter o novo computador comprado (via licita\u00e7\u00e3o internacional), instalado e funcionando.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A principal m\u00e1quina de previs\u00e3o do tempo no Pa\u00eds est\u00e1 \u00e0 beira da morte. Aos sete anos de idade, o supercomputador Tup\u00e3, do Centro de Previs\u00e3o de Tempo e Meteorologia (Cptec) do Inpe, em Cachoeira Paulista, a 200 quil\u00f4metros da capital, chegou ao que os especialistas chamam de &#8220;end of life&#8221;, ou fim da vida. 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